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Exploração de recursos naturais

quarta-feira, 18 de julho de 2007
Categoria(s): Artigos
|-> Publicado por: Maurí­cio Machado

Denúncia

Hoje estamos trazendo uma denúncia relacionada a inaceitável exploração dos recursos naturais. Na região do semi-árido do Brasil, clima predominante do sertão nordestino, foi registrada uma queixa especificamente no estado do Piauí, nesta segunda-feira (16), pelo presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Piauí (Fetag-PI) Evandro Luz, de que estão vendendo 7 mil litros de água a inacreditáveis R$ 300.

A água é vendida em galões de 200 litros que são transportados em carroças ou amarradas no lombo de animais, ou até em carros-pipa que deveriam distribuir a água por conta do governo ou cobrar uma pequena taxa pelo transporte e distribuição, mas um valor que ainda assim não chegaria a um décimo dos trezentos reais que estavam sendo cobrados.

Animal transportando águaEsta denúncia já foi encaminhada ao secretário estadual de Defesa Civil, Fernando Monteiro para que aplique as atitudes necessárias de forma urgente para acabar com esta situação, punindo corretamente os responsáveis pela exploração e se necessário esta denúncia será encaminhada ao Ministério Público.

Porém, esta não é a única questão que o governo deve avaliar, pois se estão vendendo água a este valor, e estão comprando, então sem dúvida é porque há um grave problema no sistema de coleta de água que o governo implantou, que fica muito distante da população local e ainda a água não apresenta boa qualidade.

Com isso, já passa do momento para o governo tomar atitudes responsáveis e investimentos de qualidade para distribuição de água nos locais onde prevalece a seca. Ao invés de tanto entrar em polêmicas como transposição do rio São Francisco que mais parece um artifício para dizerem “estamos tentando levar água ao Nordeste, mas há tantas implicações que vamos demorar em tornar o projeto aceitável, e mesmo assim, ainda levaria um bom tempo para sua construção”, ou seja, fingir que estão tentando resolver o problema, que com o mesmo investimento poderiam ser perfurados poços artesianos que iriam garantir água para mais populações, sem polêmicas, e com um investimento que seria menor.

Esta talvez seja a primeira denúncia de exploração de algum recurso natural que você esteja vendo, neste caso, a venda de água por um altíssimo valor, porém isso vem ocorrendo a muito tempo, só que uma exploração de outra forma. Campanhas políticas em seus planejamentos marcam como item fixo a distribuição de água em regiões de seca, que não deixa de ser exploração para comprar votos, já que nesta região, água vale mais do que dinheiro propriamente dito.

Alternativas

Caminhão-pipaLogicamente autoridades vêm tentando resolver este grave problema, assim conforme afirmou o secretário estadual de Defesa Civil, Fernando Monteiro, dizendo que o governo está tomando providências em parceria com municípios, Exército e governo federal para iniciar os trabalhos para colocar em funcionamento 100 poços artesianos que foram perfurados na região do semi-árido, confirmando que estes poços serão equipados e abertos à população e ainda serão contratados carros-pipa e será realizada a distribuição de cestas de alimentos.

Se o projeto parar na distribuição de cestas de alimentos e carros-pipa, então concluiremos que é mais uma estratégia de campanha política, mas se realmente forem implantados os poços artesianos prometidos, já será um grande avanço, que apesar de serem quantidades ridículas, apenas 100 poços para uma região tão ampla que necessita de maior demanda de água, mas já é um novo primeiro passo.

Pelo menos, se não resolver o problema da água, que dificilmente resolverá apenas com esse trabalho inicial, mas diminuirá as explorações por este recurso natural. E ainda podemos ter maior tranqüilidade de não se tratar de uma estratégia política, pois é um projeto em parceria com o Exército, sendo assim, parte das ações adotadas pelo governo, serão realizadas pelo órgão militar.

Atualmente são mais de 600 mil pessoas sofrendo com os efeitos da seca nessa região, de acordo com os dados informados pela direção da Fetag e apesar da decretação de estado de calamidade, muitas prefeituras não estão repassando água e alimentos para atender à população. Essa atitude é provável pelo fato de não estarmos em época de eleição e é exatamente este quadro que deve ser modificado, para acabar com o abuso dos recursos naturais, afinal, com raras exceções, ninguém é dona da água e o preço que pagamos, é pelo tratamento e distribuição deste recurso natural. Para entender mais sobre essa questão, leia o artigo completo: Aumentar preço de água não é solução.

A situação pode se tornar ainda mais caótica, conforme alertou Evandro Luz, já que os trabalhadores rurais estão revoltados e ameaçam saquear armazéns com alimentos e ocupar prédios públicos. Por isso é preciso um atendimento rápido, diferente do atual que não atende a todos.

A região

Região em época de secaSegundo o governo do Piauí, dos 223 municípios do Estado – 151 deles no semi-árido – 128 decretaram estado de emergência. Desses 128, 99 já tiveram pedido aprovado pelo governo federal e 29 ainda estão com processos pendentes. Dos 99, 21 tiveram o decreto de emergência reconhecido pelo governo federal e estão aptos a receber ajuda federal.

Apesar disso, nenhum carro-pipa foi ainda contratado pelo governo federal ou estadual no Piauí, embora ainda quatro municípios foram autorizados a contratar. Há previsão de que isso possa ocorrer ainda no final deste mês ou início de agosto.

O investimento total é avaliado em cerca de 5,4 milhões de reais, sendo R$ 3,3 milhões para a distribuição de água através de carros pipas e o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, em visita ao Estado no dia 6 de julho, autorizou a instalação de 100 poços tubulares, com orçamento de R$ 2,1 milhões.

Apesar de ser considerado comum a estiagem que atinge a região do semi-árido, este ano está registrando níveis que comparando com o mesmo período em anos anteriores, se afastam do normal, segundo o diretor de programas especiais da Defesa civil do Piauí, James Alves da Silva, em breve análise com as poucas e espalhadas chuvas na região e ainda verificando o início da época de estiagem que começou a se apresentar em abril deste ano, quando normalmente a seca começa a atingir as populações a partir de julho ou agosto.

Não temos pesquisa que comprove a relação deste fato com o aquecimento global, mas se um estudo a fundo for realizado, há grandes probabilidades da forte relação dessa seca com o gravíssimo fenômeno que estamos vivendo neste século das mudanças climáticas.

Projeções

No atual estágio em que se encontra a situação da seca, que inevitavelmente atinge todos os anos a população das regiões do semi-árido, é possível diminuir grandemente este impacto, conforme a realização dos investimentos já citados como alternativas, porém é um exemplo típico do que pode passar a ocorrer em muitas outras regiões do planeta, ampliando as áreas onde são castigadas pela seca, caso continue a intensificação do aquecimento global.

Então, certamente passaria a ser um problema muito difícil de ser controlado, e o conflito entre as populações seria muito maior do que moradores revoltados saqueando armazéns para pegar alimentos ou agricultores ocupando prédios públicos. Esta relação de conflitos é abordada detalhadamente no artigo: Aquecimento global influenciará guerras num futuro próximo.

Projeções para um futuro de secas se continuar a alta emissãoCom isso, comprovamos mais uma vez que seria bem mais complicado reverter a situação quando atingir graves catástrofes devido ao aquecimento global, como seca em grande parte do mundo. Caso a situação ainda fosse possível, os investimentos seriam tão altos que talvez não pudessem ser arcados, até porque a produção agrícola diminuiria, pois com a intensificação da seca, os solos dessas regiões se tornariam improdutivos.

Este é apenas um dos ciclos que o aquecimento global pode causar em nível avançado. Para ver todas as conseqüências das mudanças climáticas, leia o material que publicamos: O que o aquecimento global pode provocar no Brasil e no mundo.

Logo, não há dúvida que a solução mais inteligente é resolver o problema, assim como uma doença, em seu estágio inicial. No caso do aquecimento global, já está ultrapassando seu estágio inicial, e por isso, todos nós precisamos mudar nossos atos, preservar o meio ambiente, e pressionar autoridades para aplicarem soluções urgentes para frear a degradação ao planeta, como substituir combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia que não poluem.

Cadastre-se neste projeto e demonstre sua participação preservando o meio ambiente e ajudando a fortalecer a pressão as autoridades, que só será possível com um grande número de usuários cadastrados neste site, para elevar as críticas e sugestões aqui realizadas e mostrar a grande quantidade de pessoas que desejam mudanças.

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Sobre o autor: Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.
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