Brasil planeja apoiar novo órgão científico

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Brasil planeja apoiar novo órgão científico

Nesta semana, pesquisadores brasileiros apoiaram o desenvolvimento de um novo órgão científico internacional. Assim como o IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – para discussões e análises sobre o Clima, surgiu a importância da criação de um novo órgão denominado Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), com objetivo de proteger a biodiversidade do planeta.

A proposta para este novo projeto já havia sido divulgada oficialmente em 2006, porém enfrentou a adversidade de autoridades brasileiras para apoiar sua criação.

O governo brasileiro que até o momento estava se excluindo de negociações internacionais sobre preservação da biodiversidade, sofreu muita pressão e com isso fez com que o Ministério do Meio Ambiente planejasse iniciar ainda nos próximos dois meses uma conferência pública para discutir sobre o tema.

Segundo o gerente de Conservação da Biodiversidade, Bráulio Dias, o objetivo da conferência será realizar uma grande análise em todo Brasil para localizar mecanismos que possam apresentar importância e contribuição para o processo internacional. Bráulio Dias participou nesta semana de uma reunião na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O objetivo do mecanismo é adicionar uma base científica para processos de decisão política da Convenção sobre Diversidade Biológica, já que não existe pesquisa base sobre a biodiversidade. Após todo conhecimento e dados coletados a atenção deverá ser voltada para o compromisso político para colocá-los em prática.

Cientistas de todo mundo elogiaram a iniciativa, já que o Brasil necessita de uma atenção do nível de sua gigantesca biodiversidade, que é considerada a mais completa do mundo. Para o biólogo e professor da Unicamp, Carlos Joly, a decisão de se realizar uma conferência já é um importante primeiro passo, pois até agora o país não participava de nenhuma discussão sobre a biodiversidade.

Para o pesquisador belga Michel Loreau é de total importância observar que a preocupação ambiental está aumentando e foi muito bom ver o Brasil entrar no apoio à biodiversidade. Loreau também é co-diretor do Mecanismo Internacional de Conhecimento Científico em Biodiversidade (IMoSEB), uma organização desenvolvida com financiamento do governo francês para estudar a formulação do “IPCC da biodiversidade”.

O Instituto Virtual da Biodiversidade, um conjunto de ferramentas e banco de dados que compõem o Biota que até então era administrado pela Fapesp, foi assumido pelas universidades estaduais paulistas, sendo elas a USP, a Unicamp e a Unesp. Apesar disso a Fapesp manterá investimentos em projetos de pesquisa, alterando assim a responsabilidade sobre a manutenção da estrutura do programa, que passou a ser das universidades. O Biota já identificou mais de 500 novas espécies de plantas e animais, desde 1999.

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.