Transgênicos4: O debate

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Transgênicos4: O debate

Bem, nessa altura do campeonato eu apreciaria sobremaneira contar com a participação de leitores e autores. Gostaria de ter acesso a opiniões, experiências, críticas e dúvidas a respeito dos transgênicos de forma a não criarmos aqui um enfadonho monólogo. Longe disso, convido-os a uma saudável e enriquecedora discussão em torno de um tema de grande importância.

Sou todo ouvidos!

Muito Obrigado.

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Antonio RadiEngenheiro Agrônomo/Representante ComercialVer todas as publicações de Antonio Radi »

  1. mgomide3
    mgomide3ago 06, 2009

    Caro Antonio,
    Magistral a aula que nos proporcionou. Pelas suas explicações, fiquei sabendo de pormenores e distinções que ignorava. Isso me deu condições de meditar e poder opinar a respeito de transgenia, um sistema inteligente de produção de alimentos para sustentar esse estupidamente crescimento populacional de humanos. No meu entender, há dois aspectos a serem considerados.
    Primeiro, o processo OGM-T constitui uma interferência na construção da vida, transformando-se em instrumento estrangulador da evolução natural. Não nos podemos esquecer que a biodiversidade – essa maravilha – é obra do processo evolucionário natural, pelo qual passou a existir o “homo sapiens” também. A execução da OGM-T é um ato de violência num processo seletivo em que o homem é visto como único herdeiro do planeta. Afinal, os outros seres vivos também têm direito de viver. Os inconvenientes produtivos, provocados por pragas biológicas, são conseqüência de ações humanas exclusivistas. A monocultura extensiva advém do excesso de humanos no mundo e da estrutura econômica como linguagem social. A agricultura natural, em pequena escala e sem destruição da biodiversidade ambiental, não cria oportunidade para a praga, que não é mais que uma superpopulação causada pela oferta abundante e exclusiva de alimento. O meio ambiente não profanado oferece todas as condições para que haja equilíbrio vivencial pela simples atuação das condições evolutivas, aí incluído o critério OGM.
    Segundo, entendo que nesse assunto, há uma falha de identificação. Entendo que a praga não são os pequenos seres visados, pois eles nada fazem do que seguir as instruções genéticas que possuem: alimentar-se e procriar. Entendo que a praga somos nós, os humanos, que lutamos de todas as formas – inclusive profanando a Natureza – em favor de uma existência exclusivista e egoísta. Essa praga – porque somos numericamente excessivos – é que deveria ser o foco de estudos de controle.
    Faço pedido, como fez o autor, para que outros leitores tragam suas idéias a respeito, a fim de que possamos ponderar melhor nossas argumentações. Talvez surjam outros ângulos do assunto que não foram corretamente visualizados neste pequeno comentário.

  2. Antonio
    Antonioago 18, 2009

    Prezado Maurício:

    Agradeço vosso comentário. Tens razão! Insetos, plantas, fungos, vírus, bactérias, passam a causar danos nas plantações humanas devido ao desequilíbrio ambiental causado por extensas áreas de cultivo. Como você muito bem salientou, toda espécie vegetal ou animal (inclusive a nossa, viu?) busca perpetuar-se através do aumento de seus números. Esta “ordem” está impressa no código genético de todos os seres vivos.
    Ora, quando graduei-me em Agronomia, há pouco mais de 20 anos atrás, duas aplicações de inseticidas eram, muitas vezes, suficientes para combater todas as pragas que atacavam a Soja, até o final do ciclo da cultura. Hoje, meu caro, em muitos casos, são necessárias de 06 a 08 pulverizações envolvendo não apenas inseticidas, mas também fungicidas. Óbvio, portanto, que o universo de espécies que passaram a “atacar” a cultura aumentou sobremaneira. Um velho conhecido meu já dizia, há muito tempo atrás, que a Natureza sempre responde a nossos atos. Sim, os “avisos” estão por toda a parte. . .então, por que não mudamos?
    Como canta o mineiro Beto Guedes:
    “A lição sabemos de cor. Só nos resta aprender.”

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