7º Congresso Brasileiro de Agribusiness

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7º Congresso Brasileiro de Agribusiness

Ministro e agricultores defendem mudanças no decreto sobre infrações ambientais

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

Representes dos agricultores e até do governo federal criticaram hoje, durante o 7º Congresso Brasileiro de Agribusiness, o Decreto 6.514, que estabelece punições para infrações contra o meio ambiente. O encontro foi aberto hoje (11) em São Paulo.

Em entrevista coletiva, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, reconheceu que a norma, publicada em junho, é difícil de ser cumprida e disse que está negociando com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mudanças no texto.

“Temos uma agenda de encontro com o ministro [Minc]”, disse Stephanes, que espera fechar a questão dentro de, no máximo, um mês.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da Câmara de Deputados, Valdir Collato (PMDB-SC), afirmou que o decreto vai inviabilizar o agronegócio nacional. “A regra pune toda a cadeia produtiva: quem produz, quem transporta, quem armazena, quem vende, todo mundo”, afirmou o deputado.

O secretário da Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, também criticou o decreto. Algumas regras, segundo ele, são “incumpríveis”.

Sampaio Filho disse que o próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não tem condições de dar o suporte necessário para que agricultores regularizem suas áreas. Por causa disso, não há como o governo exigir a regularização, afirmou o secretário.

 

Embrapa desenvolve 220 pesquisas de adaptação de produtos agrícolas à mudança climática

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou hoje (11) que o governo federal vem tomando medidas para que a agricultura brasileira seja o menos prejudicada possível pelo aumento das temperaturas no mundo. Em entrevista coletiva concedida em São Paulo, após participar do 7º Congresso Brasileiro de Agribusiness, Stephanes disse que investimentos em pesquisa têm sido feitos para que se encontre formas de adaptação das culturas às futuras condições climáticas.

“A Embrapa já tem 220 projetos de pesquisa para a adaptação de espécies ao aquecimento global”, disse ele, referindo-se ao trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Segundo o ministro, o chamado PAC da Ciência prevê o aumento de recursos para pesquisas científicas no país. Entre os projetos beneficiados, acrescentou, estão os que buscam soluções para a agricultura contra o aquecimento.

Ainda de acordo com ele, as previsões para a queda na produção levam em consideração cenários para daqui a 20 ou 30 anos. Por isso, o Brasil tem condições de se preparar para as adversidades.

Stephanes afirmou também que, a curto prazo, a expansão da produção está assegurada. Segundo ele, as safras brasileiras devem continuar crescendo entre 5% e 6% ao ano, isso sem a derrubada de nenhuma árvore.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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