Amazonas discute gerenciamento de recursos hídricos

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Amazonas discute gerenciamento de recursos hídricos

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

O gerente do Conselho Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Marley Mendonça, disse que o grande desafio do Brasil diante do tema água é garantir a definição de uma política para gestão dos recursos hídricos, considerando as diferenças entre os estados. Para ele, a discussão desse tema na região é mais do que simbólica, é estratégica.

Mendonça participou nesta semana, em Manaus, do 1º Fórum das Águas, que discutiu o gerenciamento dos recursos hídricos no Amazonas. Nas próximas semanas, um documento contendo sugestões e as principais informações levantadas durante o encontro será preparado para ser encaminhado aos governos federal, estaduais e municipais.

“Não podemos repetir erros históricos sob pena de perdermos essa abundância. A legislação atual que estabelece a política nacional de recursos hídricos foi feita para situações de escassez e de conflito para uso da água. No caso da Amazônia, esse não é um problema. Esta é uma região estratégica, mas o que está faltando a essa área é qualidade e distribuição adequada da água”, afirmou Marley Mendonça em entrevista à Agência Brasil.

O representante do ministério lembrou que a Amazônia é a maior região hidrográfica do mundo e que o Brasil está na vanguarda da gestão dos recursos hídricos. De acordo com Mendonça, a cada oito copos de água doce no mundo, um está no Brasil. Para ele, é preciso unir a gestão dos recursos hídricos com a preservação ambiental.

“A política de recursos hídricos não pode ser desenvolvida em paralelo às políticas ambientais. A necessidade do envolvimento dos municípios, por isso, é cada vez maior”.

O diretor da Rede Hidrometeorológica da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Franca, ressaltou que o envolvimento das autoridades municipais, estaduais e federais também será fundamental nesse processo de aperfeiçoamento da gestão dos recursos hídricos.

“O mundo vive atualmente na década da água. A discussão que queremos travar é para saber que modelagem particular vamos trazer para discutir os rios da Amazônia e a representatividade das diferentes partes da sociedade”.

Uma das organizadoras do evento, a deputada federal Rebecca Garcia (PP) explicou que um dos resultados do fórum será um documento contendo informações para incentivar a promoção de políticas públicas relacionadas à questão da água. Ela destacou a importância documento para a promoção dessas políticas.

“Cada representante do Poder Público municipal, estadual e federal que participou do evento vai ajudar a encaminhar essas propostas. Queremos

mostrar a necessidade de repensar a questão da água no Amazonas. Essa discussão antecede problemas que podem ser evitados como a poluição

total de um rio”, disse a deputada.

Entre as diretrizes da política nacional de recursos hídricos estão a utilização racional das águas com vistas ao desenvolvimento sustentável e a garantia, à atual e às futuras gerações, da necessária disponibilidade da água. Nesse cenário, a Amazônia ocupa posição de destaque, já que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Bacia Amazônica detém 14% dos rios brasileiros. A região hidrográfica amazônica ocupa 3,870 milhões de quilômetros quadrados de extensão, ou seja, 45,3% do território nacional, onde vivem aproximadamente 8 milhões de pessoas.

Agência Brasil

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