Banco Mundial quer ajudar países nas mudanças climáticas

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Banco Mundial quer ajudar países nas mudanças climáticas

Estamos completando o segundo mês do projeto AMA, que apesar de continuar com o título de novo projeto, já conquistou vários usuários devido a toda credibilidade que transmitimos nas informações e opiniões expressas em nossos conteúdos, fazendo crescer o movimento que propomos para ganhar destaque com objetivo de pressionar autoridades a realizarem mudanças favoráveis a diminuição das mudanças climáticas como investir em fontes alternativas de energia limpa para reduzir emissão de gases poluentes. Se você é novo por aqui e ainda não conhece o projeto AMA, veja detalhes clicando aqui.

Iniciamos então nossa publicação diária após um bimestre mantendo este ritmo de informações de alta qualidade, porém nem sempre a notícia traz um conteúdo bom, já que geralmente são citados novos problemas relacionados ao aquecimento global, mas hoje é diferente, trataremos de uma notícia boa em relação aos investimentos para conter as mudanças climáticas.

O Banco Mundial quer financiar despesas para frear o aquecimento global na América Latina. Pelo menos nos próximos 12 meses, de acordo com a chefe regional, Pámela Cox, a instituição vai ajudar os países a se preparar para as mudanças climáticas e para combater este problema. Sem dúvida este será um dos focos mais importantes do trabalho do Banco Mundial na América Latina

Segundo Cox os países têm de tomar mais providências para conter suas emissões de gases do efeito estufa como o dióxido de carbono e o metano e evitar que o aquecimento global afete o crescimento econômico da região, com escassez de água até a disseminação da malária nos Andes. Para evitar estes problemas, é importante inicialmente convencer que é interesse não só destes países que podem ser afetados, mas também de todo mundo para reduzir os índices de problemas ambientais, como principalmente o Brasil e México que têm de ser orientados para adotar o caminho da energia com baixo nível de emissões de carbono.

O banco já destinou cerca de US$ 200 milhões à contenção da emissão de gases poluentes na região, como na redução das emissões de metano em depósitos de lixo. Cobrindo os depósitos de lixo, é possível captar as emissões de gás metano e comprar créditos de carbono para vender a grandes empresas. Ou seja, além de diminuir as emissões além do definido no protocolo de Kyoto, poderão vender cotas, no valorizado mercado do carbono, para outros países em que empresas precisem emitir taxas um pouco acima das definidas no documento, desde que fique na média mundial da redução. Mesmo esta prática sendo inadequada para todo planeta em conter os problemas do efeito estufa, já que deve-se reduzir ao máximo as emissões para evitar grandes catástrofes, mas se está validado, então deve ser utilizado como forma lucrativa.

Outra grande fonte de emissões são as queimadas e o banco quer ajudar o Brasil a usar a floresta amazônica de forma sustentável, por exemplo ao esclarecer os direitos de propriedade de terra dos povos indígenas, além de trabalhar em vários problemas relacionados, pois 25 milhões de pessoas moram na Amazônia e por isso é necessário planejar como obter empregos, questões de infra-estrutura e a construção de estradas, sem prejudicar o meio ambiente, e reduzindo a incidência de queimada.

Cox foi a Londres para dar ao governo britânico os resultados do último relatório do banco sobre a região. A mudança no clima será o tema do próximo relatório. De acordo com ela, o impacto do aquecimento global já começa a ser sentido. “Estimamos que o Equador precisará de US$ 100 milhões nos próximos 20 anos para desenvolver novos recursos hídricos”, disse ela, referindo-se à dependência equatoriana ao gelo que derrete nas montanhas.

Na Colômbia, a malária apareceu pela primeira vez a dois mil metros de altitude, isso comprova que com o aquecimento global está tornando propícia a disseminação de doenças em áreas que antes não eram prováveis e desta maneira é muito perigoso podendo provocar uma epidemia e com a falta de estrutura para lidar com este problema pode ocasionar em muitas mortes.

E no Caribe, o banco acabou de aumentar o financiamento para a proteção de seguradoras no caso de grandes furacões. A região também sofre com a degradação dos recifes de coral, grande atrativo turístico em Belize e se houver grande perda deste belo patrimônio, além de diminuir toda economia movimentada pelo turismo, pode originar problemas para muitas espécies marinhas locais que dependem de algas que se desenvolvem nos corais como base de sua cadeia alimentar ou ainda que utilizam os corais como seu habitat.

Então esse investimento do Banco Mundial é de extrema importância para reduzir impactos das mudanças climáticas e incentivar países da América Latina a investir em soluções para redução da emissão de gases poluentes, contribuindo assim para redução do aquecimento global.

Sobre o Banco Mundial
(Fonte: Wikipédia)

O Banco Mundial é uma agência do sistema das Nações Unidas, fundada a 1 de Julho de 1944 por uma conferência de representantes de 44 governos em Bretton Woods, New Hampshire, EUA, e que tinha como missão inicial financiar a reconstrução dos países devastados durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, sua missão principal é a luta contra a pobreza através de financiamento e empréstimos aos países em desenvolvimento. Seu funcionamento é garantido por quotizações definidas e reguladas pelos países membros. É composto por 184 países membros. Sede: Washington DC, EUA

O Banco Mundial é composto pelo BIRD e pela AID, que são duas das cinco instituições que compõem o Grupo Banco Mundial:

BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento

AID – Associação Internacional de Desenvolvimento

IFC – Corporação Financeira Internacional

AMGI – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos

CIADI – Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos

Em relação ao poder de voto no Banco Mundial de cada país-membro está vinculado às suas subscrições de capital, que por sua vez estão baseadas no poder econômico relativo de cada país e expostos na tabela abaixo:

País – Porcentagem
Estados Unidos – 16,39 %
Japão – 7,86 %
Alemanha – 4,49 %
França – 4,30 %
Reino Unido – 4,30 %
Outros – 62,66 %

Página oficial do Banco Mundial

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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