Brasil investe em geração de energia limpa inovadora

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Brasil investe em geração de energia limpa inovadora

Após a decepção da aceitação do desenvolvimento de uma nova usina nuclear, agora o Brasil finalmente realiza um excelente investimento, que garantirá energia de forma limpa. Não é investimento em energia eólica, nem solar, trata-se de um projeto inovador.

A partir do próximo ano, o país terá a primeira termelétrica mundial alimentada a capim, investindo R$ 80 milhões no projeto de construção da usina que será instalada na Bahia. O acordo foi aceito nesta quarta-feira, dia 18, com o contrato assinado em Piracicaba (SP), durante o Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec), a maior feira do setor do etanol brasileiro.

A palha da cana-de-açúcar (capim) que será a matéria-prima utilizada na usina termelétrica foi escolhida devido a sua grande capacidade em receber energia solar e transformar em matéria celulósica, e o mais importante é que será um ciclo de produção totalmente limpo, renovável e economicamente viável. A capacidade inicial que a usina terá é de 30 megawatts e segundo promotores, deverá estar em operação em dezembro de 2008.

No desenvolvimento da Usina chamada de São Desidério, na Bahia, receberá tecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com a empresa Dedini, uma das principais em equipamentos industriais para o setor sucroalcooleiro, que tem como cliente a Sykué Bioenergya.

Ana Maria Diniz, representante da Sykué Bioenergya, afirmou que o grupo baiano tem um objetivo de aumentar em dez vezes a capacidade desta primeira usina, passando de 30 para 300 megawatts, instalando novas unidades.

Ainda assim, se compararmos com o gigantesco desenvolvimento da Usina nuclear Angra 3, que terá um enorme potencial com capacidade para gerar cerca de 1.350 megawatts (MW), cerca de 45 vezes a capacidade dos 30 megawatts iniciais da usina termelétrica.

Mas devemos analisar também os investimentos realizados, sendo que para Angra 3 o governo estima um investimento de R$ 7,2 bilhões na sua construção, já a usina termelétrica terá um custo de R$ 80 milhões.

Fazendo uma projeção, para a usina termelétrica gerar a mesma quantidade da usina nuclear, o investimento seria de aproximadamente 3,6 bilhões, exatamente a metade do valor para construção de uma usina nuclear e obtendo a mesma quantidade de energia.

E ainda com um diferencial completamente a favor dessa usina termelétrica: será um processo limpo e renovável. Ou seja, não emitirá gás carbônico e a matéria-prima (capim) é um recurso renovável, sendo diferente da usina nuclear, que apesar de emitir insignificantes quantidades de gás carbônico, apresenta grande risco de acidentes nucleares devido à radioatividade de minerais como o urânio, sendo esta matéria-prima necessária para obter energia nuclear um recurso esgotável.

Outra vantagem desse projeto pioneiro, é a obtenção de crédito de carbono na quantia de 1 milhão de toneladas ao ano, que poderão ser vendidos no mercado internacional, gerando lucros adicionais aos da venda de eletricidade no mercado.

O desenvolvedor do projeto, Paulo Puterman, acredita que a biomassa pode ser um caminho eficaz para a crise anunciada que o Brasil vive na produção e distribuição.

A principal fonte da geração de biomassa no Brasil que atualmente são os resíduos da produção de cana-de-açúcar, que tem uma capacidade de geração de 45 quilowatts por tonelada. Porém poderá triplicar sua eficiência nos próximos anos, devido ao melhor aproveitamento dos resíduos, incluindo o processamento da própria palha e das folhas da cana, para produção álcool celulósico.

Outra informação que não pode ser confundida é em relação ao tipo da usina termelétrica, pois esse tipo de usina tem geralmente como matéria-prima o carvão, e com isso emitem elevadas quantidades de gás carbônico, prejudicando o meio ambiente, intensificando o efeito estufa. Mas com a tecnologia inovadora que citamos nessa análise, de uma usina termelétrica que terá como matéria-prima o capim, então será uma incrível evolução, sendo um processo que não emite gás carbônico.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

  1. joyce
    joycemar 18, 2008

    gostei bastante desse site pois nnca tinha conhecido

  2. joyce
    joycemar 18, 2008

    agora vou comecar a pesquisar tudo nesse site voces estao de parabens

  3. Maurí­cio Machado
    Maurí­cio Machadomar 19, 2008

    Olá Joyce. Agradecemos pelos seus elogios e interesse. Qualquer dúvida que tenha, basta fazer um comentário como esse no artigo que estiver lendo.

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