Ano Internacional do Planeta Terra

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Ano Internacional do Planeta Terra

Brasil participa em 2008 do Ano Internacional do Planeta Terra

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Diversos eventos estão programados no Brasil no próximo em 2008 em comemoração ao Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT). Instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005, com apoio de 191 países, o Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) vem sendo comemorado em 2007 e continuará em 2009.

O objetivo é chamar atenção do mundo para a importância da difusão e das práticas das Ciências da Terra, visando à sobrevivência do planeta e das populações que o habitam. Essas ciências envolvem conhecimentos desde o núcleo da Terra até a alta atmosfera, conforme explica o representante do Brasil para as comemorações, Carlos Oiti, coordenador-geral das unidades de pesquisa do Ministério de Ciências e Tecnologia (MCT).

Fazem parte dos estudos a Geosfera, que é o solo onde pisamos; a Hidrosfera, onde estão as águas territoriais e oceânicas; a Biosfera, que compreende a vida que existe na terra e a Atmosfera, com o ar e a camada de ozônio.

As atividades sobre os quatro grandes ambientes do Planeta já começaram em janeiro deste ano e vão continuar até dezembro de 2009, com maior concretação no próximo ano. O AIPT vai ser lançado oficialmente em fevereiro, em data a ser definida, na sede da Unesco em Paris, com a presença de chefes de Estado de todo o mundo e de outras autoridades.

Os países que vão participar dos eventos em comemoração ao AIPT realizaram concurso público sobre o assunto escolhendo trabalhos de 350 estudantes entre 18 e 22 anos. São textos, edições de CDs, vídeos, poemas, músicas, pinturas, e desenhos relacionados a dez temas que envolvem as Ciências da Terra. Do Brasil, foram selecionados trabalhos de três estudantes.

Igor Kestemberg Marino, estudante de Geofísica da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou um vídeo sobre oceanos; Francisco Ferreira de Campos, do curso de Ciências da Terra na Unicamp, foi o segundo escolhido, com desenho sobre recursos subterrâneos, principalmente água; e Thamirez Nogueira Magalhães, também da UFF, teve foi vencedor com um desenho sobre mega-cidades.

Alguns dos 350 trabalhos escolhidos vão ter apresentação oral que será transmitida para o mundo inteiro durante o lançamento do Ano Internacional do Planeta Terra.

Os trabalhos premiados do Brasil foram escolhidos entre cinco, acatados em concurso ocorrido em novembro último organizado pelo Comitê Nacional para o AIPT, tendo sido presidido pelo professor Diógenes Campos, da Academia Brasileira de Ciência.

 

Petrobras e Academia Brasileira de Ciências apóiam promoções do ano do planeta

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

No Brasil, as promoções do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) contam com apoio da Petrobras e da Academia Brasileira de Ciências. O Congresso Nacional vai realizar em abril sessão solene, e está previsto um seminário técnico-científico com representantes dos países da América Latina, entre os dias 21 e 25 de abril.

No mês de outubro está programado um Congresso de Geologia sobre o Planeta Terra, e ao longo do ano vão ser realizados diversos outros eventos em diversas capitais, como simpósios e palestras sobre os temas em discussão. Os eventos serão fechados em 2009, no Rio de Janeiro e em Brasília, com encontros de representantes de países de língua portuguesa.

Entre os dez temas mais importantes que envolvem as Ciências da Terra vão estar em enfoque no AIPT as preocupações com as águas subterrâneas que vão ser no final do século a principal fonte de água potável para a humanidade, segundo destaca Carlos Oiti. A partir de 2.025 o consumo será crítico nas chamadas mega-cidades, com mais de 5 milhões de habitantes.

A temperatura da Terra, que poderá se elevar nos próximos 100 anos em até 5 ou 6 graus será outro tema que estará em discussão durante os eventos do AIPT. Oiti lembra que o aumento da temperatura em um ou dois graus, já ocorrido, vem provocando grandes transformações sobre o ambiente da Terra.

Os desastres naturais serão discutidos, nos eventos, com enfoque para os transtornos provocados por furacões e vulcões, deslizamentos de encostas, e a desertificação de áreas extensas, provocada pelo homem. A idéia é “pressionar os poderes políticos do mundo a se preocuparem com a ação humana danosa sobre o planeta que habita”.

O coordenador-geral das unidades de pesquisa do MCT alerta que, daqui para o final do século, 75% da população mundial vai estar concentrada numa faixa de 100 quilômetros do litoral, tendo que conviver com problemas imobiliários, com a contaminação da água subterrânea e com a mistura de água doce à água do mar. A humanidade terá problemas com a alimentação e as condições do planeta vão dificultar o lazer e os esportes.

A energia, que é um bem prioritário da civilização também terá que ser gerada de forma limpa, e esse tema será também muito enfocado. Carlos Oiti lembra outro tema prioritário para o AIPT, que é a qualidade dos solos, que têm sido degradados rapidamente, incorrendo na necessidade de aumento sucessivo do uso de fertilizantes e de corretivos. A discussão dessa questão é de suma importância, segundo lembra, porque envolve a alimentação da humanidade.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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