Um questionável sucesso evolucionário

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Um questionável sucesso evolucionário

Se você, estimado leitor, for adepto da corrente Criacionista dou-te um conselho desde já: não prossiga na leitura deste artigo. Digo isto porque uma eventual discussão em torno do assunto aqui tratado somente se tornará produtiva entre aqueles que – como eu – são adeptos do Evolucionismo.

Bom, feito o alerta, vamos seguir em frente.

Todos já devem ter ouvido falar (e muito!!!) que o Homem é o mais evoluído e admirável ser vivo que já pisou neste Planeta; nada do que existe ou já existiu pode ser comparado a nós. E não faltam argumentos para defender esta tese. Somos mais inteligentes, criativos, versáteis, engenhosos e, por conta destas e de outras virtudes inigualáveis, tornamo-nos a espécie dominante. Claro, claro que é tudo autoexaltação, mas neste ponto eu até dou um desconto; afinal, que outra espécie seria capaz de puxar o nosso saco?

Ora, não vou discutir aqui a exclusividade destes extraordinários atributos. . . este não é o meu objetivo no momento. Porém, lanço agora uma questão (gosto pacas de questionar!!!): Será que todas estas qualidades e conquistas são, por si só, suficientes para garantir-nos um lugar nunca antes alcançado na Grande Parada de Sucessos da evolução das espécies???

Bem, eu diria que depende do ponto de vista. . . tá bom, tá bom, estamos mandando no pedaço, alguns podem dizer. . . mas faz muito, muito pouco tempo mesmo que conseguimos esta suposta façanha; assim, acho que ainda é muito cedo para vangloriar-nos. Ora, outros “seres dominantes” que nos antecederam mantiveram seu status por períodos bastante longos; um exemplo muito conhecido é dos Dinossauros.

Assim, se surgisse um Concurso As Espécies Mais Bem Sucedidas – Do Mesozóico ao Cenozóico e eu fosse o juiz, este seria o meu critério para julgamento: LONGEVIDADE. Então, vamos aos candidatos:

– Ah, Sr, Juiz, queremos inscrever o Homo sapiens no concurso. . .

– Pois bem, vamos ver o que dizem os registros. Efetivamente, vocês começaram a “dar as ordens” por aqui há cerca de 30.000 anos quando eliminaram vosso último sério concorrente. . . os Neandertais. . .

– Putz!!! Só 30 mil? Bem, mas podemos começar a contar a partir do surgimento da nossa espécie, não podemos?

Sim, é razoável. . . isto ocorreu há cerca de 200.000 anos.

Pôxa, só duzentos mil? Ah, dá uma mão aí vai. . . vamos passar a contar a partir do surgimento dos Primatas, pode ser?

– Vocês humanos já estão forçando a barra. . . ok, como sou um de vocês darei esta colher de chá. . .

Beleza, Sr. Juiz, o senhor é mesmo uma pessoa muita humana. E aí, temos chance de ganhar o Concurso?

– Façamos as contas: o Primatas surgiram há cerca de 65 milhões de anos. Os Dinos reinaram por 165 milhões. . . assim, se vocês permanecerem por aqui por mais uma centena de milhões de anos levam o Título.

Vixi!!! Tudo isso!!! Não tem como mudar o critério não? Não poderia ser, por exemplo, Sabedoria?

– Hummmm. . . acho que daí é que vocês não ganham mesmo. . .

Sobre

Antonio Radi

Engenheiro Agrônomo/Representante Comercial

Ver todas as publicações de Antonio Radi »

  1. Maurício Gomide
    Maurício Gomidedez 24, 2009

    Ótimo seu artigo, caro Antonio. E é para fazer esse tal de “homo” a pensar. Seria o caso de se perguntar a tão presunçoso espécime: não desconfia, não? Tem razão o articulista. Nossa espécie tem a inteligência é para destruir o paraiso terrestre, incluido ele próprio. Ele não precisa de meteoro nem outros cataclismos. A ganância de bens materiais, em si e pelas consequências envenenadoras do ar, mares e terra, já constitui um cataclismo.

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.