Amazônia requer do governo “empolgação” igual à do pré-sal

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Amazônia requer do governo “empolgação” igual à do pré-sal

Na Semana da Amazônia, Greenpeace faz protesto contra queimadas

Da Agência Brasil

A organização não-governamental (ONG) Greenpeace faz manifestação hoje (3), às 9h30, na Praça dos Três Poderes, para pedir ações imediatas do governo contra o desmatamento e o uso de queimadas como prática agrícola na Amazônia.

Na semana passada, a organização registrou desmatamentos e queimadas ilegais realizadas sistematicamente no interior e no entorno das Unidades de Conservação (UCs) ao longo da BR-163, no Pará, e no norte de Mato Grosso. Durante o mês de agosto, foram observados 5.754 focos de calor na Amazônia, dos quais 341 em unidades de conservação e 515 em terras indígenas.

As atividades da Semana da Amazônia, promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente, continuam hoje. Às 15h, será aberto um encontro, no auditório do ministério, com palestra sobre Políticas para as Áreas Protegidas. Às 16h30, o tema do debate será Políticas Indigenistas e Meio Ambiente.

 

Ativistas do Greenpeace pedem fim do desmatamento na Amazônia

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Ativistas da organização não-governamental (ONG) Greenpeace fizeram hoje (3) manifestação em frente ao Palácio do Planalto pedindo o fim das queimadas e do desmatamento na Amazônia. Os manifestantes usavam roupa de bombeiro e carregavam faixa com a reivindicação. Eles tentaram subir a rampa do palácio, mas foram impedidos pelos seguranças.

O grupo protocolou a entrega de roupas e capacetes de bombeiro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de uma carta pedindo o fim do desmatamento. O grupo vai protocolar também a entrega de roupas de bombeiro aos ministros Alfredo Nascimento, dos Transportes, e Reinhold Stephanes, da Agricultura. Eles vão entregar ainda um relatório com imagens feitas durante o mês de agosto no interior de Unidades de Conservação em terras indígenas, na área da BR-163, no Pará e em Mato Grosso, mostrando queimadas e a exploração ilegal de recursos naturais nessas regiões. O documento será entregue ao Ministério Público Federal, no Pará, e ao Ministério do Meio Ambiente, entre outros órgãos.

 

Amazônia requer do governo “empolgação” igual à do pré-sal, reclama Greenpeace

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O planejamento e a execução de ações de crescimento sustentável para a Amazônia deveriam ser tão prioritários para o governo quanto a exploração do petróleo nas recém-descobertas reservas da camada do pré-sal. A reclamação foi feita hoje (3) pelo coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace, Marcio Astrini.

“O que a gente gostaria de ver é essa mesma empolgação com relação à Amazônia, que é um mundo sem fim e ainda inexplorado que o Brasil poderia explorar”, apontou.

Astrini criticou a falta de ações mais diretas e específicas para aproveitamento do potencial científico e econômico da região, se explorada de forma sustentável.

“O que a gente gostaria de ver é a Amazônia não só servindo como tema de debate ambiental e de manifestações, mas de ver um plano do governo dizendo o seguinte: aqui nessa região da Amazônia, nós vamos desenvolver a extração de madeira responsável, aqui nessa região vamos ter o desenvolvimento de pesquisa e, nessa outra, de ecoturismo, por exemplo”, listou em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O Greenpeace realizou hoje uma manifestação para entregar a representantes do governo um relatório com dados e imagens de queimadas registradas no período da seca em áreas próximas à BR-163, no Pará, e no norte de Mato Grosso.

A organização pede o fim do desmatamento ilegal na região que, segundo Astrini, corresponde a mais de 90% da retirada de cobertura florestal da região, ou seja, menos de 10% da madeira derrubada obedece planos de manejo ou é retirada com autorização.

“A floresta tem muito a oferecer ao país, mas se permanecer em pé, não desmatada da forma como está sendo. Uma hora ela vai acabar e a extinção não tem volta”, afirmou.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam queda do desmatamento da floresta em julho. No entanto, a consolidação dos dados da devastação entre agosto de 2007 e agosto de 2008 deverá ser superior aos anos anteriores.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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