Informações delicadas ocultadas pela mídia

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Informações delicadas ocultadas pela mídia

Comentário sobre o artigo “O apocalipse segundo as bactérias”

http://www.renctas.org.br/pt/informese/artigos.asp?id=8

“Deus permita que o tom alarmista deste artigo seja apenas um exagero, mas o fato é que estamos diante da polêmica definitiva da nossa existência: ou aprendemos de vez a interpretar os sinais da natureza e mudamos imediatamente a nossa relação com ela, ou devemos nos acostumar desde já à cova rasa destinada aos ignorantes do destino.”

Dener Giovanini – ambientalista e Coordenador Geral da Renctas

Analisando o artigo publicado na Renctas, instituição favorável à preservação do meio ambiente é possível afirmar que há vários ambientalistas (ou profissionais com conhecimento na área) preocupados com a mesma questão: o fim de nossa geração ou o fim do planeta em um futuro próximo devido a toda destruição que o próprio ser humano vem fazendo ao meio ambiente.

O problema é que poucos assumem isso, ou ainda quando assumem aplicam um tom de incerteza. Não há mais como negar, continuando com todo “ataque à natureza” a única incerteza que teremos é de quando ocorrerá a destruição completa. Temos sim de nos alarmar, pois isso é a realidade, e não podemos deixar um mundo destruído, cheio de problemas irreversíveis para as próximas gerações, ou de repente nem mesmo haverá mundo para as próximas gerações.

Devemos deixar perspectivas religiosas de lado e analisar seriamente as questões ambientais do ponto de vista real e sem tratar de profecias. Não adianta, por exemplo, esperar que Deus ajeite todos os problemas ambientais e tudo continue perfeito a vida toda, ou ainda esperar que a sorte esteja do nosso lado e faça com que o planeta agüente todas as ações destruidoras do homem, aliás, até acho que a sorte está do nosso lado, pois do jeito que está todo o excesso da degradação ambiental, até que nosso planeta está sendo resistente, pois poderia já estar um lugar repleto de caos com muita dificuldade de vida na Terra. Mas não esperem para ver isso, que conforme já citamos, explicamos, informamos, esclarecemos em diversas publicações neste site, se o homem continuar arrasando o planeta em níveis cada vez mais excessivos, certamente logo este planeta será uma competição muito difícil para continuar a vida, e após algum tempo não haverá mais vida, pelo menos da espécie humana que não suportará condições de climas que são esperadas.

Por que a mídia não publica e divulga mais conteúdos sobre alertas do que vai acontecer se continuarmos com toda poluição ao meio ambiente?

Se não há com negar que a vida humana corre sérios riscos de extinção se continuar toda a degradação ao meio ambiente, porque ainda não são publicados em revistas, jornais, TV, internet, bem mais conteúdos sobre esta realidade, já que vemos apenas em alguns lugares tratando sobre este tema, ou menos lugares ainda tratando de forma direta, clara e objetiva sobre este tema? Simplesmente por alguns fatores que são estabelecidos em uma sociedade considerada em “perfeição constante”, que não pode teoricamente haver problemas que atinjam a toda uma massa incluindo todas as classes, embora nós saibamos que isso não é verdade, mas é isso que a mídia tenta transmitir, além de toda manipulação que o governo estabelece sobre toda sociedade, ao ocultar informações delicadas das pessoas fica mais fácil controlar indivíduos sem conhecimentos.

Mas temos de mudar isso, este site é uma ótima fonte de conhecimento que é tratado em pouquíssimos lugares apesar de sua grande importância, mas exatamente por ser uma questão delicada, pois uma coisa é ver a mídia abordando sobre todos os problemas de degradação ambiental e outra coisa é analisar o nexo entre esses problemas com a influência que terá sobre o ser humano.

Muitas pessoas podem não acreditar quando vêem informações deste tipo, pois de tanta certeza que a mídia nunca falou nada sobre isso, então têm a impressão de tudo estar sendo apenas uma história de ficção, mas infelizmente tudo isso é real e a situação do planeta está ficando cada vez pior e mais irreversível, por isso ações imediatas devem ser tomadas por todos. Quando me refiro as pessoas acharem tudo isso como uma falsa história é pelo fato de nunca terem visto antes ou parado para pensar nessas questões, isso é típico do ser humano, dificilmente vamos refletir em uma coisa que nunca foi nos sugerido para pensar. Para esclarecer sobre isto, vou lhes publicar a “história da caverna”, esta sim é uma história, mas que poderemos entender como um exemplo real para associarmos com o nosso choque ao vermos informações novas.

Mito da Caverna

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO – Imagino tudo isso.

SÓCRATES – Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO – Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES – Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO – Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES – E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO – Não.

SÓCRATES – Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO – Sem dúvida.

SÓRATES – E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO – Claro que sim.

SÓCRATES – Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO – Necessariamente.

SÓCRATES – Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.

Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO – Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES – Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO – Certamente.

SÓCRATES – Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO – A princípio nada veria.

SÓCRATES – Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO – Não há dúvida.

SÓCRATES – Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.

GLAUCO – Fora de dúvida.

SÓCRATES – Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

GLAUCO – É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.

SÓCRATES – Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?

GLAUCO – Evidentemente.

SÓCRATES – Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?

GLAUCO – Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.

SÓCRATES – Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?

GLAUCO – Certamente.

SÓCRATES – Se, enquanto tivesse a vista confusa — porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade — tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?

GLAUCO – Por certo que o fariam.

SÓCRATES – Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos negócios particulares e públicos.

Sobre a história

O mito da caverna, também chamada de Alegoria da caverna, é uma passagem de um escrito do filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).

A interessante história da caverna relata o impacto que sentimos quando vemos coisas novas, inicialmente não queremos nem acreditar até por se tratar de questões mais complexas e preferimos voltar a nossa origem onde tudo já está equilibrado, tranqüilo, e nos negamos a entender sobre novas coisas. Mas se aceitamos essa nova realidade dos fatos e passamos a entender a verdade, então vamos imediatamente informar as outras pessoas sobre esta realidade magnífica, porém os outros que ainda não conhecem essa incrível realidade, simplesmente não acreditariam.

Então mais um grande objetivo deste site é mostrar a realidade para as pessoas por mais delicada que seja, para com isso pessoas como você possam refletir e se conscientizar da importância da preservação da natureza e através da união com outras pessoas que tenham esse mesmo objetivo lutar de forma a pressionar as autoridades para conseguirmos que grandes leis, modificações sejam feitas para beneficiar a natureza e controlar os problemas ambientais.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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