É necessário revisar as metas estabelecidas no Protocolo de Kyoto

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É necessário revisar as metas estabelecidas no Protocolo de Kyoto

O Protocolo Kyoto, um instrumento para a implementação da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, discutido e negociado em 1997, estabelece que as nações industrializadas que ratificaram o tratado devem reduzir, até 2012, as emissões de gases que intensificam o efeito estufa em 5,2% abaixo dos níveis registrados em 1990. Porém, faltando pouco menos de cinco anos para expirar a primeira etapa do Protocolo de Kyoto, o ritmo de cumprimento das metas causa preocupação em ambientalistas e em representantes de movimentos sociais.

Em relação aos países em desenvolvimento, não têm metas obrigatórias para diminuição de suas emissões e ainda os Estados Unidos que são os maiores emissores de gases poluentes como o gás carbônico devido ao alto consumo de combustíveis fósseis com o petróleo, não aceitaram o protocolo de Kyoto.

As metas propostas há dez anos estão desatualizadas, pois muita coisa mudou em uma década. Como principal exemplo de que as metas precisam ser reavaliadas, citamos a emissão de gases poluentes que aumentou muito com o desenvolvimento econômico da China nos últimos anos, já que no início da década de 90, a China era responsável por uma parcela mínima das emissões, mas com o grande crescimento atualmente o país tem quase o mesmo nível de emissões dos Estados Unidos. Esse é o exemplo mais emblemático de como as metas precisam ser repensadas”.

Por este motivo, algumas Organizações Não-governamentais (ONGs) pressionam pela criação de um novo tratado sobre o clima, não só para definir metas mais ambiciosas, mas também exigir que os acordos sejam cumpridos e por todos os países, independente de seus níveis de emissões, pois todos podem reduzir e colaborar para o planeta, e não há dúvida que principalmente os países mais industrializados devem realizar grandes mudanças, por serem os maiores emissores do gás carbônico que intensifica o efeito estufa. Em relação a essas grandes mudanças, não são basicamente no modo de vida, mas sim no investimento de fontes alternativas de energia que são consideradas limpas, por não emitirem gases que contribuem para o aquecimento global que substituam a utilização de combustíveis fósseis.

O governo brasileiro diz ser preciso ter urgência nas negociações para a próxima fase do tratado já que a partir de 2013, os países que assinaram o acordo estão submetidos a um novo período de compromissos, o que abre uma nova possibilidade de ajustes e afirma que ainda é cedo para concluir se o tratado fracassou. De acordo com o embaixador brasileiro para Questões Climáticas, Sérgio Serra, que representa o país nas reuniões anuais das partes do Protocolo de Kyoto, diz que o processo de redefinição das metas precisa estar concluído pelo menos até 2009, pois os países precisam de pelo menos três anos para ratificar os compromissos que entrarão em vigor em 2013.

Inicialmente foram definidas metas de redução mínimas no acordo do Kyoto, e certamente não são suficientes, mas são o primeiro passo. Agora, para um acordo “pós-Kyoto” serão necessárias metas mais ambiciosas e que nenhum país fique de fora do acordo e que atinjam as metas, com objetivo de serem suficientes para manter a temperatura evitando catástrofes arrasadoras.

Segundo um estudo divulgado em abril pela Ocde – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os chineses emitem hoje 4,7 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano. O número é superior aos 3,8 bilhões da Europa e cada vez mais próximo dos 5,8 bilhões lançados ao ar anualmente pelos norte-americanos.

A próxima reunião das partes do Protocolo de Kyoto ocorrerá em dezembro em Bali, na Indonésia. O embaixador Sérgio Serra evita dar números, mas confirma que os países desenvolvidos precisarão se esforçar mais para cumprirem a segunda etapa do acordo. “Os países industrializados ainda estão distantes de atingir os compromissos assumidos há dez anos”.

Sabemos que os processos para redução de gases do efeito estufa caminham a lentos passos e se continuar neste ritmo sofreremos problemas cada vez mais sérios até chegar a um momento em que não será possível reverter esta situação e isso está muito próximo, já passamos do limite que o planeta suporta de tanta poluição, por isso é necessário mudar, limpar tudo que foi sujo ou se preferir, tudo que sujamos. Para isso é importante que cada um faça sua parte, utilizando conscientemente os recursos naturais e transmitindo essas idéias a outras pessoas, mas ainda assim não será o suficiente, para reduzir as grandes taxas de emissões temos de ser ainda mais radicais, criamos este projeto com objetivo de mobilizar um grande número de pessoas a pressionar autoridades para finalmente realizarem mudanças e aplicar soluções que visam reduzir a degradação ao meio ambiente, como investir em fontes alternativas de energia, agindo de forma concreta e não apenas no papel. Então participe deste projeto, apóie a idéia para pressionar autoridades a agirem diante do grave problema, da degradação ao planeta, que enfrentamos atualmente, que podemos destacar entre muitos, o aquecimento global e a escassez da água potável. E se desejar, logo abaixo você pode indicar esta notícia para outras pessoas (“Enviar para um amigo”) como forma de divulgar este projeto.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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