Enquanto espécies correm risco de extinção, decidem plantar árvores

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Enquanto espécies correm risco de extinção, decidem plantar árvores

Um em cada seis mamíferos europeus corre risco de extinção

Principais problemas são o desmatamento e a destruição de hábitats dos animais

Reuters

Um em cada seis mamíferos terrestres europeus corre o risco de extinção, principalmente devido ao desmatamento e a perda de seus hábitats, disse na terça-feira, 22, um importante grupo de preservação.

No caso dos mamíferos marinhos, a cifra é maior: quase um em cada quatro. Mas mesmo esse número pode ser subestimado, devido à informação insuficiente disponível sobre 44% das espécies de mamíferos marinhos europeus, disse a União Mundial de Conservação (IUCN).

Num relatório preparado para a União Européia, a IUCN disse que os Bálcãs e especialmente a Bulgária e a Romênia são as regiões mais afetadas pela redução nos mamíferos terrestres, principalmente porque abrigam o maior número de espécies.

“Os resultados deste relatório destacam o desafio que enfrentamos hoje para brecar a perda de biodiversidade até 2010”, disse o comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, referindo-se a um compromisso assumido pelos Estados europeus em 2002.

Seis mamíferos europeus, incluindo o lince ibérico, a raposa do Ártico e a marta européia, já estão incluídos na “lista vermelha” de espécies em risco de extinção da IUCN, que é atualizada regularmente.

A perda e a degradação de seus hábitats, incluindo o desflorestamento e a drenagem de regiões de pântano, criam os maiores problemas para os mamíferos terrestres, seguidos pela poluição e a colheita excessiva, disse o relatório.

No caso dos mamíferos marinhos, as ameaças principais vêm da poluição, de colisões de navios e da captura acidental por embarcações pesqueiras comerciais.

Estado de S. Paulo

Os problemas de extinção são graves e o homem tem praticamente total responsabilidade por esta ocorrência, já que no caso de animais terrestres que têm seus hábitats destruídos pela ação do desmatamento e os animais marinhos que também têm seus hábitats danificados pela poluição como derramamento de óleo, além vários animais serem capturados para venda ou utilização de algum item que seja de alto valor comercial como a pele dos animais, todas essas atitudes são de origem humana.

Agora leia a notícia abaixo e em seguida mais um comentário:

Nobel da Paz promete plantar 1 bilhão de árvores

Objetivo do plantio é deter o desmatamento, um dos principais fatores do aquecimento global

Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu promessas de que serão plantadas mais de 1 bilhão de árvores em meio aos esforços para combater as mudanças climáticas e a pobreza, afirmou nesta terça-feira, 22, a entidade.

Em novembro, em uma grande conferência da ONU sobre o clima realizada no Quênia, Wangari Maathai (vencedora do Prêmio Nobel da Paz) lançou a campanha “1 Bilhão de Árvores”, que tem por objetivo deter o desmatamento, um dos principais fatores das emissões de carbono responsabilizadas pelo aquecimento global.

“As pessoas falam muito. Não estamos mais falando. Estamos trabalhando”, afirmou Maathai em uma entrevista coletiva concedida no país africano. “O desafio agora é dizer ao mundo para sair cavando e plantando árvores. Não tenho dúvida de que atingiremos nossa meta.”

A ONU diz que verifica se as promessas são dignas de crédito a fim de garantir que sejam realizadas. O site da campanha, da ONU, afirma que das 1,01 bilhão de árvores prometidas apenas 13,95 milhões foram plantadas até agora. As promessas foram feitas por empresas, países e pessoas físicas.

Maathai, 66, transformou-se em 2004 na primeira africana a vencer o Nobel da Paz. O comitê do Nobel elogiou o trabalho dela à frente do Movimento Cinturão Verde, que plantou cerca de 30 milhões de árvores na África, descrevendo-o como uma medida eficaz no combate à pobreza e nos esforços para evitar conflitos alimentados pela escassez de recursos naturais.

Cerca de 32 milhões de acres de floresta são desmatados todos os anos, principalmente na África e na América do Sul.

Achim Steiner, chefe do Programa das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (Unep), disse que velocidade com que as promessas de plantar 1 bilhão de árvores foram feitas era uma prova da disposição das pessoas em agir para enfrentar as mudanças climáticas.

“Trata-se de declarações feitas por pessoas de todo o planeta afirmando ter chegado a hora de parar de discutir sobre se vamos ou não fazer alguma coisa”, afirmou Steiner a repórteres.

Nesta terça-feira, 22, a Etiópia disse ter plantado, como parte de suas celebrações pelo novo milênio, 60 milhões de árvores neste ano a um custo de US$ 8,1 milhões. O país, que utiliza o calendário Gregoriano, celebrará o início do novo milênio em 11 de setembro.

A área de floresta da Etiópia, um país do Chifre da África, é de cerca de 4% do seu território, segundo a mais recente estimativa, de 2000. No começo do século 20, essa cifra era de 35%.

Estado de S. Paulo

Fazer o reflorestamento é importante, mas deve ser um reflorestamento planejado para atender não apenas a diminuição do aquecimento global, mas também atender a regeneração da biodiversidade evitando assim que espécies entrem em extinção, como vimos na notícia anterior.

Mas, ainda insistem na tentativa de plantar árvores como se fosse a solução para todos os problemas. Pouco adianta plantar tantas árvores se a poluição continuar, e devemos lembrar ainda que não há só a poluição da atmosfera, há também a poluição terrestre e aquática. Mas plantando árvores já não acaba com os problemas de poluição na atmosfera? Plantar árvores como já discutimos em um artigo é uma ótima solução para “limpar” a poluição já lançada na atmosfera, pois as árvores irão absorver o gás carbônico (gás poluente que aumenta o efeito estufa), este processo é também conhecido por “seqüestro do carbono”. Mas não basta fazer apenas isso, pois se continuar havendo grande emissão de gases poluentes na atmosfera as árvores por mais que se plante não vão absorver o suficiente para equilibrar o efeito estufa, então é preciso diminuir as emissões desses gases, em sua fonte, na origem do problema. Até mesmo porque as árvores precisam de muitos anos para absorver a quantidade de gás carbônico que são consideradas em cálculos que exprimem que cada árvore é capaz de absorver 180 kg de gás carbônico, isso não é da noite para o dia e sim um processo de anos.

Além disso, é necessário frear o desmatamento, caso contrário árvores que levam 50 anos para crescer serão plantadas achando ser o suficiente enquanto se corta uma outra árvore que já tem 50 anos. As indústrias madeireiras devem passar a utilizar madeiras que não representam árvores nobres (que levam muito tempo para se desenvolver) e a população deve passar a pensar nos móveis que vai adquirir ou passar a projetar os móveis com outros tipos de matéria-prima como o próprio concreto fazendo móveis de alvenaria.

E também, como já citamos, mas isto é importante um destaque maior, não sair plantando milhares de árvores sem controle como desesperados para encontrar uma solução para frear o aquecimento global, mas sim fazer planejamentos nas áreas onde irá decretar o plantio pela questão da biodiversidade, de forma ao fazer o reflorestamento de um determinado local não pensando apenas na captura de gases poluentes, mas também pensando na regeneração da biodiversidade com o fim de que se distancie o risco de espécies em extinção, até mesmo porque o reflorestamento será um dos fatores necessário para frear o aquecimento global, mas de forma alguma é o suficiente, pois para isso é necessário um conjunto de modificações que vão desde o término das fontes poluidoras, até as soluções plausíveis para continuar todo desenvolvimento mundial, desde que degradando em menores proporções o meio ambiente como passando a investir na viabilização de energias alternativas e também recuperar o que já foi destruído.

Agora para encerrar esta seleção de notícias destacadas neste artigo, vamos concluir com uma reunião que será realizada pelo grupo dos países mais ricos do mundo, e que pelo visto, o governo dos EUA vão continuar resistindo contra as metas de redução das emissões de gases poluentes.

ONU: cúpula do G8 é decisiva para EUA sobre clima

Reuters

Um encontro entre países ricos marcado para o próximo mês na Alemanha deve ser um “teste decisivo” para saber como os EUA pretendem ajudar o mundo a enfrentar as mudanças climáticas, afirmou na terça-feira o chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep).

Os EUA, o país mais poluente do mundo, disseram neste mês que continuarão resistindo à imposição de metas de corte nas emissões de gases do efeito estufa e aos planos para limitar essas emissões, responsabilizadas pelo aquecimento global. O governo norte-americano teme que medidas do tipo prejudiquem o crescimento econômico do país.

A Alemanha, que organiza o encontro entre os líderes do Grupo dos Oito (G8, formado por países industrializados), deseja que a entidade comprometa-se em cortar pela metade, até 2050, as emissões. E o chefe do Unep, Achim Steiner, afirmou que ninguém deveria prejulgar a postura dos EUA.

“Não há outra opção que avançar. E acredito que esse é o debate atualmente travado não apenas nos EUA como um todo, mas também dentro do governo norte-americano: como levar à mesa de negociações iniciativas dos EUA que possam ajudar”, disse Steiner em entrevista coletiva.

“Faltam alguns dias para um importante teste decisivo. Será então que veremos como o governo norte-americano pretende desempenhar um papel construtivo e positivo para chegar a um consenso internacional”, acrescentou.

Diante de uma opinião pública cada vez mais preocupada com o desafio climático e de relatórios científicos alarmantes sobre os efeitos do fenômeno, países do mundo todo continuam em um impasse nas negociações sobre ampliar as ações de combate ao aquecimento para além do final do primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto, em 2012.

O presidente dos EUA, George W. Bush opõe-se à imposição de limites de emissão conforme estipulado no Protocolo de Kyoto, afirmando que essas medidas alimentariam o desemprego no território norte-americano e que o tratado errou ao não exigir dos países em desenvolvimento a realização de cortes.

Alguns especialistas do setor climático acreditam que as negociações sobre um sucessor de Kyoto só poderão ser realizadas após o término do mandato de Bush, em 2009.

Mas, segundo Steiner, aumentavam as pressões vindas de dentro dos EUA, onde haveria uma “incrível aliança” entre grandes empresas que agora exigem do governo norte-americano a adoção de metas de emissão e mais de 450 cidades do país que estão se comprometendo voluntariamente com a redução das emissões.

Na semana passada, líderes do Congresso dos EUA, hoje dominado pelo Partido Democrata (oposição), também conclamaram Bush a “mudar de curso” e a fortalecer a postura norte-americana a respeito das mudanças climáticas antes da cúpula do G8.

Portal terra

O que podemos perceber é que os americanos estão passando a se preocupar com questões ambientais e tem como desejo à redução das emissões, incluindo empresas que aceitariam as metas de redução para essas emissões de gases poluentes, mas o que vem impedindo que isso seja adotado é o governo Bush que teme reduzir o crescimento do país se passar a adotar essas metas de redução:

“Segundo Steiner, aumentavam as pressões vindas de dentro dos EUA, onde haveria uma “incrível aliança” entre grandes empresas que agora exigem do governo norte-americano a adoção de metas de emissão e mais de 450 cidades do país que estão se comprometendo voluntariamente com a redução das emissões.”

Antes, as pressões vindas de grande parte do mundo para decretar que os EUA aderissem às metas de redução de emissões, agora essas pressões passam a vir de dentro do próprio país, com uma aliança entre grandes empresas e já com mais de 450 cidades que estão se comprometendo com a redução das emissões e voluntariamente.

Agora já é uma questão de preocupação generalizada, de forma que essa pressão aumentando cada vez mais, certamente o governo norte-americano terá de ceder a essas metas de redução.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. Faced
    Facedmaio 25, 2007

    Maurí­cio Machado, tenho uma dúvida. Por exemplo, quando dizemos que a Amazônia é o pulmão do mundo, estamos enganados pois, sabemos que ela se encontra no climax. Ou seja, produz X% e consome os mesmos X%. Ao plantar árvores desesperadamente não estaria ocorrendo o mesmo? Ou a amazônia é um caso especial?

  2. Maurí­cio Machado
    Maurí­cio Machadomaio 26, 2007

    Exatamente, não podemos dizer que a Amazônia é o pulmão do mundo em relação a absorção de gás carbônico, por exemplo, pois há um equilíbrio em sua produção, mas temos de considerar sua importância em relação a todo ecossistema que ela abriga.

    Mas em relação ao plantio de árvores, não estaria ocorrendo exatamente o mesmo, pois ao plantar novas árvores, elas passariam a absorver uma quantidade maior de gás carbônico em relação ao que ela elimina que seria necessário para seu desenvolvimento.

    E a principal crítica feita neste artigo, se diz em relação a idéia de plantar muitas árvores sem planejamento adequado, fazendo com que esta tentativa desesperada de tirar parte do gás carbônico da atmosfera seja completamente anulada e continue havendo a mesma taxa de gás carbônico devido as fontes poluidoras continuarem agindo, ou seja, através de queimadas, utilização de combustíveis fósseis, etc.

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