Análise da Reunião dos G8

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Análise da Reunião dos G8

06 de junho de 2007 – 09:13

Proposta de Bush para clima é retrocesso, dizem ambientalistas

Presidente sugere que os maiores poluentes se unam no combate ao aquecimento antes de 2009

BBCBrasil.com

WASHINGTON – As principais entidades ambientalistas americanas acreditam que a proposta que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, levará para a reunião do G8 na Alemanha representa um retrocesso e uma distração.

O líder americano propôs que os 14 maiores poluentes se unam em uma nova proposta mundial para combater a mudança climática, até o final de 2008.

As discussões sobre a redução de gases causadores do aquecimento global devem dominar a reunião do grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, na cidade alemã de Heiligendamm, que começa nesta quarta-feira, 6.

´´Todos esses países viriam a Washington e discutiram o que eles pretendem fazer espontaneamente. É um grande passo para trás em termos de discussões sobre o aquecimento global e de cronogramas já estabelecidos pela ONU para reduzir emissões de gases poluentes´´, diz John Coequyt, especialista em energia do Greenpeace, em Washington.

No entender de Janet Larsen, diretora de pesquisas do instituto ambiental Earth Policy Institute, a proposta de Bush é uma distração. ´´Os Estados Unidos tentam desviar a atenção do mundo dos objetivos ambiciosos estabelecidos pelos países europeus, sob a liderança de Angela Merkel.´´

Proposta descartada

Bush já descartou adotar a proposta européia, apresentada pela chanceler alemã, que estabelece uma meta para evitar que as temperaturas globais aumentem em 2 graus acima dos níveis anteriores à industrialização.

Para alcançar esta marca, o bloco europeu planeja até 2050 cortar emissões abaixo dos níveis de 1990. Os países da Europa querem que as negociações se dêem sob os auspícios da ONU.

Além de colocar o projeto europeu de lado, Bush ainda afirmou que as nações mundiais deveriam chegar a uma meta para a emissão de redução de gases causadores do aquecimento global até o final de 2008.

Opção

´´Tudo o que ele diz é: ´Sigam-me´, em algum plano ainda a ser divulgado. O resto do mundo tem toda razão de desconfiar dessa proposta. Mesmo porque outros haviam proposto soluções verdadeiras e ele as descartou sem motivo´´, afirma Dan Becker, diretor do programa de aquecimento global do Sierra Club, o maior e mais antigo grupo ambientalista dos Estados Unidos.

Para Becker, ao eliminar as propostas internacionais, o líder americano opta por medidas polêmicas, de alto custo e de baixo aproveitamento energético, como a de investir em energia nuclear e construir usinas movidas a ´´carvão limpo´´.

´´O que precisamos é de energia renovável, de automóveis que façam uso mais eficaz de energia. O aproveitamento energético é sete vezes mais vantajoso, do ponto de vista econômico, do que a tecnologia nuclear´´, afirma Becker.

EUA x China

O líder americano costuma justificar a não ratificação do Protocolo de Kyoto e a não aceitação de propostas que imponham aos Estados Unidos a redução de emissões de gases poluentes argumentado que as principais potências emergentes, como a Índia e a China, deveriam ter de acatar as mesmas regras. Os ambientalistas descartam essa hipótese.

´´Os Estados Unidos continuam a apontar a China como sendo o principal problema. Mas não há dúvida de que os Estados Unidos são o principal problema. A emissão de gases poluentes per capita gerada pelos dos chineses representa apenas uma mera fração da emissão americana´´, diz John Coequyt.

De acordo com Janet Larsen, ao não aceitar quaisquer metas de redução de poluentes, os Estados Unidos também prestam um mau exemplo para a China. ´´A China agora adota uma postura semelhante à nossa. Eles divulgaram um plano recentemente no qual também descartam a imposição de reduções de emissões.´´

Desfecho do G8

Os ambientalistas são céticos de que alguma proposta de peso em relação à política saia da reunião do G8. “As reuniões do G8 costumam funcionar desta forma: um país se opõe e obriga todas as negociações a serem reescritas. O que poderá acontecer é que os países que têm sentimentos fortes a respeito do tema poderão provocar uma confrontação, mas, no final, os Estados Unidos deverão sair do encontro com o texto que querem´´, diz John Coequyt.

Dan Becker acredita que Bush está tentando postergar a necessidade de tomar uma atitude em relação ao aquecimento global. Ele crê que Bush poderá ser forçado a agir devido à pressão da opinião pública americana e à ação do Congresso, que deverá apresentar um projeto sobre energia na próxima semana. Mas crê que essas ações ocorreriam de médio a longo prazo.

´´Não estou otimista que o presidente queira solucionar o problema do aquecimento global. No curto prazo, não creio que ele irá tomar qualquer ação concreta´´, afirma.

Estado de S. Paulo

No entender de Janet Larsen, diretora de pesquisas do instituto ambiental Earth Policy Institute, a proposta de Bush é uma distração. ´´Os Estados Unidos tentam desviar a atenção do mundo dos objetivos ambiciosos estabelecidos pelos países europeus, sob a liderança de Angela Merkel.´´

(…)

“Dan Becker acredita que Bush está tentando postergar a necessidade de tomar uma atitude em relação ao aquecimento global. Ele crê que Bush poderá ser forçado a agir devido à pressão da opinião pública americana e à ação do Congresso, que deverá apresentar um projeto sobre energia na próxima semana. Mas crê que essas ações ocorreriam de médio a longo prazo”.

O que vários entenderam como uma comemoração aos EUA se incluírem pela primeira vez a favor do clima pode ser para desviar de metas ambiciosas em relação ao aquecimento global. Pois devido a tanta pressão, Bush teria de tomar alguma atitude, mas foi esta idéia aparente de desviar as verdadeiras metas concretas.

“Bush já descartou adotar a proposta européia, apresentada pela chanceler alemã, que estabelece uma meta para evitar que as temperaturas globais aumentem em 2 graus acima dos níveis anteriores à industrialização”.

(…)

O líder americano costuma justificar a não ratificação do Protocolo de Kyoto e a não aceitação de propostas que imponham aos Estados Unidos a redução de emissões de gases poluentes argumentado que as principais potências emergentes, como a Índia e a China, deveriam ter de acatar as mesmas regras. Os ambientalistas descartam essa hipótese.

´´Os Estados Unidos continuam a apontar a China como sendo o principal problema. Mas não há dúvida de que os Estados Unidos são o principal problema.“

De acordo com Janet Larsen, ao não aceitar quaisquer metas de redução de poluentes, os Estados Unidos também prestam um mau exemplo para a China. ´´A China agora adota uma postura semelhante à nossa. Eles divulgaram um plano recentemente no qual também descartam a imposição de reduções de emissões.´´

Os americanos não devem esperar pelos chineses para adotar metas de redução, e sim devem iniciar para servir como exemplo e mais pressão a outros países que ainda não aderiram a essas metas. Caso contrário, haverá um impasse que nunca será solucionado, já que China e Índia, por exemplo, estão aguardando os EUA a aceitarem metas de redução para assim passarem a contribuir, e os EUA querem que primeiro China e Índia aceitem esse acordo para depois decidirem se irão aceitar.

Quarta, 6 de junho de 2007, 06h37 Atualizada às 09h57

EUA: G8 não vai estabelecer limites para emissões

O comunicado final da cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) não incluirá limites específicos para a emissão de gases do efeito estufa, como queria a chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje um alto funcionário dos Estados Unidos.

“Até tivermos todas as partes sentadas à mesa, não haverá uma meta” para reduzir esses gases, disse hoje Jim Connaughton, o principal assessor ambiental do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Em declarações aos jornalistas em uma das salas de imprensa da cúpula, localizada na cidade de Rostock, Connaughton descartou que os EUA venham a ceder à insistência alemã de que o G8 se comprometa durante a cúpula a limitar o aquecimento global através de objetivos precisos.

Merkel propôs que os países do G8 prometam tomar medidas para que a temperatura mundial aumente apenas dois graus centígrados no máximo, antes de começar a cair. Para alcançar esse objetivo, em 2050, as emissões dos gases que provocam o aquecimento global deveriam ser a metade que o volume registrado em 1990, segundo os especialistas.

No entanto, os EUA – o país que mais polui no mundo – não apóiam a idéia. “Os Estados Unidos não concluíram seu próprio processo para decidir qual deveria ser a meta a longo prazo, portanto, neste momento, não estamos preparados para adotar essa proposta”, disse Connaughton.

Na semana passada, Bush aceitou pela primeira vez a idéia de colocar um limite para as emissões mundiais de gases que causam o aquecimento global, mas quer que essa meta seja definida apenas após 18 meses de conversas lideradas por seu país.

“Os Estados Unidos poderiam colocar um limite para suas emissões, junto com a Europa, mas, se os outros países importantes não fizerem parte dessa equação, nossas indústrias que usam muita energia se transferirão para esses outros países”, disse. Isso provocaria perdas econômicas, problemas sociais e aumentaria as emissões nos países receptores das empresas, disse Connaughton.

O assessor de Bush afirmou que as negociações propostas pela Casa Branca, com a participação de “entre 10 e 15” países, não funcionariam à margem da ONU, que no final de ano começará o debate sobre um pacto para suceder o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não entender por que são necessárias negociações paralelas organizadas pelos EUA, quando já existe o fórum das Nações Unidas.

O Brasil é um dos países que Connaughton mencionou como possíveis participantes, apesar de Lula ter afirmado esta semana que Washington não entrou em contato com o Governo brasileiro sobre o assunto.

EFE

Merkel propôs que os países do G8 prometam tomar medidas para que a temperatura mundial aumente apenas dois graus centígrados no máximo, antes de começar a cair. Para alcançar esse objetivo, em 2050, as emissões dos gases que provocam o aquecimento global deveriam ser a metade que o volume registrado em 1990, segundo os especialistas.

No entanto, os EUA – o país que mais polui no mundo – não apóiam a idéia. “Os Estados Unidos não concluíram seu próprio processo para decidir qual deveria ser a meta a longo prazo, portanto, neste momento, não estamos preparados para adotar essa proposta”, disse Connaughton.

Como vimos, os EUA não apóiam as ambiciosas metas de redução estabelecidas a longo prazo por informarem que ainda não estão preparados já que suas indústrias que precisam de muita energia, irão se transferir a outros países que não tem metas de redução na emissão de gases poluentes. Porém isto não é um fato a ser analisado desta maneira, pois os EUA deveriam investir em fontes alternativas de energia de modo que toda produção industrial continuasse mas sem prejudicar o meio ambiente com a emissão de gás carbônico ou outros gases que podem intensificar o efeito estufa e desregular o clima.

E na verdade, como vamos ver na notícia abaixo (publicada hoje, um dia após a notícia anterior “EUA: G8 não vai estabelecer limites para emissões”), foram aceitas as metas propostas pela chanceler alemã, Angela Merkel, para estabelecer limites nas emissões de gases poluentes, mas o que não foi definido especificamente é como cada país irá contribuir para atingir essas metas.

Quinta, 7 de junho de 2007, 10h29 Atualizada às 11h15

G8 ignora EUA e fixa meta para reduzir emissões

Os países do G8 concluíram um acordo pelo qual se comprometem a reduzir à metade as emissões de gases que provocam o efeito estufa antes de 2050, anunciou nesta quinta-feira a chanceler alemã Angela Merkel. Mais cedo o presidente dos EUA, George W. Bush rejeitou fixar uma meta de redução.

“Em termos de alvos, concordamos com uma linguagem clara que reconhece que os aumentos nas emissões de CO2 devem primeiro ser interrompidos e depois seguidos por reduções substanciais”, disse Merkel a repórteres durante a reunião no balneário de Heiligendamm.

Segundo ela, os países do G8 concordaram em “considerar” a meta dela de um corte de 50% nas emissões até 2050. Mas os líderes não parecem ter se comprometido a metas específicas.

Os EUA vinham resistindo às tentativas de Merkel – que comanda a cúpula – de fixar uma meta específica sobre os cortes necessários aos esforços para combater as perigosas alterações no clima.

EUA x Rússia

Mais cedo, antes do tão esperado encontro cara a cara com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Bush tentou debelar parte das tensões com o país.

Os dois não se reúnem sozinhos desde que Putin acusou o governo Bush, em fevereiro, de tentar impor sua vontade ao mundo e de tentar se tornar o “único mestre” do planeta.

“Repito que a Rússia não é uma ameaça, que os russos não são uma ameaça militar”, afirmou o presidente norte-americano.

O governo russo discorda dos planos dos EUA de construir um escudo de defesa antimíssil que teria parte de seus componentes instalados no Leste Europeu.

Mas o escudo não é o único ponto de desavença – as relações da Rússia com o Ocidente encontram-se em seu pior momento do pós-Guerra Fria. Entre os outros tópicos sobre os quais não há consenso estão várias questões de política internacional (incluindo o Irã e Kosovo) e o envio de ajuda à África.

Segurança

O local da cúpula, um hotel de luxo do século 19, continua cercado por um forte esquema de segurança.

Na quinta-feira de manhã, barcos da polícia afastaram várias embarcações menores do Greenpeace que tentavam romper o cordão de isolamento, abalroando um deles e obrigando seus ocupantes a pularem nas águas do mar Báltico.

Com agências internacionais

Redação Terra

A meta concluída foi a que já havíamos discutido, citando o Japão fortemente apoiador deste projeto, de reduzir pela metade as emissões de gás carbônico na atmosfera até 2050. Não foram definidas metas específicas de como alcançar este objetivo, mas irão investir tecnologias como já abordamos para reduzir a emissão de gases poluentes sem comprometer o desenvolvimento de uma nação. Infelizmente EUA continuam contra essas metas, talvez eles façam modificações internas para conter o aquecimento global, mas nada de ambicioso.

Então devemos continuar pressionando autoridades, não desistir, para que passem a apoiar o meio ambiente. Como vimos, por mais que realizaram protestos, ainda não funcionou, pelo motivo que ainda não há uma grande massa apoiando. Se você não deseja entrar em choque com a polícia, mas deseja agir e manifestar de maneira inteligente, então participe deste projeto, cadastre-se e passe a apoiar esta idéia para pressionar inicialmente que mudanças em benefício ao meio ambiente sejam realizadas no Brasil, e ao ganhar grande repercussão com apoio do maior número de usuários, pressionar também que outros países passem a realizar mudanças radicais para minimizar e conter todos os problemas ambientais.

Agora, resta aguardar pelo último dia da reunião dos G8 (amanhã, 8 de junho), e concluir um fechamento definitivo por todas as idéias abordadas, e quem sabe ainda não teremos algo inesperado para o último dia.

Neste artigo foram analisados os seguintes itens:

Reunião da cúpula dos G8;

Proposta de Bush para aquecimento global;

EUA rejeitam metas ambiciosas para conter aquecimento;

Divergências de idéias para se atingir um acordo sobre o clima nesta reunião;

Se algum dos itens acima não ficou claro ou desenvolvido o suficiente para seu entendimento, informe sobre sua dúvida no formulário de comentário logo abaixo, que iremos detalhar, e se desejar, deixe sua opinião sobre o que achou até o momento do tão esperado encontro dos G8.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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