Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas

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Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas

Encontro sobre mudanças climáticas reafirma ONU como espaço de negociações

Juliana Cézar Nunes
Enviada especial

Líderes em assembléia da ONU

A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e o encontro de alto nível sobre mudanças climáticas devem reafirmar a ONU como o espaço principal de negociações sobre a política internacional de combate às mudanças climáticas.

O tema estará presente na maior parte dos discursos previstos para hoje (25), abertura da nova assembléia, conforme anteciparam os cerca de 70 chefes de Estado e representantes de 150 países convidados pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para um encontro relâmpago sobre aquecimento global.

A dois dias da reunião marcada pelo governo norte-americano sobre o mesmo assunto, em Washington, com representantes de 15 países, o presidente em exercício da União Européia, José Sócrates, defendeu que sejam realizadas iniciativas internacionais e multilaterais para reduzir a emissão de gases poluentes.

“Até mesmo a União Européia precisa ter clareza disso. Estamos preparando um pacote de medidas para apresentar em dezembro, na Convenção de Bali [na Indonésia], em uma postura de contribuição”, enfatizou Sócrates.

“Os Estados Unidos parecem dispostos a facilitar um novo acordo mundial. Mas precisamos ter em mente que a ONU é o fórum mais apropriado para discutir esses desafios e os próximos passos que devemos tomar a partir das regras e ações previstas no Protocolo de Quioto.”

Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o encontro na ONU sobre mudanças climáticas dá uma “sinalização” de que a organização é o espaço adequado para um problema dessa “magnitude”: “Os outros esforços devem ser adicionais e não substitutivos para a negociação que se avizinha para a Conferência de Bali.”

Em um discurso ontem (24) na ONU, a secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, reconheceu as Nações Unidas como o espaço apropriado para negociar as futuras ações contra mudanças climáticas.

Ao mesmo tempo, afirmou que os Estados Unidos estão preparados para assumir a liderança no assunto, uma vez que país é “a principal economia do mundo e o principal emissor de gases causadores do efeito estufa”.

A secretária dos EUA vai coordenar, na quinta e na sexta-feira (27 e 28), o encontro em Washington sobre aquecimento global. O Brasil será representado na reunião por secretários do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Ministério do Meio Ambiente.

Justiça social é melhor arma contra degradação do planeta, afirma Lula na ONU

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Lula discursa no encontro da ONU

Ao discursar na abertura da 62ª Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que somente será possível reduzir a destruição dos recursos naturais do planeta se a desigualdade entre os países ricos e pobres também for diminuída.

“O mundo, porém, não modificará sua relação irresponsável com a natureza sem modificar a natureza das relações entre o desenvolvimento e a justiça social. Se queremos salvar o patrimônio comum, impõe-se uma nova e mais equilibrada repartição das riquezas, tanto no interior de cada país como na esfera internacional. A equidade social é a melhor arma contra a degradação do planeta”, afirmou para líderes de 150 países.

Lula citou o programa Fome Zero um avanço brasileiro na área. Ele destacou que o país conseguiu cumprir, com dez anos de antecedência, a Meta do Milênio, estabelecida pela ONU, de reduzir pela metade a pobreza extrema. “Honramos o compromisso do programa Fome Zero ao erradicar esse tormento da vida de mais de 45 milhões de pessoas”, disse.

“É inviável uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não haverá paz duradoura sem a progressiva redução das desigualdades”, completou, lembrando que, em 2004, foi lançada ação global de combate à fome e pobreza, que permitiu a criação da central internacional de medicamentos. Conforme Lula, a central conseguiu reduzir em até 45% o preço de remédios contra a malária e tuberculose, destinados aos países pobres.

O presidente também citou ações do governo brasileiro para a preservação dos recursos naturais, como a queda do desmatamento na Amazônia e o uso de álcool combustível (etanol), que, segundo ele, evitou o lançamento de 644 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera nos últimos 30 anos. Lula voltou a rechaçar as críticas de que o plantio de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol, coloque em risco a produção de alimentos.

“A cana-de-açúcar ocupa apenas 1% de nossas terras agricultáveis, com crescentes índices de produtividade. O problema de fome no planeta não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda. É plenamente possível combinar biocombustíveis, preservação ambiental e produção de alimentos”, disse.

Lula aproveitou a assembléia para convidar as lideranças a participarem da conferência internacional sobre os combustíveis alternativos que será realizada em 2008, no Brasil.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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