A velocidade do tempo

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A velocidade do tempo

Ano a ano cresce o número de pessoas que reclama da rapidez com que o tempo está passando. Desconheço até hoje qualquer justificativa dada pelos meios científicos salvo a associação feita pelo ex-frei Leonardo Boff, com a Ressonância Shumann, em artigo que foi divulgado pela imprensa e pela Internet. Não me detive no assunto na época em que tomei conhecimento, porém no meu caminho de observações sobre os processos energéticos, cruzaram-se vias que me conduziram ao fenômeno e a oportunidade de interpretá-lo ao meu modo. Tentarei explicar através de uma causa mecânica, talvez ainda não considerada pela Ciência; e, sobre ela, aplicando a Teoria da Relatividade.

Vejamos:
A superfície da Terra recebe continuamente uma quantidade imensa de energia luminosa da qual grande parte é agregada à matéria que compõe a crosta, em especial, através do mundo vegetal. Isso faz com que o planeta aumente a sua massa a cada dia e, conseqüentemente, reduza sua velocidade de rotação e, logicamente a de translação. Isso porque ele é portador de um impulso primitivo que não é renovado, e, como ocorre com os nossos satélites artificiais, depois de algum tempo, são vencidos pela gravidade e retornam à Terra numa órbita espiralada e decrescente. Assim, sua desaceleração vinha sendo feita gradualmente num ritmo lento o mesmo que vinha sendo incorporando instintivamente nos seres vivos que habitam a crosta terrestre. Por isso, o biorritmo de todo organismo vivo que se formou durante milênios na superfície do planeta acompanhou o mesmo ritmo da desaceleração. Portanto, sob este comando que está impresso em nosso código genético, assim como de todos os seres vivos, nada deveria ser antes e nem depois do que está programado biologicamente. O que nos caberia, seria desenvolver a nossa sensibilidade nata para perceber o momento certo de cada coisa para vivermos harmonicamente dentro do nosso tempo. No entanto, isso não está ocorrendo porque um fator até há pouco tempo despercebido, está dessincronizando o tempo de rotação da Terra, cada vez mais lento, aquém do que seria normal, e do biorritmo, mais rápido, impresso por ela mesma nos seres vivos desde épocas remotas, até o início da utilização dos combustíveis fósseis como fonte de calor.

Exemplifiquemos:
Num carrossel de parque de diversões temos 32 cadeiras dispostas de 4 em 4 sobre 8 raios eqüidistantes. Se 8 pessoas de peso mais ou menos igual sentarem-se nas cadeiras mais próximas do centro, o carrossel girará com “mais velocidade” do que se elas sentarem-se nos assentos externos. Neste último caso, o carrossel girará com “menor” velocidade já que o caminho percorrido por cada ocupante passará a ser “muito maior”, o que exigirá maior esforço do motor, caso se queira manter a mesma velocidade.

No início deste trabalho, fizemos referência a um anel composto por gases pesados que circundavam o equador da Terra, isso, logo após a consolidação da matéria mais pesada que forma seu núcleo. Esses gases acompanhavam o movimento rotativo do planeta na mesma velocidade, porém descrevendo uma órbita muito maior, visto estarem muito acima da superfície. Ocorre que, durante a era de predominância vegetal, estes gases foram incorporados à matéria orgânica vegetal para formar a biomassa que foi fossilizada; e, nesta nova consistência, armazenados em covas profundas, muito abaixo da superfície do solo, passou então, a descrever uma órbita em torno do eixo terrestre, muito menor do que aquela que, antes fazia, quando na forma gasosa. Assim, tais materiais ao se transferirem de uma órbita maior (externa) para outra menor (interna) conservando seu mesmo peso, transferiram, também, para o planeta uma velocidade maior ao seu giro. (Fase em que foram desenvolvidos os seres animados.) Comparando com o carrossel, é como quando os ocupantes das poltronas externas passam para as internas em pleno movimento indo acrescentar mais velocidade ao carrossel.

Portanto, “do apogeu da vida vegetativa, (quando começaram a ser criadas as formas de vida animadas) até o início das combustões de fósseis”, (quando se iniciou a Revolução Industrial) o movimento rotativo do planeta foi se desacelerando num ritmo mais ou menos constante, fazendo imprimir esta cadência no código genético de cada ser em desenvolvimento.

A partir deste último evento, com o crescimento da combustão de materiais fossilizados para atender às mais diversas formas de consumo energético, os movimentos do planeta, (rotação e, conseqüentemente, o de translação) passaram a uma fase de desaceleração maior porque os elementos pesados e fossilizados que estavam sepultados seguindo uma órbita menor em torno do eixo, uma vez queimados e gaseificados, passaram a reocupar órbita muito maior em torno do planeta motivando a redução de sua velocidade, do mesmo modo como ocorre quando as pessoas que estavam nas poltronas internas do carrossel se transferem para as externas.

Dada a rapidez com que ocorreu esta alteração nos movimentos terrestres, os seres animados que habitam o planeta não tiveram o tempo hábil para realizar as modificações genéticas de adaptação ao novo ritmo uma vez que necessitariam centenas, ou mesmo milhares de gerações para efetuá-las.

Vejamos agora as conseqüências destes fenômenos à luz da razão e da Teoria da Relatividade:
Nós nos deslocamos na superfície da Terra em torno de seu eixo numa velocidade supersônica constante de 1.666 K/H. Embora, seja qual for a velocidade de rotação do planeta o resultado encontrado seja sempre o mesmo, (40.000 km divididos por 24h), nosso dia terá, sempre, 24 horas, maiores ou menores, dependendo do tempo em que o planeta efetua uma volta. Ou seja: se a Terra aumenta ou diminui a sua velocidade de rotação, o tamanho dos dias, horas, minutos ou segundos aumentarão ou diminuirão de tamanho na mesma proporção sem que notemos conscientemente, embora percebamos desconfortos em nossos organismos. Isso porque eles não têm a versatilidade necessária para se alterar e acompanhar tais modificações no decorrer de umas poucas gerações. Se a rotação planetária vai se tornando mais lenta do que o biorritmo impresso em nossas células, a sensação que nos transmite é de que o nosso tempo está passando mais rápido. Isso porque, a nossa velocidade absoluta orbital realizada em torno do planeta, vem decaindo num ritmo mais acelerado do que seria se não tivesse havido a gaseificação dos elementos fósseis e o seu deslocamento para uma órbita externa muito acima da superfície terrestre. Tome-se, como exemplo, os passageiros de um trem bala que, depois de algumas horas de viagem se adaptaram à velocidade máxima. Quando é suprimida a força motriz, mesmo sem uso dos freios, a inércia individual que ficou gravada nas células dos passageiros ficou mais veloz do que as do trem, o que faz com que eles se sintam impulsionados para frente. A estrutura psicológica deles ficou com ritmos mais rápidos do que a estrutura do trem. Assim, tem ficado o nosso trem global: mais lento enquanto nosso tempo passa mais rápido.

Considerando os preceitos da Teoria da Relatividade: “se a velocidade com que nos deslocamos no espaço (em torno da Terra) diminui, o nosso tempo absoluto avança” e nos fica a impressão (o que é real) de que o tempo está passando depressa em nossas vidas.

Obs. – Este artigo é apêndice da Cartilha Ambiental Popular dirigida a médicos e biólogos para que analisem os efeitos deste fenômeno sobre os seres animados.

Sobre

Antidio S.P. TeixeiraAdministrador de empresas aposentado, com experiência em empresas de vários ramos industriais. Ambientalista por vivência, observação e interpretação dos fenômenos naturais, autodidata nesta área.Ver todas as publicações de Antidio S.P. Teixeira »

  1. David Quirino dos Santos
    David Quirino dos Santosago 14, 2010

    Uma variação na velocidade do movimento de rotação da Terra, além da natural perda gradativa de momento ao longo dos aeons… poderia ser devido à passagem, em suas cercanias, ou seja: a uma distância em que poderia interferir em seu campo gravitacional… de algo… e isto bem é possível, já que há muitas coisas em nosso universo, que não podemos ainda perceber, ou identificar, como é o caso da matéira escura, traria conseqüências gravíssimas, pois frearia a Terra de fora para dentro, começando por sua superfície, alterando assim a velocidade com que a crosta do planeta desliza sobre seu centro pastoso-líquido, aumentando assim sua temperatura e causando um aquecimento global além do que seria normal. Isto poderia causar alterações no clima, como vem acontecendo ultimamente e até mesmo interferir no posicionamento de seu eixo de rotação. Em minha opinião, algo deveria ser investigado a respeito, pois acho incabível culpar a humanidade imprevistas de placas tectônicas; erupções vulcânicas insuspeitadas e, pela bagunça que vem acontecendo com o clima do palneta.

  2. David Quirino dos Santos
    David Quirino dos Santosago 14, 2010

    A velocidade do tempo em nosso universo é particular a cada um de seus integrantes e também uma questão de ponto de vista: Quando julgamos que estamos parados, estamos, na verdade girando com a Terra, que por sua vez gira ao redor de algo que gira ao redor de algo… Portanto: Existe algo mais estático, inerte que uma pedra largada no solo?… Claro! Da mesma forma, afirma-se que as galáxias afastam-se entre si, partindo-se de nosso posicionamento como observadores… Não poderia ser o contrário? Maior prova disto que digo é a afirmação errôneamente interpretada de que nada pode ser mais rápido que a luz, pois afirmam os sábios que as galáxias mais distantes, que não podemos ver ou captar, assim comportam-se por deslocarem-se a velocidades superiores à da luz, de forma que esta nunca nos alcançará. A luz, apenas é a coisa mais rápida que podemos perceber; e somente podemos percebê-la como tal, a uma velocidade diferencial da em que deslocam-se nossas retinas, de 300.ooo km, arredondando, para simplificarmos. Se nos deslocassemos mais ou menos ràpidamente em relação a ela, não mais a veriámos… não deixaríamos de ver a luz, mas, seria outra luz: outra partículas mais ou menos velozes, com características que as tornassem identificáveis como luz, por nossas retinas, a um diferencial de velocidade idêntica à dos fótons em nosso tempo normal. Para abreviarmos, também nossos organismos podem variar, percebendo o tempo… ora mais rápido… ora mais lento. E isto pode ainda variar individualmente, pois ninguém é exatamente igual a alguém. Portanto, fica aquí minha afirmação de que a velocidade do tempo é particular a cada individuo que tenta mensurá-lo.

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