Amazônia terá postos de vigilância fixos para combater desmatamento ilegal

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Amazônia terá postos de vigilância fixos para combater desmatamento ilegal

Amazônia terá postos de vigilância fixos para combater desmatamento ilegal, diz Tarso

Lana Cristina
Repórter da Agência Brasil

O governo federal instalará dez postos fixos de vigilância no polígono compreendido por municípios do Pará, Rondônia e Mato Grosso, estados onde foi maior o desmatamento da Floresta Amazônica em 2007.

O objetivo é coibir o desmatamento, o crime, o tráfico de drogas e o contrabando de material genético proveniente da floresta.

A área de atuação será a mesma da operação Arco de Fogo, uma ação integrada de combate ao desmatamento ilegal.

A informação foi dada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ao participar hoje (6) de entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação.

“Vão convergir para lá elementos da Força Nacional, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, além de contingentes do estado e fiscais do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], para fazer um trabalho multidisciplinar permanente na região. Isso para que o estado ocupe aquela região e não seja ocupado pelo delito, pela destruição da nossa floresta e até pela utilização criminosa da biodiversidade”, explicou.

Segundo o ministro, a operação Arco de Fogo, integrada por fiscais do Ibama, Polícia Federal e agentes da Força Nacional, transcorre bem e será mantida por mais um tempo. “As informações que eu tive ontem é que as operações se desenvolvem normalmente e ainda se desenvolverão nesse ritmo por um certo tempo”, disse.

 

Governadora do Pará anuncia medidas para geração de renda no município de Tailândia

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, anunciou nesta quinta-feira (6), em Belém, uma série de medidas que visam criar – no curto prazo de tempo – alternativas para de geração de renda para a população de Tailândia, no nordeste do estado. Uma grande operação (Operação Arco de Fogo) no município contra madeireiras ilegais provocou o desemprego para milhares de trabalhadores.

Batizado de Plano Tailândia, o conjunto de medidas inclui ações como a agilização dos processos para regularização fundiária; a emissão de licenças ambientais pendentes; o apoio ao seguro-desemprego e investimentos adicionais para o município da ordem de R$ 12 milhões, a serem utilizados em frentes de trabalho, pavimentação, arborização e limpeza urbana, entre outros.

Ana Júlia também assinou um decreto para formalizar o ordenamento fundiário no interior do estado e a inclusão do município de Tailândia como prioridade.

Segundo a governadora, o Banco Mundial será parceiro nos investimentos para organização fundiária. Serão aplicados R$ 4 milhões na atividade.

“Associado a isso, a Secretaria de Meio Ambiente promove, há duas semanas, uma força-tarefa para liberar planos de manejo objetivando a extração legal de madeira. Muito em breve vamos reverter a situação atual de Tailândia e reorientar de forma positiva o período produtivo da cidade”, informou a governadora.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Madeireira, Movelaria e Construção Civil de Tailândia, Tomeaçu e Concórdia do Pará (Sitrimotoc), mais de 8 mil trabalhadores que atuam no setor madeireiro ficaram desempregados com a operação contra as madeireiras e o desmatamento ilegais.

O secretário de Governo, Cláudio Puty, disse que quem trabalha legalmente terá garantido todos os seus direitos.

Ele informou que o reflorestamento do município está previsto no Plano Tailândia. “Também criamos um centro de produção de mudas. Trata-se de um laboratório que vai permitir a geração de renda a partir do reflorestamento desta área. O fundamental disso tudo é que novos investimentos estão vindo para Tailândia exatamente porque nós conseguimos comprovar que a produção madeireira pode ser gerada na legalidade e que a presença do estado também irá contribuir para redução dos índices de violência. Percebemos que apesar de tudo, há um desejo da população de atuar na legalidade. Eles perceberam que atuar na ilegalidade não é uma alternativa e que isso é uma coisa ruim para o Pará e para a indústria paraense”, disse Puty.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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