Análise de Lula X Realidade do país

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Análise de Lula X Realidade do país

Lula diz que Brasil pode ensinar países ricos a reduzir emissão de gases poluentes

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Ao defender, mais uma vez, a produção de etanol e biocombustível, o presidente Luiz Inácio Lula disse que o Brasil tem condições de ensinar aos países ricos como diminuir a emissão dos gases causadores do efeito estufa.

“Estamos apresentando ao mundo uma nova matriz energética na área de combustível. Se o mundo adotar, nós teremos muito menos poluição, muito menos gases expelidos na atmosfera, sobretudo, gás do esfeito estufa. Estou convencido de que o Brasil tem o que ensinar ao mundo desenvolvido como evitar a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou no programa de rádio Café com o Presidente.

Lula comentou o Relatório de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado na semana passada. O documento aponta que as nações ricas são responsáveis por 70% dos gases causadores do efeito estufa, enquanto os países pobres respondem por 2% e as nações em desenvolvimento, como Brasil e Índia, por 28%.

O presidente aproveitou o levantamento das Nações Unidas para voltar a criticar o álcool combustível produzido pelos Estados Unidos, que tem custo mais alto. “O álcool brasileiro limita em até 70% os gases do efeito estufa”. O etanol, com base no milho, reduz apenas 13% e tem custo maior, que é o produzido nos Estados Unidos”, afirmou.

O relatório do Pnud conclama os norte-americanos e europeus a abrirem seus mercados para o etanol brasileiro, além de sugerir a implantação de um imposto sobre a emissão de gases. De acordo com as Nações Unidas, o imposto poderia reduzir outras taxas ou incentivar o desenvolvimento de combustíveis menos poluentes. A estimativa do órgão é de que a cobrança sobre a emissão de CO2 [gás carbônico] pode gerar receita anual de até US$ 265 milhões.

 

Rio de Janeiro emite 56 milhões de toneladas de gás carbônico por ano

Mariana Borgerth
Da Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro emite 56 milhões de toneladas de gás carbônico por ano. O número faz parte de um estudo inédito realizado pela secretaria estadual do Ambiente e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa apontou que a indústria é responsável por 21% das emissões de gases, seguidos pelas indústrias geradoras de energia, com 22%, e o transporte rodoviário, com 16% das emissões de gás carbônico.

Esse gás potencializa o efeito estufa, processo global de aumento da temperatura. Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, esse estudo vai servir como base para dar continuidade às políticas do governo no combate à poluição.

“Esse foi um estudo que vai servir como referência. Atualmente já fazemos captação do gás metano, encontrado no lixo, que depois é transformado em biogás. Além disso, o Rio possui um projeto pioneiro no setor de transporte, o B5. Hoje já existem ônibus circulando com combustível diesel associado a 5% de biodisel. Até 2012, a meta é chegar a 20%”, afirmou o secretário.

Minc também explicou que além desses projetos, as novas construções públicas, como escolas e hospitais, já são obrigadas a possuir sistemas de captação de energia solar e reaproveitamento da água da chuva. O próximo passo é a aprovação de uma lei que possa abranger os novos edifícios privados.

Para a redução da poluição do setor energético, que abastece a indústria, o secretário lembrou da importância de investir em novas tecnologias e na compensação com o uso de energia limpa, como a eólica e de biomassa.

Segundo Minc, esses dados serão apresentados no próximo dia 8 em uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que avalia a mudança climática.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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