

O Frei, o Pintor e a Camponesa
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Categoria(s): Artigos
|-> Publicado por: Antonio Radi
Há algum tempo conheci um Frei franciscano; ele ficou amigo da famÃlia e, de vez em quando, visita e abençoa nossa casa. Nestas ocasiões sinto-me impelido a proclamar em alto brado: “Frei, tu podes nos salvar!” Certamente, o bom Frei pensaria que estou falando de nossas almas. . .
Há três meses, durante viagem a trabalho, deparei-me com uma cena curiosa; um homem, na rodovia, pedalando uma bicicleta. E daÃ? Ora, a bicicleta do camarada parecia uma árvore de natal. . . bolsas, sacolas e sacos pendurados prá todo lado e na garupa uma caixa de madeira toda enfeitada onde lia-se sua profissão: Pintor. Dentro da caixa de madeira acomodava-se, tranquilamente, um cãozinho. “Putz!â€, pensei, “esse cara é muito mais ambientalista do que eu. . .â€
Em minhas idas e vindas à zona rural deparo-me frequentemente com gente bastante simples. Tem uma senhora aparentando uns 60 anos; sempre que a vejo está na lida, ajudando o marido, roupas surradas, mãos calejadas, rosto “lavado†onde profundas rugas denunciam o duro trabalho de Sol a Sol. Vaidade? Se há alguma, não está visÃvel. . .
Aà estão os três personagens e a vida singela que têm em comum; e simplicidade parece-me um bom antÃdoto contra o luxo, a ostentação e a arrogância que estão nos arrastando todos para o buraco. Mas alguém poderia dizer: “Tá, mas o Pintor só anda de bike porque não tem grana para comprar uma motoâ€. É provável. . . mas como o personagem é meu, estabeleço aqui que ele está andando de “magrela†por ser uma cara consciente, um ambientalista atuante e pronto!!! E, por favor, não me acusem de autoritarismo; afinal, convenhamos, não é tarefa assim tão fácil encontrar por aà ambientalistas que estejam dispostos a trocar seus veÃculos motorizados por bicicletas. . .
Ah, o Frei traz ainda outra contribuição para o meio ambiente; ele não colabora diretamente para o superpovoamento do Planeta. . .

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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Você soube captar valores da vida. A virtude da vivência é muito simples e não exige a dilapidação da Natureza. Afinal, há poucos anos não tinhamos esses confortos com que o sistema econõmico do ganha-ganha seduz os humanos. Poderiamos viver, como já tinham vivido nossos avós sem aviões, carros, geladeiras, televisão, etc.