Mudar radicalmente, este é o lema do século XXI

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Mudar radicalmente, este é o lema do século XXI

Início do século XXI e já nos deparamos com uma série de problemas como sociais que podemos destacar desigualdade e péssimo sistema de educação pública, que geram conseqüentemente violência, desemprego, cultura defasada, e um país sem estrutura para evoluir e deixar de ser subdesenvolvido. Nos deparamos também com outro problema que exige tanta atenção quanto problemas sociais, que se tratam de questões ambientais.

Diminuir taxas de emissões de gases poluentes para não desregular a temperatura do planeta e desencadear uma série de problemas, utilizar conscientemente os recursos naturais como a água para evitar sua escassez, são problemas que estão em discussão constante e que temos de tomar atitudes, não só para diminuir a degradação ao meio ambiente como também para “limpar” o que já foi poluído.

Preservar não significa deixar todo progresso de tecnologia e desenvolvimento de uma sociedade para não mexer em mais nada da natureza, deixa-la intocável. O ideal é saber utilizar os recursos naturais de forma a desfrutar o necessário da natureza, mas sem prejudica-la, isso é preservar o meio ambiente e continuar o desenvolvimento.

Mas para realmente termos noção do limite de utilização dos recursos naturais são necessárias pesquisas e também fiscalização para mantermos nossa meta. Algo difícil para uma geração de humanos tão ambiciosos, mas que deve ser aplicada, já que é preferível diminuir nossa ambição, deixar de pensarmos só em nós mesmos, e passar a pensar no futuro da existência do planeta.

Árvore - “mundo”E por que mudar radicalmente? Um tema que vem sendo incessantemente discutido pela mídia, não apenas por isso deve ser valorizado, mas pelas pesquisas realizadas em que já foram comprovados os problemas que são originados pela poluição que o homem lança no planeta, como a emissão descontrolada de gás carbônico na atmosfera terrestre que faz com que o efeito estufa seja ampliado e devido a isso a temperatura na Terra sofre aumentos significativos para desencadear uma série de problemas, como aumento do nível dos oceanos, extinção de espécies animais e vegetais, desastres ambientais atingindo áreas cada vez mais amplas, como furacões passando por regiões nunca antes afetadas, entre outros problemas, que podem ser lidos com mais detalhe no artigo: Desastres que marcaram época e muitas vidas.

Se a poluição continuar, esses problemas tendem a aumentar em escala muito veloz, já que a degradação a natureza vem aumentando em ritmo acelerado e está diretamente relacionado com catástrofes naturais. Porém, frear a poluição, apesar de serem precisas grandes modificações que vão desde mudanças em nossos hábitos diários até indústrias alterando seus sistemas de produção e ciclo de matéria utilizado (matéria retirada da natureza, recompor essa matéria retirada, reciclagem, máquinas com menor impacto ambiental) investindo em tecnologias que venham a minimizar qualquer probabilidade de taxa de poluição, não só emissão de gases poluentes, mas também em relação a poluição da água, desgaste do solo devido a grande demanda na retirada de matéria-prima.

Para agilizar esses processos que devem ser alterados, é preciso de subsídios do governo, não só para apoiar essas mudanças nas empresas, mas também apoiar mudanças na infra-estrutura da maioria das cidades a fim de passar a fornecer as mínimas condições exigidas relacionadas com saúde e bem estar dos moradores e que não agridam o meio ambiente, como saneamento básico (que inclui rede de tratamento de água e esgoto), coleta seletiva de lixo, reciclagem, investimento em energias alternativas.

É uma difícil tarefa deixarmos de fazer alguma coisa para beneficiar outra, mas isso não é exatamente necessário ser feito, pois o que é preciso é que algumas de nossas atividades que podem degradar o meio ambiente indiretamente sejam minimizadas, como diminuir o gasto de energia elétrica, que muitas vezes é utilizado com desperdício, e apagando algumas luzes, utilizando chuveiro em momentos adequados, vão contribuir para a natureza. Vejam neste artigo a diferença entre utilizar o necessário e desperdício de recursos naturais, em atividades comuns para a maioria das pessoas. Então nem sempre terá de deixar de fazer alguma coisa para não prejudicar mais o meio ambiente, é preciso utilizar com consciência ou ainda utilizar fontes alternativas de energia que sejam menos poluentes.

Um exemplo clássico de poluição lançada na atmosfera em uma atividade comum é relativo ao uso do carro. A gasolina, proveniente do petróleo, é um combustível fóssil utilizado na maioria dos veículos, e causa sérios problemas ao meio ambiente, já que por ser um hidrocarboneto, em sua combustão emite grande quantia de gás carbônico para gerar a energia necessária para o automóvel. Neste caso é preciso dosar a quantidade de utilização do veículo, e se não houver necessidade de seu uso, como para ir a um local muito próximo, representa um trajeto a menos e que se for analisado como uma rotina diária, tem muito a minimizar na representação da emissão de gás poluente. Não estamos dizendo para você deixar de usar o carro, mas sim, não utiliza-lo em trajetórias desprezíveis, que não há necessidade e pode ser substituído por uma caminhada que faz muito bem para a saúde pela realização de exercícios físicos.

Ou ainda, utilizar como combustível o álcool (etanol) como fonte de energia ao veículo que polui o meio ambiente em escalas menores, e ainda é um combustível renovável, e por ser produzido a partir da cana-de-açúcar, a quantidade de gás carbônico que será emitido na queima para gerar a energia, é compensada com a quantidade gás carbônico que a planta absorveu. Infelizmente há limitações na utilização de biocombustíveis (como o álcool, biodiesel), veja nesta publicação mais detalhes sobre essa limitação.

E o governo ainda deve investir na qualidade dos transportes públicos no Brasil que trarão excelentes benefícios em relação a diminuição na degradação ao meio ambiente, já que em horários de pico, cada um precisa utilizar seu carro particular para ir e voltar do trabalho, ou mover-se em uma cidade para resolver problemas pessoais, sendo os meios de transporte coletivos destinados a população que necessita devido as baixas qualidades dos mesmos. Agora se o transporte coletivo fosse de qualidade, sem exigir um alto custo para sua utilização seria muito mais utilizado no país e a taxa de emissão muito minimizada.

São alterações como essas que destacamos no desenvolvimento desta matéria que precisam ser efetuadas para diminuir os impactos ao meio ambiente, e não apenas no Brasil, mas na grande maioria dos países, principalmente os maiores poluidores como EUA, China, Índia, Japão. Há vários países que estão buscando e aplicando soluções aos problemas ambientais, como o Japão que é um dos países mais ecologicamente corretos e que estão com uma meta de reduzir pela metade a emissão de gás carbônico até 2050, projeto chamado de Esfriar a Terra 50, e ainda pressionam países como os EUA a se incluírem em projetos de metas na redução de gás carbônico.

Nessa semana ocorrerá o encontro dos G8 (países mais industrializados) e altamente poluidores, em que discutirão como tema principal questões sobre o aquecimento global, soluções para minimiza-lo e aplicação de metas. Será altamente importante, pois definirá um acordo pós-Kioto, que visa propor metas a serem cumpridas para reduzir a emissão de gás carbônico, modelo do protocolo de Kioto, porém em escalas bem maiores, com metas bem mais ambiciosas, que são extremamente necessárias.

Manteremos nossos leitores informados em relação a essa reunião da cúpula dos G8 e iremos analisar cada decisão que tomarem, e lembrando que é muito importante você apoiar nosso projeto, para que seja uma pressão aos governantes para aplicarem metas de redução, de que não fiquem só no planejamento e passem a se tornar eficientes na diminuição do aquecimento global, agilizando projetos que devem ser aplicados.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. luisa
    luisaset 09, 2008

    muito bom

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