

Vitória dos pobres em Copenhague
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Categoria(s): Artigos, Conferência, Sustentabilidade
|-> Publicado por: Antidio S.P. Teixeira
Não é necessário ser cientista para entender a conjuntura econômica ambiental em que se encontra o mundo; apenas um pouco de boa vontade para reflexão. O insucesso dos ricos que saÃram da Conferência derrotados, deve-se ao fato de que as sua fortunas tornaram-se virtuais, uma vez que as moedas que as representam perderam seus lastros reais que eram as riquezas naturais do Planeta que eles vêem saqueando desde o inÃcio da Revolução Industrial, e que estão quase esvaÃdas. Também a Terra ficou saturada pelos efluentes lançados pela queima de combustÃveis fósseis e os resÃduos do consumo supérfluo promovido para a geração de lucros que vieram constituir as suas fortunas. Ou seja, os Tesouros Nacionais podem estar abarrotados de moedas cunhadas, ou de papéis impressos, sem que os governos de paÃses ricos tenham disposição para comprometê-las em benefÃcio do clima de todos que eles mesmos degradaram e, depois, terem que lançar mão dos bens reais acumulados para honrar os gastos. Por isso, não foram capazes de demonstrar ao mundo a liderança que lhes conferiam o poder econômico virtual, isso é: FALIDO.
Com a intensa divulgação da Conferência na mÃdia e os seus resultados negativos, sai fortalecida toda a humanidade com a semeadura de uma consciência ambiental ampla que tende à contemplação dos custos ambientais de seus gastos. Aos poucos, brotará a compreensão em cada cidadão de que os poluentes liberados pelo consumo básico para o desenvolvimento e manutenção da vida natural são reciclados pelo mundo vegetal, e este tem que ser preservado para manter o equilÃbrio; porém, o consumo supérfluo que é alimentado por formas de energia gerada pela queima de combustÃveis fósseis (hulha, petróleo e gás natural), tem que ser evitado e combatido, ainda mesmo que ele seja sob a alegação de geração de empregos. É necessário que se entenda que cada emprego criado pela agricultura ou pela indústria automatizada impulsionada por qualquer forma de energia, desemprega dezenas de cidadãos primários nos campos e nas cidades o que ocasiona graves problemas sociais e de segurança.

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