Intensificação do câncer de pele

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Intensificação do câncer de pele

O câncer de pele é um dos mais violentos, e sua incidência vem aumentando. De acordo com o médico Manuel Fernández Lorente, responsável pela Unidade de Diagnóstico Precoce e Tratamento de Câncer de Pele da Clínica da Luz de Madri (Espanha), o melanoma (tipo de câncer de pele com pior prognóstico) é o câncer mais agressivo. O câncer de pele atinge grande parte da sociedade, como por exemplo, um em cada três cânceres detectados na Espanha é de pele e a incidência destes tumores cresceu 4% por ano entre 1986 e 1996, sendo mínimas as chances de recuperação dos afetados pelo melanoma, embora represente menos que 5% dos tipos de câncer de pele.

Pessoa com melanoma cutâneo nodularO melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Se o tumor for detectado rapidamente, pode ser removido cirurgicamente, sendo recomendado realizar controles digitalizados das manchas a cada ano, e para pessoas com antecedentes familiares ou pessoais de melanoma, com pele e olhos claros ou com mais de 50 machas no corpo é recomendado realizar testes a cada seis meses. E se o tumor estiver em estágio avançado, é uma doença incurável, que causa uma mortalidade superior a 90%.

Por isso a prevenção é o melhor tratamento, sendo indicado evitar a exposição prolongada ao sol, principalmente nas horas com maior incidência de raios ultravioleta (das 12h às 17h), aplicar protetor solar sempre que estiver ao ar livre, utilizar óculos-escuros, chapéus ou bonés e camisas de manga comprida, porque o diagnóstico precoce é um aspecto crítico na cura do melanoma e as possibilidades de radioterapia e quimioterapia não são efetivas.

Os afetados pelo melanoma (em estágio avançado) possuem poucas chances de recuperação, pois este tumor se estende aos gânglios linfáticos, reduzindo as possibilidades de sobrevivência em 30% ou 40% e se chegar a órgãos como o fígado ou o cérebro, pode reduzi-las em 10%, sendo extremamente mortal. O médico ainda afirma que aproximadamente a metade das pessoas com mais 65 anos desenvolverá um câncer de pele e 25% sofrerá com mais de um ao longo de sua vida.

Com a radiação solar sendo emitida em níveis cada vez mais altos, devido à degradação antropogênica do Ozônio estratosférico (mais conhecido como camada de ozônio), vem comprometendo a saúde humana, já que os raios ultravioletas que antes eram filtrados pela camada de Ozônio, agora estão sendo emitidos de forma mais direta aumentando como conseqüência a incidência de doenças como depressão do sistema imunológico, catarata nos olhos e câncer de pele. E também prejudicando o ambiente provocando a diminuição da produção de cultivos agrícolas, árvores e organismos marinhos correndo sérios riscos de extinção. Essa destruição na camada de Ozônio ocorre devido ao uso desenfreado de produtos à base clorofluorcarbonos (CFCs) e hidrocarbonetos alifáticos halogenados (halons), que liberam gases destruidores do ozônio e apesar de existirem atualmente vários projetos para diminuir a utilização dos CFCs, eles têm sido dificultados pelo seu uso principalmente na refrigeração. No próximo artigo iremos desenvolver mais detalhes sobre o Ozônio, explicando a formação desta camada, a destruição, sua importância e alternativas para diminuir a sua degradação.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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