Al Gore fala sobre aquecimento global

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Al Gore fala sobre aquecimento global

O ex-vice-presidente democrata dos Estados Unidos Al Gore declarou neste sábado, durante uma palestra em Barcelona, que a luta contra a mudança climática é tão importante quanto combater o terrorismo e propôs que o dinheiro gasto na Guerra do Iraque seja empregado na defesa do meio ambiente.

Esta é mais uma excelente crítica realizada por Gore sobre o aquecimento global. Não resta dúvida que enquanto se investe muito em armamento bélico com objetivo de se conquistar territórios, recursos naturais como petróleo, intervir em forças de destruição em massa ou simplesmente demonstrar poder, muito se perde ao deixar de realizar pesquisas para fontes alternativas de energia.

Estabelecemos até um paradoxo, pois se ao invés de os EUA realizassem guerras para obter territórios com grande armazenamento de petróleo, diminuindo a utilização de combustíveis fósseis, utilizasse o mesmo dinheiro investindo em energias limpas para substituir fontes de combustíveis fósseis, além de estar contribuindo para o meio ambiente, poderia passar a ter um lucro maior com fontes que exigiriam menor gasto em manutenções (combustíveis renováveis), e não haveria desastrosas guerras.

Caso a utilização de combustíveis fósseis nos EUA continuem no acelerado ritmo atual, que fará com que em menos de 45 anos os níveis de CO2 dobrem, segundo a comunidade científica do mundo, será uma catástrofe.

Segundo Gore, o terrorismo não é a única ameaça aos EUA, destacou a atual situação de diferentes geleiras, além de casos como as neves do Kilimanjaro e as coberturas árticas, que estão desaparecendo por causa do aquecimento global e para citar problemas do aumento da temperatura que poderiam atingir o país caso nada seja feito, definiu como hipótese de se ocorresse o derretimento de uma parte da Groelândia os efeitos sobre Manhattam seriam em proporções muito piores do que o atentado de 11 de setembro de 2001, já que as águas invadiriam severamente cidades litorâneas provocando prejuízos materiais arrasadores e irreparáveis perdas humanas.

Estabeleceu também que a crise ambiental leva ao desaparecimento de enormes massas de gelo do Himalaia, o que poderia ameaçar rios como o Ganges ou o Amarelo e a cordilheira é fonte de recursos para 40% da população do mundo. E acrescentou ainda que o ser humano está diante de uma verdadeira grande guerra. “Nossa civilização contra a Terra”. Na verdade, não é contra a Terra que devemos lutar. Temos de lutar contra os próprios homens que vivem no planeta e tanto degradaram o meio ambiente, fazendo com que originassem grandes problemas naturais.

“Depois do Katrina em Nova Orleans, quase 150 mil cidadãos não puderam voltar a suas casas, e me envergonho de como esta crise foi administrada. Muitos pensam que com o Katrina começou o período das conseqüências do aquecimento global”. Gore ainda ironizou, dizendo que “não podemos falar de colonizar outros planetas quando somos incapazes de esvaziar Nova Orleans”.

Lutar contra a mudança climática não é uma questão política. É uma questão ética. É moral. Se permitirmos isto, o dano ao planeta será tão grande que destruiremos cegamente nossa civilização e o futuro de nossos filhos, temos de mudar.

Al Gore participou do I Encontro Internacional de Amigos das Árvores, que terminou ontem em Barcelona e que promove a iniciativa de plantar 100 milhões de árvores na Espanha para frear a desertificação. Apesar de o plantio de árvores não ser a única solução, se for executado de maneira adequada, bem planejada, é parte da ajuda para as mudanças climáticas.

Com o aumento da temperatura, aqueceram-se também as águas dos oceanos e isto, segundo cientistas, provoca fenômenos extremos como ciclones, furacões ou tornados, que aumentaram sua potência em 50% por causa do aquecimento global. Para Gore, só será possível lutar contra a destruição em escala global se os Estados Unidos assinarem o Protocolo de Kyoto e houver uma ação internacional contra o aquecimento do planeta. As companhias de seguros perderam juntas US$ 1 bilhão pelos desastres naturais e estão entre as regiões que correm mais perigo com o aquecimento global a África e a Amazônia.

Para concluir Gore defendeu uma ação conjunta para conter a mudança climática, ou seja, a idéia que nós, idealizadores do projeto AmaNatureza defendemos, de reunir o maior número de indivíduos possíveis que querem mudar esse problemático quadro de degradação ambiental e através de uma alta estatística de participação, pressionar autoridades brasileiras e até (principalmente) grandes líderes mundiais, a realizarem mudanças urgentes em prol ao meio ambiente para frear as mudanças climáticas. Para isso, precisamos de muita colaboração, pois não é com um pequeno número de pessoas que conseguiremos chamar a atenção para minimizar os impactos ambientais.

Para participar do projeto AmaNatureza, basta acessar nossa página de cadastro, clicando aqui, e preenchendo seu nome e e-mail em um rápido formulário, e não se preocupe pois seus dados estarão seguros, sem divulgação a terceiros, e será utilizado como estatísticas informando que mais uma pessoa está participando do projeto AMA.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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