Amazônia perdeu 541 quilômetros quadrados de floresta em outubro

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Amazônia perdeu 541 quilômetros quadrados de floresta em outubro

ONGs criticam proposta de ministério e deixam negociação sobre Código Florestal

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Nove organizações não-governamentais ambientalistas se retiraram da negociação sobre mudanças no Código Florestal, que vinham sendo discutidas com os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e parlamentares. O motivo da discórdia, segundo as ONGs, foi uma proposta apresentada pelo ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes, que reduz drasticamente a proteção das áreas de conservação em nome do agronegócio.

O pacote, que teria sido acordado com a Frente Parlamentar da Agricultura e apresentado esta semana, propõe “anistia” para propriedades irregulares em áreas de preservação ocupadas até 31 de julho de 2007, a redução da área de reserva legal (percentual de floresta que deve permanecer intacto em imóveis rurais) e a possibilidade de recomposição da mata nativa com espécies exóticas, como o dendê, entre outros.

Na avaliação das organizações ambientalistas, entre elas o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA) e a TNC, a proposta é “uma verdadeira bomba-relógio” para a biodiversidade.

“Não é possível discutir e negociar com um ministério que, em detrimento do interesse público, se preocupa apenas em buscar anistias para particulares inadimplentes. O processo de negociação deve ser vinculado à obtenção do desmatamento zero”, afirmam as ONGs em manifesto.

Em nota, o Ministério da Agricultura negou que tenha pleiteado anistia para os desmatadores. “Esse tema não consta na pauta de discussão do grupo de trabalho”. No comunicado, a pasta informa que “defende o desmatamento zero”, mas pede mais flexibilidade nas discussões.

“A defesa ambiental exige uma posição protecionista mais rígida. Isso não pode impedir, porém, que sejam ignoradas as áreas agrícolas consolidadas, sem encontrar formas de flexibilização do uso do solo”, de acordo com a nota.

O grupo de trabalho deve se reunir na próxima semana para mais uma etapa de negociação, dessa vez sem os representantes da sociedade civil. Quaisquer que sejam as mudanças sugeridas, o texto precisa passar por votação no Congresso Nacional.

 

Amazônia perdeu 541 quilômetros quadrados de floresta em outubro

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O desmatamento na Amazônia em outubro atingiu 541 quilômetros quadrados de floresta, área equivalente à metade do município do Rio de Janeiro. O número é 8% menor que o registrado em setembro, quando os satélites identificaram 587 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas. Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados ontem (5) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Mato Grosso, Pará e Rondônia foram responsáveis por 90% do desmatamento da floresta no período. Pelo segundo mês consecutivo, Mato Grosso lidera a lista de maiores desmatadores, com 233 quilômetros quadrados, 43% do total. As motosserras do Pará foram responsáveis por outros 218 quilômetros quadrados de desmate, o que garantiu ao estado o segundo lugar em devastação em outubro. Rondônia aparece em seguida, com 36 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas.

De acordo com o relatório do Inpe, a cobertura de nuvens sobre a região pode ter encoberto a visualização de mais desmatamentos. Por causa das condições de visibilidade, os satélites deixaram de verificar 33% da Amazônia Legal em outubro. “Estados como o Amapá, e parte do Amazonas e Pará, por exemplo, não puderam ser monitorados adequadamente, pois apresentaram um alto índice de cobertura de nuvens no período”, indicou o Inpe.

Por causa do aumento da intensidade de nuvens na Amazônia, previsto para os próximos meses, o Inpe vai interromper a divulgação dos dados do Deter. “Todos os dados apurados pelo Deter neste período serão publicados até o final de fevereiro [de 2009], assim como o respectivo relatório de avaliação”, informou o instituto.

A medição do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. O sistema serve de alerta para as ações de fiscalização e controle dos órgãos ambientais.

Agência Brasil

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