

Desastres que marcaram época e muitas vidas
Domingo, 06 de Maio de 2007
Categoria(s): Artigos
|-> Publicado por: Maurício Machado
Pare! Respire fundo! Olhe em sua volta. O que você vê? Provavelmente, nada de incrível e assustador. Talvez por isso ninguém tome atitudes pensando no meio ambiente, pois acham que todos os desastres ambientais que vêem ocorrendo, nunca o atingirão. E se atingir alguém próximo a você, certamente irá pensar alguns dias sobre isso, mas vagamente e irá esquecer e retomar sua vida normal, do ponto de vista de não contribuir com a natureza.
Agora imagine em um futuro próximo (cerca de uma ou duas décadas), se no local onde você vive, até então tudo normal, passar a ter problemas como falta d’água, furacões, poluição intensa lhe causando problemas respiratórios, enchente devido ao entupimento de bueiros, entre outros desastres que poderão afetar áreas que ninguém imagina. Onde hoje está aparentemente tudo perfeito, digo aparentemente porque sabemos que já há muitos sinais, mas que podem não estar evidentes, como nuvens de fumaça, esgoto não tratado, lixo não reciclado, coleta de lixo mandando esse material para outro terreno sem nenhum tratamento, etc., mas amanhã qualquer mudança radical do ponto de vista ambiental poderá surpreender os moradores desses locais aparentemente perfeitos. Então, devemos esperar para ver se isso realmente irá acontecer, ou refletir em fatos recentes de desastres naturais que já aconteceram, para começar a se preocupar com questões ambientais e não dar chance desses desastres o atingirem?
“Acho” melhor não esperar para ver e sim agir imediatamente! Afinal de contas, um desastre ambiental pode ser tão fulminante que pode nem dar tempo para ver. Se você ainda tem uma idéia contrária a isso, vamos analisar alguns fatos que marcaram época e acabou com muitas vidas, em áreas que estavam aparentemente tudo perfeito. Não se preocupem que irei deixar de lado o tão falado tsunami na região Asiática, porque este tsunami não foi ocasionado devido à poluição do homem como derretimento de geleiras e sim devido a um maremoto, movimento natural das placas tectônicas que estão na crosta terrestre e se chocaram violentamente, provocando o fenômeno. A única coisa que digo a respeito desse tsunami, é a falta de investimento em países que teriam condições (como vários países europeus) de contribuir para investir em sistemas nesses países que por serem mais pobres não tem condições de investir nessas tecnologias e podem ser afetados por esses tsunamis, evitando o grande número de mortes. Mas qual a vantagem de um país ajudar o outro? Podem ser estabelecidos acordos, como uma área de turismo mais acessível para moradores dos países que o ajudam, entre outras estratégias, mas que não iremos prolongar para não desviar o foco deste artigo.
Então, vamos a retrospectiva de graves desastres ambientais devido à ação do homem.
Catástrofes como a seca na Amazônia, é um exemplo do início de algumas ameaças que poderão se concretizar no futuro como a “savanização” ou “desertificação” (Savana trata-se do ambiente mais pobre em diversidade biológica que a floresta amazônica e o processo de desertificação ou savanização é transformar algum bioma como o da Amazônia em Savana) da maior floresta tropical do mundo, ocasionado por um processo de destruição da biodiversidade devido ao aumento da temperatura e pela perda de umidade. Raciocinando, ao cortar as árvores em grande quantidade, além de extinguir inúmeras espécies animais e vegetais, diminuir a umidade do ambiente, as árvores desempenham uma importante função no ecossistema de captar o dióxido de carbono (CO2) para realização da fotossíntese e liberar oxigênio, de forma que através de um processo natural ajuda a “diminuir” a emissão de um dos principais gases poluentes que causa o aumento da temperatura do planeta. Na verdade, as árvores não diminuem a emissão desses gases, pois esta tarefa cabe a nós seres humanos, mas sim “transforma” o gás carbônico em oxigênio. Sendo assim, também são fortes as evidências de que o desmatamento e as queimadas podem potencializar os efeitos da seca nesta região que jamais pensaríamos que iria passar por este problema de escassez.
Ao aumentar a temperatura de todo planeta, a água em estado sólido (geleiras, icebergs) tende a derreter e passar ao estado líquido. Que bom, então é sinal que teremos água! Sim, mas não do jeito que queríamos, se ocorrer um brusco desprendimento de toneladas de gelo diretamente ao mar, há grandes chances de ocorrer um forte tsunami e inundar ilhas e cidades litorâneas, ou se ainda não ocorrer o tsunami, com certeza o nível do mar irá aumentar gradativamente, e de qualquer maneira, se continuar como está, muitas áreas tornar-se-ão despovoadas. Então concluímos que com a elevação do nível do mar devido ao derretimento das geleiras inunda áreas que nunca imaginaríamos.
Mais uma catástrofe, a radiação solar sendo emitida em níveis cada vez mais altos, devido à degradação antropogênica do Ozônio estratosférico (mais conhecido como camada de ozônio) vem comprometendo a saúde humana causando doenças como depressão do sistema imunológico, catarata nos olhos, câncer de pele e também ao ambiente como a diminuição da produção de cultivos agrícolas, árvores e organismos marinhos correndo sérios riscos de extinção.
A população da região Sul do Brasil, predominantemente Caucasiana branca, já está sendo afetada pelo aumento da radiação. Os números de casos de câncer de pele dobraram entre 1983 (0,88 casos por 100.000 pessoas) e 1993 (1,65 casos por 100.000 pessoas) no Rio Grande do Sul, referente aos dados da Secretaria da Saúde do estado. O câncer de pele já é o segundo tipo mais comum de câncer maligno na cidade de Rio Grande, sendo apenas suplantado pelos casos de câncer genital e gastrintestinal, respectivamente, entre as mulheres e os homens. Esta alta proporção esta relacionada as principais atividades econômicas da região, tais como a agricultura, a criação extensiva de gado e as pescarias, onde as pessoas ficam expostas várias horas do dia a ação direta dos raios solares, e que comprovam o aumento da radiação solar também no Brasil.
O fenômeno de furacões em áreas nunca antes afetadas como o primeiro furacão registrado no Atlântico Sul, batizado de “Catarina”, que se formou a cerca de 440 km da costa sul do Brasil, se deslocou em direção ao continente e atingiu áreas costeiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, em 2004, gerando prejuízos de mais de R$ 1 bilhão e 11 mortes. Foi denominado de furacão categoria 1, com ventos que variam de 118 km/h a 152 km/h, sendo gerado por uma série de fatores que alimentaram ele, como o aquecimento da corrente marítima do Brasil e o aquecimento do próprio continente, o que faz com que furacões ganhem energia.
As catástrofes citadas anteriormente, que foram relembradas, pois já aconteceram e fenômenos que acontecem comprovando que os problemas ambientais estão atingindo áreas cada vez mais amplas, já que em muitos locais nunca se imaginavam ocorrer qualquer problema semelhante, comprovando que os efeitos de um clima completamente desregulado, a temperatura vem aumentando cada vez mais, são devido à degradação que o homem vem fazendo da natureza, como o aquecimento global pelo excesso de emissão de gases poluentes no planeta.
E agora, você que tinha a opinião contrária, achando que catástrofes ambientais nunca vão atingir você ou áreas próximas onde você vive, continua mantendo esta opinião errônea? Ou agora já está consciente juntando-se a outros milhares de brasileiros que também já se conscientizaram da importância da preservação do meio ambiente? Se agora você concorda com a preservação da natureza, então basta agir.

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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
um otimo material tanto que vou usar para trabalho em aula curso tecnico meio ambiente