Aumenta demanda pelos biocombustíveis brasileiros

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Aumenta demanda pelos biocombustíveis brasileiros

Colômbia quer experiência e investimentos brasileiros para produzir biocombustíveis
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

A Colômbia quer atrair investimentos brasileiros para produção de biocombustíveis no país. Para isso, está disponibilizando aos potenciais investidores mais de três milhões de hectares de terra.

“Colocamos à disposição dos investidores do Brasil mais de três milhões de hectares que temos disponíveis para cultivos que podem ser utilizados para produção de etanol e biodiesel. Acreditamos que podem ocorrer alianças de mútuos benefícios”, afirmou terça-feira (21) o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, após encontro com o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

Segundo Araújo, a Colômbia reconhece no Brasil “uma enorme liderança” na questão. “Uma vantagem de 30 anos em matéria de pesquisa. Queremos aprender com a experiência brasileira, trabalhar na mesma linha que o Brasil e receber ensinamentos, experiências e investimentos”.

A cooperação na produção de biocombustíveis foi um dos temas tratados pelos dois ministros no encontro bilateral realizado às vésperas da 3ª Reunião Ministerial do Foro de Cooperação América Latina – Ásia do Leste (Focalal), que ocorre nesta quarta e quinta-feira, no Brasil.

Hoje, os dois países assinaram um acordo para o ingresso e o trânsito sem passaporte de brasileiros e colombianos que viajam a turismo ou negócios, como já ocorre entre Brasil e Argentina, por exemplo.

O acordo não tem data para entrar em vigor – ainda depende do cumprimento de requisitos legais internos e de notificação por via diplomática.

Colômbia e Brasil também assinaram três ajustes complementares a acordos de cooperação técnica firmados em 1972. Tais ajustes permitirão ao Brasil prestar apoio técnico à Colômbia na implementação de três projetos: bancos de leite humano; programa de aproveitamento de material reciclável para a área urbana do Vale do Aburrá; e capacitação técnica em sistemas de produção de ovinos e caprinos.

A cooperação na área da defesa foi outro tema tratado pelo ministros. Amorim lembrou que ambos os países já atuam em parceria nessa área, e que a Embraer forneceu, inclusive, aviões Tucano para a Colômbia.

Segundo ele, o governo brasileiro aguarda a visita do ministro da Defesa da Colômbia para tocar outros projetos conjuntos. O ministro brasileiro também mencionou o interesse dos dois países na cooperação trilateral com o Peru, em matéria de segurança e defesa.

O chanceler da Colômbia destacou a parceria entre organismos de segurança de seu país e do Brasil, como ocorreu no caso da prisão do traficante Juan Carlos Ramírez Abadia, conhecido como Chupeta.

“Não temos conhecimento de que existam outros traficantes de droga colombianos refugiados no Brasil, mas estamos seguros de que o nível de cooperação entre os organismos de segurança dos dois países é pleno e, na medida em que se conhece qualquer tipo de atividade ilícita que envolve cidadãos de um país no território do outro, atuamos de imediato para resolver”.

Japoneses vão importar etanol brasileiro, garante porta-voz do Ministério das Relações Exteriores
Antonio Arrais
Repórter da Agência Brasil

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Tomohiko Taniguchi, disse hoje (22), em entrevista coletiva, que não pode prever, ainda, a quantidade, mas que podia garantir que “existe um plano em andamento de importação, pelo Japão, do etanol brasileiro, com certeza”.

Taniguchi disse que não tem idéia a partir de quando essas negociações vão ser iniciadas. “Eu sou apenas um porta-voz do governo, eu não posso falar em nome das empresas privadas japonesas, mas certamente elas vão comprar etanol brasileiro, porque o Brasil é o maior produtor, se não o segundo, mas logo passará os Estados Unidos. As empresas japonesas já estão envolvidas com as usinas de etanol brasileiras e há uma grande possibilidade para isso”, disse Taniguchi.

Tomohiko Taniguchi começou seu briefing lembrando que há nove anos tinha sido feita a última visita ao Brasil de um ministro das Relações Exteriores do Japão. Dessa vez, o ministro Taro Aso, veio também para participar da 3ª Reunião Ministerial do Foro de Cooperação América Latina-Ásia do Leste (Focalal), iniciada hoje, e que será concluída amanhã (23), com a divulgação de um documento conjunto dos países participantes.

“Nesses últimos nove anos muitas coisas aconteceram no Brasil, que conseguiu se recuperar financeiramente, conseguiu acabar com a sua grande crise econômica, criando um reajuste fiscal, conseguiu desenvolver-se em termos de exportação, registrando atualmente um superávit na balança comercial, assim como um superávit orçamentário”, disse Taniguchi.

Segundo o porta-voz japonês, Brasil e Japão são candidatos a assentos permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e que o chanceler Celso Amorim prometeu o apoio brasileiro à candidatura do Japão a essa reivindicação. Amorim e Aso, segundo Taniguchi, prometeram mútuo apoio às reivindicações dos dois países nessa área.

O porta-voz disse que Brasil e Japão estiveram mais juntos nas décadas de 60 e 70, porque o Brasil era o país que mais recebia investimentos japoneses nas áreas de aço e soja, e que nesse campo foi o apoio japonês que levou o Brasil, hoje, a ser o maior produtor de soja do mundo.

Tomohiko Taniguchi informou que o interesse japonês na área de petróleo levou o ministro Taro Aso a visitar e sobrevoar, de helicóptero, a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para conhecer de perto a tecnologia de ponta da Petrobrás com relação à prospecção de petróleo em águas profundas. O interesse do ministro com relação a biocombustíveis também o levou a visitar uma usina de etanol, em São Paulo.

“Acreditamos que o mesmo sucesso que nós obtivemos nos anos 70, entre japoneses e brasileiros para a produção de soja, poderá ser repetido agora para a produção de cana-de-açúcar”, disse o porta-voz japonês. Ele garantiu que existe um plano, já em andamento, “para fazer o melhor uso dos biocombustíveis desenvolvidos no Brasil e que serão comprados pelo Japão, não sei em que quantidade nem a partir de quando”.

Ao lembrar que o Brasil é hoje a décima economia mundial, Tomohiko Taniguchi disse que o Brasil “não vai mais receber assistência ou doações financeiras do Japão, mas estreitar relações comerciais de interesse de ambos os países, um assunto de interesse – das empresas japonesas diretamente com suas congêneres brasileiras”.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.