O que o aquecimento global pode provocar no Brasil e no mundo

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O que o aquecimento global pode provocar no Brasil e no mundo

Vocês, leitores deste projeto, já tem o conhecimento de que a degradação ao meio ambiente através da emissão de gases poluentes, destruição de florestas, queimadas, provoca o aumento do efeito estufa já que maior parte do calor emitido pelo Sol fica retido na atmosfera terrestre, que conseqüentemente ocorrerá uma elevação na temperatura, originando o termo conhecido como aquecimento global.

Obviamente não é “apenas” o efeito estufa o resultado de toda degradação ao meio ambiente que nós, seres humanos, estamos fazendo com a natureza, mas por ser um dos principais, é o que iremos abordar neste artigo para esclarecer o que o aquecimento global pode provocar. Lembrando que o efeito estufa é benéfico para a condição climática de vida na terra, mas o agravamento do efeito estufa pela crescente emissão de gases poluentes é que gera problemas, pois provoca o aquecimento global (aumento da temperatura) e todos os problemas relacionados, como derretimento de geleiras.

Conseqüências do aquecimento global

Com a elevação da temperatura, ocorrerá um aquecimento tanto no ar atmosférico, como no solo e também nos ambientes aquáticos. Nesses ecossistemas existem as mais variadas espécies de seres vivos, sejam animais ou vegetais, sendo que parte delas é sensível a qualquer variação climática, por menor que seja. Observe nos itens abaixo a relação entre as mudanças climáticas com os seres vivos que podem ser afetados ocasionando mudanças que atingem várias espécies.

Aumento do nível do mar

O litoral do Brasil, banhado pelo oceano Atlântico, está vulnerável ao aumento do nível do mar, correndo grandes riscos de inundações e grandes perdas no setor do turismo que é responsável por uma parte considerável da economia nacional. O mesmo ocorre em muitas outras áreas litorâneas ou ainda diversas ilhas em todo mundo que abrigam cidades de grande porte turístico ou ainda regiões pobres banhadas pelo oceano, o que causaria danos ainda mais intensos devido à falta de recursos como monitoramento, alerta de enchentes repentinas o que espalharia doenças, desqualificaria os indicadores sociais elevando situações como fome e falta de moradia.

Mais espécies entrando em extinção

Muitas espécies de seres vivos, tanto animais como vegetais são muito sensíveis a qualquer variação mínima de temperatura. Com as alterações climáticas, se espécies vegetais tiverem uma redução, todas as espécies que dependem dela para alimentação também sofrerão uma drástica redução tanto pela falta de alimentação como devido ao aumento de disputas de espécies por um território com algum alimento disponível, já que haverá uma escassez.

Para exemplificar o fato citado acima podemos aplicar também a espécies aquáticas, em que com a temperatura das águas do mar mais quente, vários peixes podem resistir sem sofrer grandes problemas, mas espécies de algas entrarão excessivamente em extinção por serem muito sensíveis, e toda grande população de peixes que dependiam dessas algas, também vão morrer pela falta de alimentos ou ainda tentar desesperadamente migrar para outras regiões. Na tentativa de migrar para regiões com temperaturas adequadas ou em busca de alimentos, muitos indivíduos dessas espécies não resistem e com a crescente morte, aumenta o risco de extinção já que seu habitat natural foi danificado. Então, continuando o mesmo exemplo, se um grande número de peixes que dependiam das algas morrerem, outros animais que dependiam deles sofrerão o mesmo problema de falta de alimentos, como ursos ou pássaros que se alimentam de peixes. Isso provoca uma reação em cadeia que afeta indiretamente muitas espécies, podendo até chegar a afetar nós humanos. Mais detalhes sobre esta reação em cadeia iremos abordar no próximo artigo.

Secas e expansão de áreas de deserto (desertificação)

A perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana é caracterizada pelo fenômeno desertificação que corresponde à transformação de uma área em um deserto. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região extrapolam a capacidade de suporte e de sustentabilidade. Há erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas.

Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil devido a menor umidade haverá uma perda substancial de ecossistemas, em que a floresta amazônica correrá sérios riscos de se transformar em cerrado.

Desertos encontrados em grande parte no continente africano tendem a ampliar-se ao extremo devido à falta de apoio ou ajuda até mesmo de outros países para conter esse processo de desertificação. No Pantanal espécies de peixes, jacarés, estão ameaçadas devido à falta de chuvas.

Com as secas ocorre também a evaporação de rios e afluentes em que perdem grande parte de seu nível hidrográfico e muitas espécies também são afetadas. Isso já foi observado em uma das piores secas já analisadas, ocorrida na Amazônia (Desastres que marcaram época e muitas vidas).

Perdas de produtividade na agricultura

O aumento da temperatura deverá ter implicações na geografia das culturas agrícolas do Brasil. Café, arroz, feijão, milho e soja poderão ter suas áreas reduzidas à metade se a temperatura da Terra subir 5,8°C em relação à média atual.

Com base nos atuais modelos climáticos, pesquisas do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, e da Embrapa Informática sugerem que o Brasil poderá perder cerca de 25% da área com potencial para plantio de cafezais em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, com perdas de até US$ 500 milhões por ano, caso a temperatura suba 1°C. Com três graus a mais, a área para plantio de café cairia para um terço da atual. Com mais seis graus, os cafezais seriam extintos das terras paulistas. A tendência seria a transferência para a Região Sul. Já as plantações de trigo e de girassol do Sul poderiam tornar-se inviáveis.

Aumento de doenças que podem causar epidemias

Com a mudança nas condições climáticas e quadros como escassez de água potável, tornam um ambiente favorável para disseminação de doenças que ocasionam epidemias, que serão responsáveis por um alto gasto em setores de saúde e que muitos países não terão como suportar esta ação, principalmente países subdesenvolvidos e pobres. Leia mais sobre essas epidemias no artigo: Gripe aviária, dengue, malária – epidemias do século XXI

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Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. lila
    lilaset 10, 2008

    adorei esse assunto que nos mostra um pouco da realidade do mundo!!!

  2. lila
    lilaset 10, 2008

    uiiiiiii adoreiiiii bjuuuussssss

  3. ellen e ramiriz
    ellen e ramirizmaio 07, 2009

    oi, eu adorei o seu saite
    ramirez te adora
    beijos

  4. Juliana T.
    Juliana T.maio 03, 2010

    Muito interessante, valeu a pena ler. Parabéns ao autor.

  5. kassyane
    kassyanejul 14, 2010

    oi esse coisa eu vó fazer um trabelho com ela bjs tchal

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