

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Categoria(s): Aquecimento global, Artigos, Desastres ecológicos, Desenvolvimento sustentável, Impacto Ambiental, Recursos naturais
|-> Publicado por: Antidio S.P. Teixeira
Assim, classifico as atividades que exercem os “ambientalistas específicos”; sim, aqueles que se dedicam de corpo e alma a defesa restrita de algumas formas de degradação, como sejam elas ambiental, ecológica, cultural, social, histórica, material, etc. - Isso porque, solucionar problemas de ponta sem lhes remover as causas, apenas inibe as suas manifestações até um retorno mais complexo e com maior intensidade. De que adianta mobilizar pessoas para lutar pela preservação de florestas e suas faunas, ou pela pureza dos mares como meio de proteção às formas de vida que neles habitam, se sabemos que a fome do mundo é muito mais poderosa e que, eticamente, tem prioridade para ser alimentada? - De que adianta estarmos fazendo mutirões para estimular a economia de água e luz quando vemos os governos, através de suas concessionárias, ignorando vazamentos perenes nas ruas, ou a iluminação de prédios, logradouros públicos e favelas, acesa noite e dia? - Se sabemos que tudo que se utiliza ou se consome no mundo é produzido, ou acionado, (nos casos de máquinas e veículos) por formas de energia originadas, em maior parte, pela queima de combustíveis fósseis (hulha, petróleo e gás natural) e que os gases emanados das combustões nos últimos 250 anos para fazer a Revolução Industrial, por não se ter como reciclar economicamente, se acumularam na atmosfera causando a saturação que desequilibrou o clima, e com isso, o aquecimento global que, por sua vez, vem comprometendo a “produtividade” agropecuária que deveria alimentar, satisfatoriamente, todos os povos; que dizer, diante de tão grave situação quando governantes se solidarizam com empresas publicitárias para promover o consumo de supérfluos produzidos por empresas automatizadas, sob alegação de geração de empregos (poucos) em relação aos muitos que os processos de produção informatizada desempregam; e estes desempregados sequer podem consumir o essencial? - muitos deles já vêm cobrando por meios violentos, os direitos de suprimento através de trabalho legal e honesto que lhes foram usurpados, para satisfazer as suas necessidades, passando a disseminar a insegurança social em todo o mundo. O quadro é negro, e o giz, também. Ninguém enxerga nada.
Entendo que a humanidade se encontra diante de duas alternativas: a) uma conflagração mundial que poderá ser implantada pelas elites dominantes a fim de manterem seus privilégios com venda de artefatos militares e outras negociações, na qual grande parte da humanidade sucumbiria pelas armas e por inanição para se ajustarem às condições de sustentabilidade ambiental, conservando as benesses das classes dirigentes; b) - os ambientalistas do mundo entenderem de forma ampla, o que, realmente, está acontecendo no meio ambiente, as suas causas, e como se desenvolveu o processo degradador. Daí estabelecerem um movimento conscientizador mundial da necessidade de recompor as condições ambientais primitivas, para selecionar e aproveitar as condições sustentáveis que foram conquistadas pela ciência e pela tecnologia até hoje.
Veja também:
Enxugando gelo - II
Enxugando gelo - III
Enxugando gelo – IV (Conclusão)

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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
A propósito da importante exposição feita no artigo, desejo acrescentar que o comportamento social tende a ser um reflexo de sua própria degradação pelo sistema ganancioso, gerado pela arquitetura econômica baseada no interesse individual. Daí se ver o desvio social lógico das massas de nível econômico baixíssimo para a violência, não só no Brasil, como - em escala de intensidade cultural - no mundo. Não se pense que a violência urbana se restringe ao Brasil. Ela se manifesta em todas as regiões onde, fermentada pela forte densidade demográfica, não existam perspectivas de os pobres saírem da miséria material. Esse desajuste social é consequência indireta da degradação ambiental, pois que organização social justa faz parte do meio ambiente sadio. Por aí se vê o que nos espera no futuro próximo.