

domingo, 08 de novembro de 2009
Categoria(s): Artigos
|-> Publicado por: Antonio Radi
A Revista Superinteressante edição 270 de out/09 contém em seu bojo um fato curioso; duas matérias contÃguas e, em grande medida, conflitantes. A primeira, assinada pelo jornalista Reinaldo José Lopes, intitula-se Homem-Primata e trata das semelhanças comportamentais entre o homem “moderno†e o homem “das cavernasâ€. A segunda matéria, redigida pelo jornalista Salvador Nogueira, leva o tÃtulo de Homem-Produto e profetiza que, muito em breve, os seres humanos vão “turbinar†a si mesmos; seremos, então, mais fortes, mais belos e mais inteligentes. De acordo com o autor, esta “potencialização†será tão intensa que poderá provocar o surgimento de uma nova espécie: o Homo evolutis. O nome de batismo (convenhamos, nada original) desta nova e “extraordinária†espécie animal foi cunhado por um cidadão chamado Juan Enriquez, presidente da empresa americana Biotechonomy. Nesta altura do artigo, talvez os leitores estejam se perguntando como este “milagre evolutivo†será levado a cabo. . . ora, simples. . . a engenharia genética e a robótica estão construindo e colocarão em operação a varinha de condão.
Encerrando o artigo, o Sr. Nogueira escreve: “De qualquer forma, uma coisa é certa: como nunca antes, uma classe de criaturas está no caminho para dominar completamente seu destino biológico.â€
Bem, diante do delÃrio do Sr. Nogueira veio-me a mente (isenta de neurochip, tá?) uma frase do biólogo Jacques Monod:
“Todas as religiões, praticamente todas as filosofias e até uma parte da ciência testemunham o esforço heróico e infatigável da humanidade para desesperadamente negar sua contingência.”
Quanto à outra matéria a qual me referi no inÃcio. . . bom, isto é assunto para um outro artigo.

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