

Excesso de ozônio influencia taxa de gás carbônico
Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Categoria(s): Artigos, Principal
|-> Publicado por: Maurício Machado
A capacidade que as árvores têm de absorverem gás carbônico (CO2) que é muito importante para reduzir este que é o principal gás causador do efeito estufa, está sendo diminuída devido ao aumento da poluição, causando assim um sério ciclo problemático para minimizar o problema.
Isso ocorre porque a concentração de ozônio formada nas camadas mais baixas da atmosfera (troposfera) está extremamente alta. A camada de ozônio na estratosfera é importante para proteger a Terra contra os raios ultravioletas do Sol, mas a emissão do ozônio nas faixas internas da atmosfera que é originada principalmente pelo motor a combustão de automóveis está prejudicando as árvores.
Como os vegetais clorofilados necessitam absorver gás carbônico para realização da fotossíntese que é fundamental para seu desenvolvimento, acabam desempenhando importante função na luta contra o aquecimento global, retirando grande parte do CO2 na atmosfera.
Porém o ozônio que está em excesso prejudica células das folhas que são responsáveis por absorver o gás carbônico através de poros chamados estomas. Dessa forma foi constatado que o crescimento dos vegetais diminui, concluindo então que a capacidade de absorção do gás carbônico também diminuiu, já que seu nível de realização da fotossíntese foi reduzido.
Esta é uma pesquisa pioneira publicada na revista científica Nature que foi realizada por uma equipe de pesquisadores de variadas instituições britânicas, comprovando a análise acima descrita, da complexa relação entre o ozônio e o gás carbônico, que até então era desconhecida.
E a interação entre o ozônio e o CO2 pode desencadear uma elevação na concentração de outros gases que pode prejudicar ainda mais a capacidade de absorção dos vegetais.
Por isso é extremamente importante manter análises sobre o impacto de uma futura ampliação da quantidade de ozônio nas camadas mais baixas da atmosfera que pode influenciar seriamente a capacidade de armazenamento do carbono em diversos ecossistemas e com isso agravar ainda mais o aquecimento global.
Certamente, a maneira indireta em que o ozônio prejudica as plantas pode representar um risco maior para o futuro diante das mudanças climáticas do que algumas interações diretas, já que, o ozônio pode contribuir indiretamente para uma elevação entre 0,5 e 1,25ºC na temperatura, de acordo com cálculos superficiais realizados pelo pesquisador Sephen Sitch do Centro do Serviço Meteorológico Britânico Hadley, e é importante destacar-se a preocupação de um aparente pequeno aumento na temperatura.
Em uma rápida comparação, com o pequeno aumento de menos de um grau Celsius da temperatura na superfície terrestre no último século já provocou grandes problemas como aumento do nível do mar devido ao derretimento das geleiras, secas mais intensas, etc.
Com a crescente emissão de gás carbônico, é certa a previsão de que a temperatura aumentará ainda mais, e foi descoberto que há um problema ainda maior: a absorção do gás carbônico pelos vegetais está sendo diminuída. Isso está ocorrendo por conta da própria poluição, assim como explicamos no início desta publicação, por isso, é provável que as projeções realizadas para um aumento da temperatura nas próximas décadas seja ainda maior.
Ainda nos resta alternativa para resolver o problema, não bastando apenas plantar árvores achando que elas vão absorver todo gás carbônico que eliminamos na atmosfera. É necessário frear a poluição, investir em fontes alternativas de energia que não poluem, para reduzir a emissão de gás carbônico e substituir também a tecnologia utilizada em motores de automóveis, como motores a combustão interna a hidrogênio e utilização de biocombustíveis, diminuindo além da emissão de gás carbônico outras fontes de poluição como a emissão de ozônio.

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Muito bom seu Artigo.