Brasil e suas ações em relação às emissões de gases causadores do efeito estufa

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Brasil e suas ações em relação às emissões de gases causadores do efeito estufa

Brasil está fazendo sua parte no combate às emissões de gases do efeito estufa, diz técnico

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Comparado aos países desenvolvidos, o Brasil está cumprindo sua parte no combate às emissões de gases do efeito estufa, considerados responsáveis pelas mudanças climáticas.

A avaliação é do diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ruy de Góes, que defende uma análise comparativa para avaliar o papel das nações quando o assunto é aquecimento global.

“Se a gente compara com o perfil de emissões de outros países, o Brasil tem uma matriz muito renovável, tem os biocombustíveis. Isso afere uma emissão per capita dos países brasileiros muito reduzida quando comparada àquela dos países desenvolvidos”.

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado ontem (27), mostra que os países ricos são responsáveis por 70% das emissões de gases estufa, as nações pobres respondem por 2% e os países em desenvolvimento – caso do Brasil – por 28%.

O diretor do MMA acredita que a próxima Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-13), marcada para o início de dezembro, em Bali, na Indonésia, vai ser um espaço para retomar as negociações sobre o futuro das emissões mundiais depois do término do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto, em 2012. Góes aponta a recente mudança de governo na Austrália como um sinal positivo para que os países ricos se comprometam mais com a diminuição das emissões.

“A Austrália, junto com os Estados Unidos, eram os dois países desenvolvidos que não assinaram o Protocolo de Quioto; com a mudança de governo nesta semana, a Austrália anunciou que pode aderir ao protocolo”.

Góes reconheceu, entretanto, que novos compromissos de redução de emissões não serão assumidos ainda este ano, na reunião de Bali. “Nessa reunião se vai tentar montar o caminho para se chegar em compromissos no pós-2012. O que está na agenda de Bali não é o estabelecimento das metas, mas o caminho para como se chegar a novas metas”.

 

Diplomata diz que Brasil está pronto para mais ações contra efeitos das mudanças climáticas

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O Brasil participará da Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-13), entre os dias 3 e 14 próximos na Ilha de Bali, na Indonésia, com a consciência de estar fazendo a sua parte para reduzir os efeitos da emissão de gás carbônico na atmosfera – mas também consciente de que está pronto para fazer ainda mais.

A afirmação é do ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, que participou hoje (28) do Primeiro Painel de Debate sobre o Relatório Global de Desenvolvimento Humano 2007/2008, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Machado reconheceu a necessidade de que o país aumentar o combate às emissões de gases supostamente causadores do efeito estufa, a partir das queimadas provocadas principalmente na região amazônica. “Sabemos que ainda provocamos emissões importantes provenientes do desmatamento e estamos combatendo estas emissões. Mas nenhum país sozinho resolverá essa questão: temos que estar juntos nessa empreitada, dentro de um esforço verdadeiramente global”, afirmou.

Para ele, 2007 será marcado como o ano do despertar “da consciência global em torno da seriedade, da gravidade e da urgência da questão da mudança do clima”. O quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), acrescentou, “retira dúvidas daqueles que talvez ainda as tivessem sobre a necessidade de uma ação imediata para a redução dos níveis de emissões”.

As mudanças climáticas percebidas hoje, segundo Machado, são fruto de mais de 150 anos de acumulação de emissões de combustíveis fósseis na atmosfera, após a revolução industrial. “O dióxido de carbono é um gás de permanência muito longa e as concentrações que nós temos hoje e que aquecem a superfície da Terra são fruto de emissões muito antigas e não das que hoje ocorrem – estas afetarão no futuro os nossos netos e bisnetos”, disse.

A avaliação internacional, lembrou, é a de que os países têm “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” na questão da mudança do clima: “Comuns porque todos temos que atuar. E diferenciadas porque apenas alguns de nós fomos os causadores do problema – e isso cria um imperativo ético de difícil solução.”

Machado destacou ainda que “o Brasil está fazendo a sua parte ao possuir uma matriz energética limpa, em que 45% são provenientes de fontes renováveis e 55%, de fósseis”. E que nos países mais desenvolvidos essa proporção é de 94% de não-renováveis para 6% de renováveis, “o que é um dado bastante assustador”.

 

Brasil está na contramão da geração de energia não-poluente, alerta ambientalista

Grazielle Machado
Da Agência Brasil

O Brasil caminha na contramão da geração de energia não-poluente. Esta foi uma das conclusões dos relatórios do Fórum Brasileiro de Organizações Não-Governamentais e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), apresentados hoje (28) durante audiência pública da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas.

“Os últimos leilões de energia aprovaram a construção de termelétricas à base de carvão, de gás ou óleo diesel, que são combustíveis fosseis e aumentam a emissão de gases poluentes”, lembrou o coordenador do grupo de trabalho sobre o clima do Fórum, Rubens Born, que participou da audiência.

Em entrevista à Agência Brasil, Born disse considerar “um retrocesso” no combate aos efeitos do aquecimento global o fato de o governo brasileiro permitir a construção de termelétricas poluentes. Ele sugeriu que o país invista, por exemplo em energia eólica.

Sobre a possibilidade de construção de usinas nucleares para geração de energia, o coordenador discordou: “Não é verdadeira a alegação de que elas não liberam gases poluentes. O Greenpeace fez um relatório mostrando que as usinas nucleares têm, sim, uma liberação significativa de gases.”

Os relatórios apresentados à comissão também alertam para a necessidade de o Brasil se adaptar ao aquecimento global. “Temos que nos adaptar a viver num país com condições climáticas diferentes em decorrência do aquecimento global. O planeta vai continuar aquecendo nos próximos 20 anos, em função dos gases que já foram emitidos”, afirmou Born.

O ambientalista sugeriu ainda a realização de mais estudos ou levantamentos sobre as necessidades do país, como a de arborização das cidades, a fim de amenizar o calor previsto para daqui a alguns anos.

Os dois relatórios – Mudanças Climáticas e o Brasil e Governança Ambiental Internacional – estão disponíveis nos endereços eletrônicos www.vitaecivilis.org.br e www.fboms.org.br.

 

Brasil defenderá em Bali financiamento de políticas públicas para reduzir emissões de gases do efeito estufa

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

A participação brasileira na Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP-13) a partir de segunda-feira (3), na Ilha de Bali, na Indonésia, será marcada pelo incentivo à criação de um mecanismo internacional de financiamento de políticas públicas para redução de emissões de gases de efeito estufa nos países em desenvolvimento.

O anúncio foi feito hoje (28) pelo subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Everton Vieira Vargas, ao adiantar que a delegação brasileira – chefiada pelos ministros do Meio Ambiente, Marina Silva; das Relações Exteriores, Celso Amorim; e da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende – orientará a participação nas discussões a partir de algumas diretrizes, como o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas para os países: as nações ricas, que poluíram mais ao longo do tempo, devem ter compromissos maiores.

Outra diretriz é o reconhecimento do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) como base científica para resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU); a defesa da ONU como espaço legítimo de discussão mundial das mudanças do clima; e, principalmente, a posição contrária à imposição de metas de redução de emissões para países em desenvolvimento.

De acordo com o embaixador, a expectativa brasileira é de que os mais de 180 países da Convenção fixem prazos para a negociação do segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto. “Esperamos também um mapa para a criação de um órgão negociador a fim de iniciar a discussão e a negociação de compromissos de adoção de políticas públicas para países em desenvolvimento que levem à redução de emissões mediante apoio financeiro e transferência de tecnologia”, detalhou.

A idéia é que o apoio a essas políticas seja financiado por países desenvolvidos. O embaixador afirmou que as sugestões brasileiras “tiveram grande receptividade” entre algumas dessas nações: “Os países desenvolvidos estão dispostos a cooperar para que países em desenvolvimento colaborem mais em relação ao aquecimento global.”

Como o Brasil negocia em bloco nas decisões da ONU, as sugestões brasileiras ainda precisam ser aprovadas pelo G-77, o grupo que reúne 133 países em desenvolvimento. “”Teremos de fazer um esforço para construir o consenso no G-77”, avaliou Vargas.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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