COPENHAGUE: O que o Brasil deve exigir na reunião

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

COPENHAGUE: O que o Brasil deve exigir na reunião

Que se estabeleçam “taxas para recuperação ambiental” sobre a exploração de hulha, petróleo e gás natural para, com o seu produto, financiar o reflorestamento de áreas degradadas nas regiões intertropicais. Isso porque: “as benesses proporcionadas às sociedades consumistas mundiais foram possíveis graças a utilização de energia obtida a partir da queima de materiais fossilizados”. Isso por serem fontes de energia mais baratas, dada a sua abundância no período inicial, e por nenhum esforço ter custado ao homem na captação e concentração da luz durante milhões de anos para formá-las, e ainda, por não se computar os custos ambientais futuros (de hoje), motivados pela pelo acúmulo de seus resíduos não recicláveis. Assim, dispondo de tais recursos, a ciência e a tecnologia evoluíram proporcionando a substituição humana no trabalho por sistemas cada vez mais sofisticados e máquinas cada vez mais automatizadas causando o desemprego generalizado no mundo em favor dos povos dominantes.

Os seres humanos foram, gradativamente, sendo excluídos de suas tarefas nestes 250 anos de Revolução Industrial; desde os escravos, passando pelos artesãos, burocratas e atualmente, chegando aos profissionais liberais com mestrados e doutorados dos quais, muitos deles, se dedicam a atividades ilícitas como forma de manutenção dos padrões econômicos de suas respectivas classes. Assim, os capitais acumulados pelos ricos (indivíduos, empresas e países), desde o início da Revolução Industrial, tinham seus valores sustentados pela abundância de matérias primas e de fontes energéticas de fácil acesso e contando com um meio ambiente virgem de resíduos poluidores. Hoje, o capital estocado se multiplicou com os lucros especulativos, enquanto que os meios de produção encareceram, impossibilitando o lastramento que lhe servia de suporte.

No início da Revolução Industrial, hulha, petróleo e minérios, eram coletados à flor da terra e mais perto dos locais de consumo. Hoje, são minas com dezenas de Kms. de profundidade e a milhares de Kms. de distância dos consumidores; e mais: acrescidos dos custos de processos de preservação ambiental. Deste modo, vemos que apesar dos esforços dos governantes mundiais para salvar o sistema “financeiro” que dominou o mundo como sendo “econômico”, e que proporcionou o esgotamento das riquezas naturais, desviou a humanidade de seu caminho natural de desenvolvimento e promoveu a destruição da maior parte da biodiversidade terrestre, e ainda ensaiam peças teatrais que iludam consumidores incautos a manterem sua voracidade de “gafanhotos”.

Todas as medidas anunciadas em torno da redução das emissões de gases do “efeito estufa” não passam de paliativos porque o consumo supérfluo continua crescendo para manter esta “economia” deficitária e crescente agravada pelos prejuízos causados pelos desastres ambientais que estão grassando em todo o mundo. Não se iludam: não existe solução racionalmente viável senão a redução do consumo supérfluo global em curto prazo e a redução gradativa da carga populacional humana.

Sobre

Antidio S.P. TeixeiraAdministrador de empresas aposentado, com experiência em empresas de vários ramos industriais. Ambientalista por vivência, observação e interpretação dos fenômenos naturais, autodidata nesta área.Ver todas as publicações de Antidio S.P. Teixeira »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.