Atividades de exploração e produção de petróleo se intensificam no país

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Atividades de exploração e produção de petróleo se intensificam no país

Ministério Público Federal quer que ANP suspenda licitações para exploração de petróleo

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) encaminhou anteontem (18) recomendação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que a agência não realize licitações para a concessão de blocos exploratórios nas bacias sedimentares do país até que o Ministério de Minas e Energia conclua “um novo marco legal” para a atividade de exploração e produção de petróleo no país.

O diretor da ANP Nelson Narciso Filho confirmou que está de posse do documento do Ministério Público, mas que ainda não tinha conhecimento de seu teor. Ele informou que também não havia encaminhado à Procuradoria-Geral da União.

No entendimento do Ministério Público Federal, diante do anúncio da descoberta de novas reservas na Bacia de Santos, especialistas e o próprio governo vêm apontando para a necessidade de reformulação da atual legislação sobre o assunto.

Na avaliação dos procuradores da República Raquel Branquinho e Rômulo Moreira, a recomendação decorre da necessidade de se “agir preventivamente para evitar futuros prejuízos ao patrimônio público”.

A recomendação do Ministério Público, segundo nota, é conseqüência de suspeitas de irregularidades levantadas pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet) sobre as rodadas de licitações para concessão de áreas que vêm sendo realizadas pela ANP e que resultaram em um procedimento administrativo onde o MPF investiga as denúncias.

Também contribuiu para a decisão sobre a recomendação, segundo a nota do Ministério Público, o furto ocorrido na semana passada de equipamentos da Petrobras com informações sigilosas e estratégicas da estatal.

“Embora as investigações ainda não tenham concluído se o caso é furto comum ou espionagem industrial, há o risco de que os dados obtidos ilicitamente sejam usados para fraudar futuros processos licitatórios”, diz a nota.

O Ministério Público deu dez dias úteis de prazo para a ANP informar sobre o acatamento da recomendação.

 

Produção de petróleo em janeiro cresce 2,3% em relação a 2007

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Nota divulgada pela Petrobras informa que a produção de petróleo no país cresceu 2,3% em janeiro, na comparação com igual mês de 2007, mas caiu 1,5% em relação a dezembro passado, com média diária de 1.826.122 barris.

Uma parada para manutenção no oleoduto que liga as plataformas de Atum e Xaréu, no Ceará, segundo a nota, foi responsável pela redução em 28,6 mil barris na média diária de janeiro.

Também contribuiu para o resultado a saída do navio-plataforma Seillean do Campo de Golfinho, no Espírito Santo, para o campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos (norte fluminense), onde iniciou produção no dia 5.

Já a produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 46,32 milhões de metros cúbicos de média diária em janeiro, resultado estável em relação a dezembro mas com alta de 7,8% (cerca de 3,3 milhões metros cúbicos diários) sobre janeiro de 2007.

Considerados os campos da Petrobras no Brasil e no exterior, acrescenta a nota, a produção total de petróleo e gás natural atingiu em janeiro a média diária de 2.344.541 barris de óleo equivalente, com aumento de 2,6% sobre janeiro de 2007, mas inferior em 1% à de dezembro.

O volume de petróleo e gás relativo apenas aos oito países onde a estatal mantém campos de produção fechou o mês de janeiro com 227.042 de média diária, resultado 1,4% superior ao de dezembro e praticamente igual ao de janeiro de 2007.

 

Consumo de combustíveis em 2007 teve o maior crescimento em cinco anos, informa ANP

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Dados divulgados ontem (19) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que no ano passado foram consumidos no país 97,5 bilhões de litros de combustíveis – 7,7% a mais que em 2006 e o maior crescimento médio dos últimos cinco anos.

Segundo o superintendente de Abastecimento da ANP, Édson Silva, “houve aumento de renda e os preços reais caíram, o que explica em grande parte o aumento no consumo”.

O álcool se destaca na pesquisa, com aumento de 49,39% no consumo em relação a 2006, totalizando 9,242 bilhões de litros. “Este resultado está ligado diretamente à redução do comércio informal, mas ainda assim o crescimento forte pode ser associado à maior produção de carros bicombustíveis, a preços mais baixos e ao aumento da renda”, disse Silva.

Na avaliação da ANP, dez pontos percentuais desse total referem-se ao volume de álcool que deixou o mercado informal. Com a retração no consumo do gás natural veicular, a expectativa da Agência de que maior participação do álcool na matriz energética do país, desde que os preços se mantenham no patamar atual.

No ano passado, lembrou Silva, caiu 31% o volume de conversão de carros para utilização do gás natural veicular, mas o consumo do combustível cresceu 11,2% em relação a 2006, com demanda de de 7,021 milhões de metros cúbicos/dia.

Os dados da ANP apontam também o óleo diesel com o maior crescimento dos últimos cinco anos: 6,3%. Em 2007 foram consumidos 41,468 bilhões de litros, contra os 39,008 bilhões de litros do ano anterior.

 

Petrobras se une à iniciativa privada para escoar produção de etanol do Centro-Oeste

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

A Petrobras, a empresa japonesa Mitsui e a brasileira Camargo Corrêa firmaram acordo ontem (19) para a criação de uma empresa que realizará as fases do projeto conceitual e básico do alcoolduto a ser construído entre os municípios de Senador Canedo (GO) e Paulínia (SP).

O objetivo é escoar a produção de etanol da região Centro-Oeste, passando por Uberaba (MG) e Ribeirão Preto e Guararema (SP). Segundo informações da estatal, do terminal de Guararema, o duto seguirá para o de São Sebastião, no litoral norte do estado, e daí para o da Ilha d’Água, no Rio de Janeiro.

O projeto, cuja execução ficará sob a responsabilidade da Petrobras, inclui ainda um segundo trecho que ligará a Hidrovia Tietê-Paraná ao Terminal de Paulínia.

Entre Guararema e Paulínia, o alcoolduto terá capacidade de escoar até 12 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Deste total, cerca de 4 milhões de metros cúbicos serão escoados pelo Terminal da Ilha d’Água e aproximadamente 8 milhões, pelo de São Sebastião.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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