O Livro de Eli

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O Livro de Eli

Uma lâmina afiada é uma coisa boa ou ruim?
Ora, depende. . . você vai descascar uma laranja ou cortar uma garganta?
Pois é, o filme O Livro de Eli (The Book of Eli, EUA, 2010) segue esta linha de raciocínio para abordar um tema muito mais polêmico e delicado. . . a Religião.
Eu não guardava grandes expectativas ao alugar o DVD; afinal, o cenário da trama – nossa civilização destruída e mergulhada no caos – já é bem batido (lembram do Mad Max?).
Confesso, porém, que O Livro de Eli surpreendeu-me positivamente; original, inteligente e provocante, a película conta ainda com as boas atuações dos veteranos Denzel Washington e Gary Oldman.
Eli (Washington) é um homem solitário bastante empenhado em uma missão: levar a salvo um “certo livro” para um local que ele não sabe direito onde fica. Sua caminhada se dá por um Planeta (o nosso, tá?) devastado por uma grande guerra (nuclear); em seu caminho, gangues de malucos e assassinos.
O filme mostra a humanidade mergulhada na barbárie; grupos armados matam, estupram, mutilam em uma luta selvagem pela sobrevivência. Há cadáveres por todos os lados e qualquer coisa que se possa engolir é bem vinda; há escassez de comida, de água e a radiação solar cega as pessoas. Um cenário de pesadelo? Sim, mas, a meu ver,  verossímil. Voltaremos, então, à babárie? De jeito nenhum!!! Ora, como poderemos regressar para algo que jamais deixamos completamente? Alguém discorda? Então, pergunto (de novo): Do que estamos mais próximos? Da generalização e da intensificação da violência ou da abolição da mesma?
No que tange à Religião, alguém poderia dizer que O Livro de Eli faz apologia do Cristianismo. Ressalto, porém, que o filme – embora sutilmente – questiona o papel das doutrinas religiosas enquanto agentes promotoras da paz e do amor; e esta indagação, tenho certeza, provoca delírios de prazer em muitos intelectuais idólatras da Ciência. Ora, nossa Ciência é, por acaso, pacificadora? Religião e Ciência não são, muitas vezes, meras ferramentas para o exercício do poder, seja para o bem, seja para o mal?
Já que estou falando em filmes, alguém aí lembra de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, EUA, 1982)? Tem uma cena em que o vilão diz algo como: O que é a resistência do aço comparada ao poder da mão que o empunha? Finalizando, volto à lâmina afiada no início deste artigo e atrevo-me a cometer um quase-plágio:
A faca é inocente. . . a mão que a segura, não!

Sobre

Antonio Radi

Engenheiro Agrônomo/Representante Comercial

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