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Ambientalistas criticam conceito de desenvolvimento sustentado

Sábado, 05 de Abril de 2008
Categoria(s): Desenvolvimento sustentável, Economia, Impacto Ambiental, Notí­cias
|-> Publicado por: Maurí­cio Machado

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

A professora de sociologia e antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Andréa Zhouri, disse hoje (5) que “não se pode falar em desenvolvimento sustentado apenas do ponto de vista do crescimento econômico, sem a respectiva preocupação com a proteção ambiental e com a igualdade social”. Segundo ela, o que se pratica hoje é o conceito de “desenvolvimento a qualquer custo”, por imposição da força econômica.

Andréa Zhouri coordenou nesta semana, em Belo Horizonte, o 1º Seminário Nacional sobre Desenvolvimento e Conflitos Ambientais. Segundo ela, durante o encontro, pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento humano debateram, “de forma crítica e inovadora”, o conceito de desenvolvimento sustentável.

Em entrevista à Agência Brasil, ela afirmou que a exploração econômica, como se dá atualmente, “não tem favorecido as populações mais fragilizadas, que não têm sequer o direito de decidir seus próprios destinos”. Citou, principalmente, as comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas, que são as mais afetadas nos conflitos ambientais e “pagam custo social muito alto”.

Como exemplos de desrespeito ao meio ambiente, a professora enumerou a criação de camarão em cativeiro (carcinocultura), que prejudica seriamente os manguezais do Nordeste e tira o sustento das comunidades que vivem da pesca de caranguejo; a política agroenergética do governo, que estimula monoculturas de cana-de-açúcar e eucalipto; bem como a construção de grandes represas para produção de energia elétrica, que obriga o deslocamento de comunidades inteiras do seu habitat natural.

Andréa Zhouri lembrou, entre os debates feitos atualmente nesse sentido, a transposição das águas do Rio São Francisco para perenizar rios do Nordeste. Para ela, a transposição vai atender projetos do agronegócio, e “as populações mais pobres não serão beneficiadas”.

Durante o seminário na capital mineira, foram discutidas ainda questões como poluição industrial e uso de agrotóxicos que, na opinião da professora, têm se constituído em graves problemas de saúde para as populações. Outro tema foi o das usinas de produção de álcool no interior de São Paulo, que provocam nuvens de fuligem, decorrentes da queima de cana-de-açúcar, e dão exemplo de desenvolvimento econômico predatório.

Andréa Zhouri disse que o próximo seminário nacional para dar seqüência a essas discussões será realizado em Fortaleza, em 2010.

Agência Brasil



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