Porque temer o amanhã

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Porque temer o amanhã

Incêndios florestais cada vez mais intensos dizimando pastagens, campos agrícolas, instalações rurais, e já atingindo a periferia de grandes cidades em todo o mundo; secas prolongadas em regiões tradicionalmente férteis e produtoras agropecuárias; violentos tornados nunca, antes, registrados do hemisfério sul; chuvas torrenciais imprevistas e localizadas, com grande poder de destruição, tanto nas zonas rurais como nos centros urbanos; aumento da extinção de espécies vegetais e animais; contínua elevação dos níveis dos oceanos e da consequente destruição de bens nas regiões costeiras; aumento das cargas tributárias dos governos e redução dos serviços sociais prestados aos contribuintes; aumento da violência social na disputa de bens de consumo e de serviços supérfluos instigadas pela mídia a serviço dos poderes financeiros, (não econômicos), dominantes do mundo, com objetivo de lucros sem contrapartida social.

Todos estes fenômenos que parecem nada ter entre si, na realidade estão fortemente interligados por uma mesma causa originária: o consumo de várias formas de energia (calorífica, motriz, elétrica, luminosa, etc.), das quais, mais de 80% são obtidas através da queima de combustíveis fósseis, (hulha, petróleo e gás natural). Como os gases carbonados liberados por tais reações não têm como se reciclar naturalmente, eles vêem se acumulando na atmosfera há mais de 200 anos; e a saturação agora se manifesta através da adulteração da composição desta, e a consequente deformação na cobertura atmosférica do planeta, o que está causando, direta ou indiretamente, os citados fenômenos. Tanto mais consumo de bens e de serviços, maior consumo de energia, maior o teor de poluentes na atmosfera, maior número de fenômenos destrutíveis e, consequentemente, maiores prejuízos a dilapidarem a economia globalizada. Mais fome, mais disputa e maior perigo de uma conflagração nuclear.
Deu para entender o perigo?

Sobre

Antidio S.P. TeixeiraAdministrador de empresas aposentado, com experiência em empresas de vários ramos industriais. Ambientalista por vivência, observação e interpretação dos fenômenos naturais, autodidata nesta área.Ver todas as publicações de Antidio S.P. Teixeira »

  1. mgomide3
    mgomide3set 23, 2009

    A questão não é entender, mas enxergar. Essa situação de calamidade mundial está ai à vista de qualquer um; basta abrir os olhos e enxergar.
    Só há uma explicação para a continuação de ações iníquas, que provocam todos esses malefícios citados: a vontade de suicídio, o que torna o assunto afeto à área psicológica.

  2. Antídio S.P. Teixeira
    Antídio S.P. Teixeiraset 23, 2009

    Gomide:
    obrigado pelo seu sábio comentário. Como não há regras sem excessões, espero encontrar alguns leitores que ainda não tenham visto o problema dentro do ambiente global, especialmente os adolescentes e jovens, em cujos ombros recairão as fatalidades.
    Forte abraço,

  3. Antonio
    Antonioset 25, 2009

    Caríssimos Antídio e Maurício:

    Gostaria aqui de opinar sobre o artigo e comentário vossos.
    Em “Porque temer o amanhã”, você, Antídio, finaliza aventando a possibilidade de uma “conflagração nuclear”. Ora, a deflagração de um Terceira Grande Guerra parece-me bastante plausível tendo em vista os (des)caminhos trilhados pela humanidade.
    John Gray em seu indigesto “Cachorros de Palha” (Ed. Record, 2006) escreve:
    “Se você quiser entender as guerras do século XXI, esqueça os conflitos ideológicos do século XX. Em vez disso, leia Malthus. As guerras futuras serão guerras por recursos naturais declinantes”.
    Aproveitando o embalo das citações, vamos a mais uma; o general chinês Sun Tzu em seu clássico “A Arte da Guerra” ensina:
    “Seu objetivo deve ser tomar Tudo-sob-céu intacto. Assim, suas tropas não se desgastarão e seus ganhos serão completos.”
    Bem, penso que o ensinamento milenar de Sun Tzu deva ser levado muito a sério no caso de uma peleja global envolvendo a disputa de recursos naturais. . . afinal, que benefícios teria o invasor em lançar uma bomba atômica sobre a Floresta Amazônica, por exemplo?
    Sim, uma próxima grande guerra teria algumas particularidades interessantes e seria, a meu ver, estrategicamente bastante diferente do que foi a Segunda Guerra Mundial e sua tônica de “terra arrasada”. A energia nuclear, com seu alto poder de destruição e contaminação a longo prazo, teria que ser usada com bastante parcimônia.
    Quanto a seu comentário Maurício, ora, não somos nem loucos nem suicidas não!!! O Homo sapiens é apenas mais uma espécie animal que – pela sorte e/ou pelo acaso – tornou-se a espécie dominante no planeta. . . só isso!!!
    Grande Abraço

  4. Antídio S.P. Teixeira
    Antídio S.P. Teixeiraset 25, 2009

    Caríssimo Antônio:
    é um prazer ter um pequeno escrito meu comentado por você. Pelo que você demonstra, seu gosto pela leitura deve ser bem acentuado. Já eu, leio muito pouco mas, reflito demasiadamente. Com relação à Lei de Malthus, ela poderá promover o ajustamento da carga populacional à capacidade de produção de alimentos para a grande massa, se o mundo conseguir conter as intempéries climáticas com a redução da emissão de CO2 e a captação do excesso de carbono atmosférico através do florestamento. Mas, o que realmente preocupa, é o desvio de recursos energéticos para atender às demandas supérfluas dos 20% mais ricos e dos menos pobres. Com relação ao lançamento de bombas nucleares, é claro que ninguém irá lançá-las sobre florestas e nem campos agrícolas; mas sim sobre instalações militares e governamentais instaladas em áreas urbanas e suburbanas, e aí sim, vir produzir seus efeitos sobre várias regiões, como aconteceu em Chernobyl. Não temos dúvida de que, se um artefato destes for lançado sobre um país poderá ser o estopim porque a resposta, sem dúvida, acontecerá. Mas, o objetivo principal do artigo, é conscientizar às pessoas de que todo avanço científico, tecnológico e social oferecido à humanidade teve como ponto de partida a conversão da hulha em coque, porque a fundição do minério de ferro em alta escala com este combustível tornou o preço do metal baixíssimo, permitindo sua aplicação com sucesso na indústria, na construção civil, militar, naval, transportes, etc.; mas só que o custo final deste progresso será o somatório de todos os prejuízos a serem causados pelas catástrofes motivados pelo desequilíbrio climático. É uma reação em cadeia radial que já está atingindo todos os povos. Fraternal abraço.

  5. Antonio
    Antonioset 25, 2009

    Prezado Antídio:

    Sim, gosto da leitura que “sacode” minha mente e a incita à reflexão; ou seja, tenho apreço por escritores/pesquisadores não convencionais. . . gente assim como você, Antídio.
    Olha, vou fugir novamente do objetivo principal de vosso artigo e voltar (bastante) brevemente à questão militar. Quando citei que um eventual invasor tentaria manter a Amazônia intacta estava, na verdade, pensando estrategicamente. . . captou??

    Um Amplexo

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