Brasil: Produção de energia limpa e preservação do meio ambiente

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Brasil: Produção de energia limpa e preservação do meio ambiente

Lula diz que “imensa” bacia hidrográfica é um privilégio do país para produção de energia

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta sexta-feira (5) o privilégio do Brasil na produção de energia pelo potencial de sua “imensa” bacia hidrográfica.

“O Brasil tem hoje aproximadamente 100 mil megawatts de energia funcionado. Se pegarmos todas as bacias hidrográficas brasileiras que compõem toda essa imensidão de rios que nós temos, nós teremos aproximadamente 264 mil megawats. Nós, brasileiros, e os companheiros sul-americanos, temos uma situação muito privilegiada, se tivermos bom senso, juízo e visão de futuro”, afirmou ao visitar as obras da Usina Foz do Chapecó, no oeste de Santa Catarina.

O presidente lembrou que “não é simples” expandir a produção de energia hidrelétrica, porque, segundo ele, entre a decisão política e a efetivação da obra, existem problemas que não estão relacionados ao poder de decisão dos governos.

“Tem o problema ambiental, tem o Ministério Público, que muitas vezes aciona uma obra e leva alguns anos para que a Justiça julgue, e muitas vezes, entre os próprios empresários, há divergências se vão participar ou não do consórcio”, disse.

O presidente afirmou que a geração de energia por usinas hidrelétricas ainda é a solução “mais interessante” e mais barata para o Brasil. “Temos que cuidar do meio ambiente? Temos. [Cuidar] Das pessoas que moram nos lugares que vão ser alagados? Temos. Mas nós precisamos fazer as hidrelétricas”, ressaltou.

Além da construção de usinas, o presidente defendeu investimentos em linhas de transmissão, inclusive para integrar energeticamente países da América do Sul. E anunciou que até 2010, 62 novas hidrelétricas serão construídas no país.

“Precisamos desmontar o labirinto de dificuldades que temos, para que a gente possa produzir energia nesse país”, defendeu.

A hidrelétrica Foz do Chapecó tem um custo estimado em R$ 2,2 bilhões, para gerar 855 megawatts de potência a partir de 2010.

Brasil espera avanço para compensações por redução de desmatamento, diz embaixador

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

O governo brasileiro espera um avanço nas negociações sobre compensações financeiras para os países em desenvolvimento diminuam as emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera pelo desmatamento. A afirmação é do embaixador extraordinário do Brasil para Mudanças Climáticas, Sérgio Serra, que esteve nesta sexta-feira (5) na Câmara de Comércio Americana do Rio.

O Brasil levou essa proposta à Organização das Nações Unidas (ONU). “Isso está em estudo na Convenção do Clima das Nações Unidas. E nós esperamos que em Bali [na Conferência das Partes da Convenção do Clima, em dezembro] haja um avanço nessas negociações”, manifestou.

Sérgio Serra lembrou que o desmatamento é o principal responsável pela emissão de gases do efeito estufa no Brasil e não a energia, como ocorre em muitos países, porque a nossa matriz energética é mais limpa que a de outras nações. O embaixador disse que já foram registrados progressos nessa área no país nos últimos três anos.

O embaixador listou medidas do governo para reduzir o desmatamento, como o combate à grilagem, o aumento das áreas de preservação, o controle por satélite e o estabelecimento de meios de desenvolvimento sustentável para as comunidades. E citou os números da redução do desmate na Amazônia nos últimos anos.

A exploração da vocação turística da região talvez seja um caminho alternativo a adotar, como sucedeu com sucesso na Nova Zelândia, avaliou o embaixador de Mudanças Climáticas.

Preservação da Amazônia deve contar com apoio de governos e da sociedade, defende especialista

Camila Vassalo
Da Agência Brasil

Nove organizações não-governamentais (ONGs) buscam apoio e envolvimento dos governos estaduais e municipais para reduzir o desmatamento florestal, até atingir a conservação total da floresta amazônica. A iniciativa acontece por meio do Pacto Nacional pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, lançado essa semana na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

Para se conseguir esse objetivo, a proposta se baseia em três eixos: valorizar economicamente as florestas, recuperar áreas desmatadas e controlar o desmatamento ilegal. A idéia é utilizar recursos públicos, recursos externos provenientes do mercado de carbono e de empresas nacionais e investidores.

A coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), uma das ONGs que participaram do Pacto, Adriana Ramos, explica que a idéia é trazer para esse processo atores sociais que não estão diretamente comprometidos com a redução do desmatamento.

“Hoje nós temos uma ação muito grande do governo federal por meio do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia, mas não temos, por exemplo, um envolvimento mais sério e um comprometimento tão grande dos estados, dos governos estaduais ou municipais. Da mesma forma temos uma participação grande das populações extrativistas e indígenas na conservação, mas por outro lado não temos o comprometimento dos produtores rurais em contribuir também com a conservação”, explica.

De acordo com Instituto Socioambiental, o processo de conscientização da opinião pública deve ser trabalhado no âmbito de atuação das próprias entidades ambientalistas e movimentos sociais, com participação da própria imprensa. Segundo o ISA, a idéia é ampliar o processo de conscientização pública, mobilizar a sociedade brasileira para que as pessoas que vivem, por exemplo, em São Paulo, passem a reconhecer a importância da valorização da floresta e sejam mais criteriosas ao consumir produtos que venham das áreas florestais. Dessa forma, defende a organização, estarão contribuindo para diminuir o desperdício de matéria prima e de recursos naturais.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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