Aumento de desmatamento na Amazônia acende sinal de alerta

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Aumento de desmatamento na Amazônia acende sinal de alerta

Pesquisadores estudam incidência de raios na Amazônia

Agência Brasil

Cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior estão reunidos esta semana em Belém para realizar uma ação inédita na Amazônia. O grupo, formado por mais de 30 pessoas, começa hoje a “caçar” raios no céu do Pará, dentro do Primeiro Experimento de Raios Induzidos na Amazônia.

Os pesquisadores farão uma análise detalhada dos raios captados e os dados levantados servirão para subsidiar pesquisas em diversas áreas.

As informações poderão ser usadas para a melhoria das condições de segurança das linhas de transmissão de eletricidade e o aperfeiçoamento das previsões da Defesa Civil. Além disso subsidiarão estudo inédito das emissões de raios X e raios Gama devido às descargas atmosféricas e poderão servir de apoio aos estudos de mudanças climáticas.

Hoje (23) pela manhã, cientistas de duas universidades e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concedem entrevista coletiva na sede do Centro Técnico e Operacional do Sipam em Belém (CTO/BE), para explicar com detalhes os objetivos, modos de operação e características do Primeiro Experimento de Raios Induzidos na Amazônia.

 

Aumento de desmatamento na Amazônia acende sinal de alerta no governo

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Dados preliminares divulgados hoje (23) pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um desmatamento na região amazônica de 3.235 quilômetros quadrados entre agosto e dezembro de 2007, o equivalente a cerca de 320 mil campos de futebol.

Os órgãos não falam em crescimento percentual pela indisponibilidade de informações completas do mesmo período de anos anteriores. Mas, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o número representa uma tendência “preocupante” de aumento.

“O governo não quer pagar para ver. Não vamos aguardar a sorte, e sim, trabalhar para fazer frente a esse processo”, disse a ministra.

A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).

Entre as causas para o aumento, Marina citou a seca prolongada e uma possível influência do avanço da produção de soja e da pecuária nas regiões. Ela evitou responsabilizar diretamente as atividades econômicas, mas ao lembrar que a carne e a soja estão com preços internacionais favoráveis, afirmou: ” Não acredito em coincidência.”

A ministra disse que será feita uma averiguação detalhada nos locais para um diagnóstico mais preciso: “Faremos um zoom para verificar”.

As derrubadas ocorreram em maior intensidade nos meses de novembro e dezembro. Nesse período, foram desmatados 1.922 quilômetros quadrados de floresta.

Segundo Marina, os números serão debatidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã (24), às 9h, em reunião no Palácio do Planalto. No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.

De acordo com o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, municípios como São Felix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, e Colniza, em Mato Grosso, tradicionalmente apresentam altos índices de desmatamento.

 

Área desmatada na Amazônia pode ser o dobro dos números preliminares

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 quilômetros quadrados desmatados anunciados hoje (23) pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Gilberto Câmara, os dados preliminares não refletem a totalidade da devastação ocorrida na região. “São apenas uma parte do que está acontecendo. Neste período não temos imagens de satélite detalhadas. O Inpe chama a atenção do governo para que tome medidas de prevenção cabíveis”, afirmou Câmara em entrevista concedida ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.

Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. “Trabalhamos com a pior hipótese”, admitiu.

O secretário ressaltou que, entre agosto de 2006 e agosto de 2007, foi registrada a segunda menor taxa de desmatamento anual da história da Amazônia. “Queremos garantir que esta conquista se mantenha”, ressaltou.

Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. “O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente”, explicou.

 

Para Marina Silva, combate ao desmatamento exigirá esforço maior em 2008

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Além dos dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que confirmaram o aumento na devastação da Amazônia nos cinco últimos meses de 2007, fatores climáticos, políticos e econômicos preocupam a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Para ela, o governo deve estar atento à estiagem prolongada, aos altos preços internacionais da soja e da carne e as eleições municipais de 2008.

Segundo a ministra, essa combinação tem aumentado a pressão sobre a floresta e exigirá esforço redobrado do governo. “É um teste de fogo. Apostamos em uma ação ainda preventiva para manter a queda do desmatamento em 2008. É possível fortalecer a governança mesmo em condições atípicas”, afirmou hoje (23) a ministra em entrevista coletiva.

Entre medidas preventivas já adotadas pelo governo federal, a ministra citou a criação, em dezembro, do Grupo de Trabalho de Responsabilização Ambiental, órgão interministerial que acompanhará os 150 maiores casos de devastação da floresta, e do Comitê Executivo do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da BR-163, cujo objetivo é levar políticas de desenvolvimento sustentável, conservação ambiental e inclusão social às comunidades que vivem às margens da rodovia, que liga o Mato Grosso ao Pará.

Na sexta-feira (25), Marina Silva prometeu divulgar uma lista suja, com aproximadamente 30 municípios que mais contribuem para o desmatamento na Amazônia. Nesses locais, as propriedades rurais que fizeram derrubadas ilegais deverão ser embargadas. “Só poderemos verificar se essas medidas serão efetivas ao final de um período maior, mas vamos reforçar as ações para tentar alcançar o objetivo do desmatamento ilegal zero”, disse a ministra.

Indagada pela Agência Brasil se as obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Região Norte poderiam aumentar as pressões sobre a floresta, Marina Silva afirmou que a relação entre um e outro fato não é necessariamente direta: “Todos esses projetos podem ser feitos a partir da incorporação de critérios de responsabilidade social e ambiental.”

A ministra lembrou que 165 mil quilômetros quadrados da floresta já foram convertidos em áreas de produção. O uso intensivo destas áreas permitiria, segundo ela, triplicar a produção agrícola sem derrubar mais nenhuma árvore da Amazônia.

De acordo com o Inpe, de agosto a dezembro de 2007 foram desmatados 3.235 quilômetros quadrados (que equivalem a cerca de 320 mil campos de futebol) da floresta amazônica, mas o número pode estar subestimado em virtude da ausência de imagens de satélite mais detalhadas. O desmatamento real pode ser de até 7 mil quilômetros quadrados, segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Paulo Capobianco.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. maxuel
    maxueljul 28, 2010

    eu gostei parabems

  2. maxuel
    maxueljul 28, 2010

    nao copra madeira ilegal

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