Como diminuir o aquecimento global se nós alimentamos diariamente o efeito estufa?

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Como diminuir o aquecimento global se nós alimentamos diariamente o efeito estufa?

Primeiramente para facilitar o entendimento, leia abaixo sobre a relação do efeito estufa com o aquecimento global.

O efeito estufa muitas vezes é visto como algo horrível por acharem que este fenômeno é responsável pelo aumento da temperatura, mas o efeito estufa é necessário para manter na Terra a temperatura necessária para existência de vida humana, já que o efeito estufa é responsável por reter parte do calor emitido pelo sol, enquanto outra parte deste calor é refletida. Mas com a crescente emissão de gases poluentes na atmosfera que contribuem para o efeito estufa como o gás carbônico (CO2 – também chamado de dióxido de carbono), ou seja, faz com que mais calor passe a ser retido no planeta, e por isso há relação com o aquecimento global (aumento de temperatura). Logo, concluímos com esta breve explicação que o verdadeiro responsável pelo aquecimento global não se trata de nenhum fenômeno natural e sim a grande poluição gerada pelos humanos ao emitirem grande quantidade de gases poluentes na atmosfera. Não se preocupem se gostariam de mais detalhes sobre aquecimento global, efeito estufa, pois em breve nos próximos artigos estaremos detalhando explicações sobre estes fenômenos.

Então devemos além de diminuir a emissão de gases poluentes como investindo em energias alternativas limpas no lugar de combustíveis fósseis, minimizar os índices de queimas, etc., também temos de retirar grande parte desses gases que “alimentam” o efeito estufa. Há vários processos que podem ser realizados para a retirada em excesso de gases poluentes sendo o processo mais comum e que requer menores investimentos é através do plantio de árvores para retirada de gás carbônico, já que as árvores absorvem grande quantidade desse gás e elimina apenas uma parte durante a noite para sua respiração, mas a maioria ficará armazenada em sua própria massa.

O gás carbônico é um gás que favorece ao aumento do efeito estufa e é o gás mais emitido na atmosfera terrestre, já que o carbono antes armazenado em depósitos como no fundo dos oceanos em outros estados físicos, no caso podemos citar o petróleo que é retirado em seu estado líquido (havendo alta concentração de carbono em sua molécula) e ao entrar em combustão como queima de combustível é emitido o gás carbônico.

Veja aqui os itens dos problemas que o aquecimento global pode provocar (em um próximo artigo iremos detalhar estes problemas):

– Aumento do nível do mar devido ao derretimento de geleiras;

-Os oceanos estão perdendo sua grande capacidade de absorção de gás carbônico;

-Fenômenos naturais como ciclones, enchentes, secas, estão passando a afetar áreas cada vez mais amplas, atingindo lugares que antes nunca haviam sofrido estes problemas;

– As áreas de deserto estão se alastrando tanto devido a queimadas como secas;

– Espécies que não suportam grandes variações de temperatura correm o risco de extinção e há probabilidades de se desestruturar toda uma cadeia alimentar, até afetando a alimentação de nós seres humanos;

Por isso é muito importante que o efeito estufa seja regulado, para não aumentar a temperatura no planeta e evitar que cause todos esses problemas, ou melhor, evitar que intensifique estes problemas, pois já estão acorrendo, que podem ainda estar relacionados com problemas bem mais graves.

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. FERNANDO EUSTAQUIO
    FERNANDO EUSTAQUIOset 29, 2008

    ACHO QUE ISSO É DEVER DE TODOS FAZERMOS ALGO PARA DIMINUIR O AQUECIMENTO GLOBAL, ISSO DEVE SER UMA DE TODOS OU SEJA DA PROPRIA CONSCIENCIA DO SER HUMANO

  2. neilton santos siqueira
    neilton santos siqueiradez 22, 2008

    Eu acho que vc pensa equivocadamente a respeito do que seja poluição.para o globo terrestre, não existe poluição. O planeta não precisa de nós para sua regeneração e, nenhum humano tem capacidade de poluir o meio ambiente.Para vc entender o que estou a dizer,a preservação ambiental como, manter rios limpos,atmosfera livre de gases tóxicos etc passa a ser um benefício do homem para o próprio homem, pois ele precisa comer, beber, respirar etc e não pensando na saude do planeta. Ao co2, entendo que é dado uma conotção equivocada,por exemplo, no final da formação da crosta terrestre,e com o aparecimento dos vegetais, o percentual de co2 estava numa faixa média de 89% no planeta, logo, no período quaternário, estamos com 0,03%. O que quer dizer? que se o co2 fosse causador do efeito estufa,o planeta já teria acabado.Como estamos apenas com 0,03% de co2, o que precisamos é retirar das fontes que capturaram o mesmo, como o petroléo (decomposição dos vegetais), florestas etc quimá-los restituindo a atmosfera, o que o efeito da fotossíntese causou. Sem o co2 é que o planeta aquece. Quanto mais co2 melhor para prolongar a vida humana na terra.

  3. Felipe ZIliotti;
    Felipe ZIliotti;dez 29, 2008

    Neiton, achei interessante sua constestação. Poderia fornecer dados cientificos, ou fontes, para que possamos entender o que você quer dizer com :
    “em o co2 é que o planeta aquece. Quanto mais co2 melhor para prolongar a vida humana na terra.”

    Abraços.

  4. Antídio S.P. Teixeira
    Antídio S.P. Teixeirajan 06, 2009

    Caríssimo Neilton:
    Em outro blog, comentei um artigo em que o autor se apresenta um tanto confuso como você neste comentário. Vou transcrever o artigo e meu comentário para que outras pessoas sejam mais informadas. Segue abaixo:

    PORQUE O ETANOL NÃO É A SALVAÇÃO?
    O álcool combustível nos últimos dois anos passou a ser tratado no Brasil como a grande panaceia da questão ambiental da energia. Quem ainda não viu Lula anunciando feito místico ascenso, ao largo do planeta, algo parecido com “ajoelhai-vos, países desenvolvidos, eu tenho vossa salvaçãããooo!” quando falava maravilhas do etanol por aí? É notável que há uma orientação muito passional nas enormes expectativas de “um mundo melhor por ser movido a um combustível limpo e renovável”, uma força de esperança pessoal bastante parecida com aquela que anima a vida de religiosos e crentes em curas pela fé, por também ser desprovida de ceticismo e encaração crítica. A verdade é que, embora a poluição vinda do cano de escape seja realmente bem menor, há uma contrapartida, um lado de porém, nociva o suficiente para levantar no mínimo questionamentos ríspidos ao caráter messiânico do álcool nos carros.

    Falo de alguns problemas, dois ambientais e dois sociais, por sinal muito sérios e que devem ser encarados com muita sobriedade, pé no chão e atenção. Todos envolvem os lugares de onde saem a “promessa”, os imensos latifúndios de cana-de-açúcar e sua expansão, e denunciam a extrema fragilidade, ou mesmo a quebra, do triângulo da sustentabilidade – Ambiental/Econômico/Social.[…]

    O primeiro fator ambiental é o nosso “amigo” desmatamento. Lembrem-se, o Nordeste só tem sua economia sustentada pela cana desde a época colonial porque a Mata Atlântica foi quase totalmente varrida da região pelos latifundiários, foi reduzida a frágeis pinguinhos onde árvores frondosas ainda se aglomeram. O mesmo serve para São Paulo, atual maior estado canavieiro do país, onde os canaviais tomaram muito do lugar dos cafezais da República Velha. Dali o cerrado foi banido e a floresta tropical foi dizimada a menos de 8% da área original. Analisando com seriedade, percebemos que só foram possíveis a criação do Proálcool nos anos 70, a proliferação dos carros flex na década atual e os discursos encantados de Lula porque nossos ecossistemas foram mutilados sem piedade e sobrepostos por “desertos verdes” que se perdem no horizonte.

    E, com esse mais recente boom do etanol, a ameaça começou a se dirigir para a Amazônia. Lacaios do governo do PT juram de pé junto que ela não será violentada por essa nova frente de expansão agrícola como a soja de exportação e a pecuária fizeram (e continuam fazendo), mas, quando a grilagem de vastas terras se junta com uma oportunidade clara de se fazer chover dinheiro, como está acontecendo agora, fica claro que essa garantia não soa mais garantida do que promessa de bêbado.

    Esse fator sozinho já é suficiente para pôr abaixo aquela esperança daqueles que anseiam por um combustível limpo e ambientalmente amigável. O pior é que o mesmo problema se estende para todos aqueles de origem vegetal.

    O segundo problema é muito poluente. A presença de queimadas nos canaviais termina compensando grande parte do que se deixa de mandar para o ar pelo cano de escape. A plantação ainda precisa ser queimada, em prol da remoção da palha, para uma colheita e processamento otimizados das varas de cana. É fácil notar que uma intensa poluição atmosférica sai desses lugares e dá ao etanol a infeliz propriedade de “poluente duplo”, porque joga fumaça no ar duas vezes. E mais uma vez frustram-se os que veem nele o atributo de “combustível limpo”.

    No lado social, pesam também dois pontos contra. Primeiro, a piora da distribuição agrária. Quem ainda não pensou e percebeu que é impossível nossa demanda energética automobilística ser suprida por culturas de tamanho limitado? Não precisamos de muito esforço mental para notar que o canavial é um padroeiro fidagal do latifúndio, dos magnatas do agronegócio, da concentração de terras enormes nas mãos de muito poucos em detrimento dos habitantes mais humildes do universo rural. E mais, se acontecesse no Brasil uma Reforma Agrária verdadeira, com R e A maiúsculos, imagine qual seria um dos primeiros produtos agrícolas colhidos em grande escala a serem fortemente inibidos.

    E algo que transmite um alerta vermelho para toda a humanidade é o segundo ponto crucial da insustentabilidade etílica. A sede do agronegócio canavieiro, com a alcoolmania, do mesmo jeito que tem potencial de avançar varrendo ecossistemas, não poupa nem mesmo cultivos de alimentos. Primeiro foi grande parte daqueles cafezais que garantiam o grosso de exportações brasileiras nas primeiras décadas do século 20, e agora é qualquer cultura alimentícia, incluindo feijão e arroz, que é sobrescrita pela bem mais lucrativa cana-de-açúcar. Novamente a questão do dinheiro fácil encanta os agricultores, que imprudentemente abandonam os antigos produtos e abraçam a fonte do etanol. Isso, como de se esperar, está diminuindo a oferta de comida e aumentando seus preços, tendo sido denunciado como um dos culpados pela crise dos alimentos que pipocou em 2008 e não tem prazo para ser totalmente debelada.

    Percebemos com esses e outros pontos que o álcool combustível, ao menos como conhecemos hoje, está muito, muito longe da sustentabilidade e seu caráter de “limpo” é de certa forma mais uma ilusão desenhada pelas passionais esperanças da humanidade pela queda da poluição atmosférica do que uma salvação garantida. Por isso é que estamos condenados a ficar entre a cruz e a espada quando abastecemos nosso carro: ou a gasolina muito poluente e limitada pela natureza, ou o álcool de muitos inconvenientes ou… o gás natural, pouco poluente mas tão finito quanto o petróleo. O hidrogênio, considerado a verdadeira solução, ainda não chegou, e motiva tristeza o fato de o etanol não ser um recurso bom o bastante para preencher provisoriamente sua lacuna de combustível limpo e virtualmente inesgotável. Não vejo outro jeito de alcançar uma real segurança energética que não seja pressionar pela vinda o mais logo possível do H2.

    Caríssimo Anônimo:
    Lastimavelmente, o ponto de observação em que você se encontra deve estar envolvido nas brumas do desconhecimento sobre a energia, de modo geral. Entenda que o progresso no mundo se deveu a descoberta de meios para a utilização de fontes energéticas abundantes que nenhum trabalho custou ao homem para produzi-las, pois, foram constituídas pela Natureza através de muitos e muitos milhões de anos. Refiro-me à hulha, como ponto de partida e, posteriormente, ao petróleo e o gás natural. Lembre-se que tudo que se decompõe, libera energia e resíduos poluentes, tanto as degradações lentas (apodrecimento) ou rápidas (combustões) e violentas (explosões). Só que os promotores desta corrida pelo poder industrial e econômico desconheciam, talvez pos conveniência, a existência deste equilíbrio e as conseqüências futuras quanto o excessivo lançamento e gases emanados das combustões que alimentaram seus fornos siderúrgicos, as fornalhas das termelétricas, das locomotivas, navios, aviões e, nossa gigantesca frota de veículos rodoviários. Estes gases originados da queima de matéria fossilizada não são recicláveis, uma vez que esta foi produzida por milhões de florestas que se sobrepunham em sucessivos períodos, umas sobre os resíduos de outras e, hoje, nosso planeta não dispõe de espaço de solo suficiente para reciclá-los em curto espaço de tempo. Os gases originados pela queima dos fósseis se acumularam e, junto com ele os que foram gerados pela queima das atuais florestas e seus derivados, incluindo-se os da respiração dos seres animados, tudo isso na forma de óxidos de carbono. Criaram extrema dependência energética na humanidade.
    Energia é uma força única que compõem todas as coisas que existem, congregando elétrons para formar átomos ou estes para formação das moléculas. Ela se apresenta em várias formas como luminosa, elétrica, calórica, dinâmica ou magnética. . Elas podem ser transformadas umas em outras, mas não podemos criá-las nem destruí-las. Podemos, apenas, converter algumas formas existentes em outras que nos convenham.

    As florestas que deram origem aos combustíveis fósseis, também deram origem a esta imensurável reserva de oxigênio e ozônio que induziu a Natureza a formar a vida animada, cujas necessidades metabólicas são inversas as dos vegetais. Assim, o que é resíduo para uma é alimento para outra e vice-versa. Observe que a fotossíntese capta energia luminosa do Sol e carbono na atmosfera; junto com nutrientes absorvidos no solo, forma a matéria orgânica. A mesma quantidade de oxigênio que é liberado por um ser vegetal durante sua germinação, desenvolvimento e formação de seus frutos, é consumida na degradação de toda a matéria orgânica que produziu, após a sua morte; devolvendo a energia acumulada que a mantinha coesa sua estrutura, assim como os gases carbonados e os nutrientes devidos ao solo. Perfeito equilíbrio. Considere que os combustíveis fósseis são infinitos para nós porque, “antes e queimarmos a ultima baga de hulha ou a última gota de petróleo, já estaremos extintos por falta de oxigênio para respirar”.

    Dentro deste equilíbrio, um canavial absorve da atmosfera, durante seu ciclo vital, grande quantidade energia luminosa e carbono da atmosfera, e libera, na mesma, proporcional quantidade de oxigênio. Depois da maturação, as palhas que são queimadas em minutos, (considere apenas as de cada pé), representam pequena inversão, já que o maior conteúdo energético está no caule. E, após a colheita, o solo fica livre para novas culturas para captação de energia. Por isso, são renováveis e auto-equilibrados.

    As matas em todo o mundo foram destruídas pela ganância de poder econômico de alguns seguimentos sociais. As nossas, a partir da chegada dos europeus para saquearem o pau-brasil; depois, para produção de alimentos e algodão para as crescentes necessidades internas e, mais tarde, junto com o açúcar e o café para exportação. Hoje, as regiões intertropicais, sendo as maiores e eficientes antenas captadoras de energia solar, estão fadadas a produzir para abastecer o mundo com alimentos e produtos elaborados com energia limpa, assim como de biocombustíveis, pois, chegaremos a um ponto em que não mais se poderá queimar hulha, petróleo e gás natural, pela razão que, acima esclareço.

    As regiões acima de Câncer e abaixo de Capricórnio tornar-se-ão, cada vez mais, impróprias para agricultura e para a vida animada, face o crescente vazamento de raios ultravioletas pela adelgaçada camada protetora de ozônio.

    Aproveito a oportunidade para pedir explicação sobre o H2 que você cita no encerramento o seu comentário.
    Cordial abraço.

  5. GIOVANNA
    GIOVANNAmaio 13, 2009

    Adorei que voces estao contribuindo com o meio ambiente, valeu, precisamos mesmo de alguem para por consiencia nas cabeças dos outros!
    PARABENS!!!

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