14ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-14), reunião da ONU

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14ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-14), reunião da ONU

Secretário-geral da ONU cita Brasil como exemplo de “economia verde”

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, citou hoje (11) o Brasil como exemplo de “economia verde” que precisa ser seguido pelo resto do mundo. Segundo informações da BBC Brasil, a afirmação foi feita durante discurso na abertura da fase ministerial do encontro da ONU sobre mudanças climáticas, em Ponzan, na Polônia.

O secretário-geral fez um apelo para que os avanços no combate às mudanças climáticas não sejam barrados pela atual crise econômica internacional. “Sim, a crise é grave. Mas, quando o assunto é mudança climática, as apostas são mais altas. A crise climática afeta o nosso potencial de prosperidade e a vida das pessoas, tanto agora quanto no futuro”, disse.

A reunião é considerada o meio do caminho para um acordo que substitua o Protocolo de Quioto. No encontro do ano passado, em Bali, líderes de quase 200 países aceitaram o ano de 2009 como prazo para fechar um novo tratado de redução de emissões.

Desde então, os países envolvidos apresentaram propostas para o acordo, que vêm sendo avaliadas na reunião da Polônia.

Além de Ban Ki-moon, líderes de 61 países discursam no plenário do encontro, antes das negociações que vão encerrar a reunião deste ano, amanhã (12).

A crise econômica e o medo de uma recessão já provocaram mudanças no discurso de alguns países, como a Alemanha, que era vista como um dos países com metas mais ambiciosas de redução da emissão de gás carbônico.

Paralelamente à reunião na Polônia, chefes de Estado da União Européia devem concluir, em Bruxelas, na Bélgica, suas propostas para políticas de energia e climática. A redução na emissão de gases do efeito estufa é um dos pontos mais polêmicos.

As decisões tomadas nessa reunião devem ter impactos também nas negociações na Polônia. A liderança da União Européia é considerada fundamental, particularmente num momento de crise econômica e em que os Estados Unidos esperam a posse do novo presidente, Barack Obama.

 

Minc cobra mais responsabilidade de países ricos para reduzir emissões de gases de efeito estufa

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu hoje (11) que os países ricos reduzam as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 40% para que o planeta avance no enfrentamento das mudanças climáticas. Minc discursou na 14ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-14), reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), em Póznan (Polônia).

O patamar de reduções citado por Minc é ambicioso se comparado ao Protocolo de Quioto, que atualmente regula o regime global de emissões. Pelo acordo, os países industrializados devem reduzir, até 2012, as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 5% abaixo dos níveis registrados em 1990.

Ao cobrar mais comprometimento dos países ricos, Minc ainda se referiu diretamente aos Estados Unidos, único país que ainda não ratificou o Protocolo.

“Os países mais desenvolvidos, que mais emitem e têm maior capacidade tecnológica, devem avançar mais, começando pelos Estados Unidos, na era Obama, que felizmente anunciou nova posição, mas que no entanto ainda é mais tímida que as metas de Quioto”, afirmou Minc, de acordo com a BBC Brasil.

Chefe da delegação brasileira na reunião, o ministro propôs aos delegados de mais de 190 países a criação de um mecanismo de financiamento para estimular o desenvolvimento de tecnologias não-poluentes nos países menos industrializados, com patentes livres.

Segundo Minc, a criação da aliança tecnológica de inovações antiaquecimento seria um “um esforço inédito e contínuo, de caráter interativo e adequado às realidades locais para descarbonizar as economias emergentes”.

O ministro apresentou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, lançado no último dia 1º, que inclui metas de redução do desmatamento da Amazônia e defendeu maiores compromissos ambientais também para os países em desenvolvimento.

“A responsabilidade histórica e de maior magnitude dos países desenvolvidos não pode servir para que os que agora se desenvolvem não assumirem responsabilidades inadiáveis”, disse Minc, de acordo com a BBC Brasil.

A COP-14 termina amanhã (12). A reunião marca a transição entre a fase de debates e a efetiva negociação de textos para o substituto do Protocolo de Quioto, que vence em 2012. Um novo acordo para limitar de emissões de gases de efeito estufa deverá ser definido em Copenhagen (Dinamarca), em dezembro de 2009.

Agência Brasil

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