

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Categoria(s): Aquecimento global, Artigos, Desenvolvimento sustentável, Preservação, Recursos naturais
|-> Publicado por: Antidio S.P. Teixeira
Não há dúvida de que os meios de comunicação já começaram a despertar uma consciência popular ambiental, sem o que não se terá como estancar e, mais tarde, reverter o aquecimento global que vem sendo desenvolvido nestes dois últimos séculos. No entanto, as informações liberadas pela Ciência, apesar de verÃdicas, elas são apresentadas de forma a esconder, ou minimizar, as causas mais graves do processo, uma vez que estas são os sustentáculos da economia capitalista dominante. Vejamos porque: quase todas as combustões poluem a atmosfera porque ao liberarem o calor utilizável, lançam também nela óxidos de carbono; e este elemento é grande receptador dos raios infravermelhos que geram calor nas camadas mais elevadas do espaço. Portanto, quando queimamos combustÃveis oriundos de carvão mineral, petróleo ou gás natural; assim também, como lenha, carvão vegetal, álcool, biodiesel e outros, poluÃmos igualmente e, do mesmo modo, contribuÃmos para aumentar o aquecimento global. A diferença de resultados na utilização das duas classes de combustÃveis é que as cotas de carbono emanadas pelos fósseis, correspondem a ações da fotossÃntese realizadas por florestas que existiram há bilhões de anos, ocupando, sucessivamente, os mesmos espaços de solo, e que hoje, já não estão mais disponÃveis na Terra. Portanto, os efluentes destas combustões são cumulativos no meio ambiente. Já os renováveis, derivam de florestas, ou vegetações contemporâneas e, durante os ciclos de vida destes vegetais, eles captam da atmosfera o carbono necessário para constituÃrem suas estruturas orgânicas. Assim, durante esse perÃodo, eles retiram da atmosfera a mesma quantidade de carbono que nela serão lançadas nas diversas fases de sua utilização, ou seja: desde as queimadas dos resÃduos florestais ou nas suas conversões em carvão vegetal, assim como na queima das palhas dos canaviais até o combustÃvel final. Todos os efluentes originados nas combustões dos renováveis, tiveram seus espaços de ocupação previamente reservados na atmosfera durante a fotossÃntese dos vegetais que lhes deram origem. A distorção de informação vem do destaque que se dá à s emissões de carbono como um todo indistinto na atmosfera. Talvez por conveniência, fala-se apenas em controlar as emissões de CO2, omitindo-se as parcelas originadas de cada atividade e em cada paÃs. Assim, os meios de comunicação extrapolam no anúncio de combate à s queimadas, geralmente para prática de agricultura ou de pecuária que suprem a fome do mundo, camuflando o interesse econômico das minorias dominantes de se deixarem espaços livres na atmosfera para acomodar os efluentes da queima de combustÃveis fósseis utilizados para produzir a energia necessária a produção de bens supérfluos, ou movimentação de veÃculos e de aparelhos não essenciais à vida. Os resÃduos naturais eliminados pelos seres animados, são reciclados pelo mundo vegetal mantendo o equilÃbrio ambiental; porém os que são descartados no meio ambiente em consequência da fabricação de bens e de serviços supérfluos oferecidos aos menos pobres, são cumulativos no ar ou no solo e os resultados são os desastres ambientais e socioeconômicos que estas gerações já estão vendo e sentindo. O caminho do equilÃbrio é, num primeiro passo, conscientizar as pessoas de que tudo que consumimos, ou bem de que nos utilizamos, consumiram várias formas de energia na fabricação, embalagem, transporte, conservação, e ainda, no descarte do lixo produzido. E tem mais: para fazer funcionar aparelhos ou veÃculos utilizados sem fins essenciais. Considerem que mais de 80% desta energia tem origem na combustão de fósseis. O passo seguinte é fazer com que as pessoas entendam que as reservas minerais do Planeta já não são suficientes para atender à s necessidades de uma humanidade crescente: faz-se necessário, portanto o estabelecimento de um plano de controle restritivo da natalidade.

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