Agenda da COP-13 (13ª Conferência das Partes sobre o Clima)

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Agenda da COP-13 (13ª Conferência das Partes sobre o Clima)

Decisões efetivas na conferência do clima devem ocorrer na semana que vem

Luana Lourenço
Enviada especial

Três dias após o início das negociações da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), na Ilha da Bali, na Indonésia, os representantes dos mais de 190 países da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas cumpriram a agenda protocolar, mas as decisões efetivas do encontro deverão ficar para a próxima semana, quando os ministros de Estado chegarão à reunião.

O embaixador extraordinário para Mudanças do Clima e porta-voz da delegação brasileira em Bali, Sérgio Serra, afirmou hoje (5) que os países estão esperando uma posição mais clara da presidência da COP, que está sob a responsabilidade do governo indonésio, para apontar as possibilidades e apressar a definição do chamado “mapa do caminho”.

O “mapa” deve ser o grande resultado da COP-13, que vai até o dia 14. A idéia dos negociadores é entrar em acordo sobre um cronograma para definir ate 2009 os termos do novo regime global de mudanças climáticas, que devera entrar em vigor logo após 2012, fim do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto.

“Há pouca movimentação para apresentar a proposta do roteiro, e isso cabe ao país-sede. Tomara que não fique para a última hora, quando os ministros chegarem”, apontou Serra.

Na avaliação do diretor de campanhas da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, Marcello Furtado, é cedo para definir quais serão os resultados desta COP, mas, segundo ele, o andamento das negociações está abaixo da urgência por respostas que o problema das mudanças climáticas demanda.

“A impressão é que os países em desenvolvimento estão participando mais ativamente que os países ricos, que seriam os diretamente envolvidos com o objetivo da reunião, que é decidir o futuro do regime de controle de emissões a que eles próprios atualmente estão submetidos”, comentou.

“Pode-se dizer que as intervenções mais claras até agora foram do grupo das pequenas ilhas. Claro: com a elevação do nível do mar, elas perderão seus territórios. Parece que os países ricos leram as conclusões do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas], mas esqueceram no dia seguinte”, acrescentou.

Reunidos nos chamados “grupos de contato”, nos próximos dias, os representantes dos países discutirão assuntos-chave das negociações para preparar propostas e costurar acordos antes do inicio da etapa ministerial da COP, que começará na quarta-feira (12). A diminuição de emissões de gases de efeito estufa pela redução de desmatamento será um dos temas centrais dessa etapa.

Antes de viajar para Indonésia, ministro critica conduta ambiental de países desenvolvidos

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, embarca hoje (5) para a Indonésia, no sudeste asiático, para participar da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), que ocorre em Bali.

Junto com ele também vão a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e o ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia). O encontro internacional, que termina no próximo dia 13, reúne representantes de190 países desde segunda-feira (3).

Antes da viagem, Amorim fez uma crítica aos países desenvolvidos que, segundo ele, tratam as questões ambientais com duas faces.

“Uma, de bom moço, de quem promove causas benéficas para o mundo. Outra, que em geral fica escondida, é a face protecionista, a face de quem quer apenas obter mais lucro com a venda de seus produtos”.

Segundo o ministro, esses países não abrem seus mercados para os produtos que beneficiariam os países em desenvolvimento ao mesmo tempo que dizem defender o objetivo do meio ambiente e da mudança climática no mundo.

Para Amorim, esses países precisam manter coerência sobre os interesses defendidos tanto em Bali quanto na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Conferência de Bali é ponto de partida para processo negociador, diz Celso Amorim

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que, na 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), o Brasil vai mostrar o que tem feito e dizer o que está disposto a fazer para contribuir para a redução de fatores que levam ao aquecimento global, inclusive no que diz respeito à redução daqueles gerados pelos desmatamentos.

Ele embarca ainda hoje (5) para Bali, na Indonésia, onde, até o dia 14, ocorre o evento internacional. Na avaliação do ministro, as propostas apresentadas pelos 190 países participantes terão um tempo de maturação.

“Bali é um começo, não é o fim em si mesmo. Será ponto de partida para um processo negociador”, disse, acrescentando que isso deve incluir o etanol e os biocombustíveis.

O Brasil, acrescentou, não poderia ficar de fora desse debate. “Não faz sentido conversar sobre os fatores de redução do efeito estufa sem discutir as altas tarifas impostas ao etanol ou os subsídios dados à produção em países ricos, que criam problemas para eles mesmos, porque encarecem os preços dos alimentos”.

Segundo ele, será uma discussão fundamental, na medida em que vai confrontar países defensores do meio ambiente que mantém práticas incompatíveis com a preservação ambiental.

“Não só através das taxas e subsídios absurdos, mas também quando tentam, por todos os meios, forçar que países como o Brasil sejam importadores de lixo ou pré-lixo”.

No sábado (8) e no domingo (9), Amorim de um fórum sobre mudanças no modelo de desenvolvimento econômico, de modo a ajudar os países mais pobres e que contribuam para reduzir as emissões de carbono. O convite foi feito pela ministra do Comércio da Indonésia.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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