Brasil sedia Conferência Mundial sobre Meio Ambiente

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Brasil sedia Conferência Mundial sobre Meio Ambiente

Brasília sedia Conferência Mundial sobre Meio Ambiente

Da Agência Brasil

Começa hoje (29) em Brasília a Conferência Mundial ECO 2008. A abertura será às 8h30, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios.

Até sexta-feira (31), serão debatidos temas como Paz e Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Energias para o Século 21, Políticas Públicas para o Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis, Amazônia, Educação Ambiental, Mídia e Meio Ambiente. O objetivo do encontro é posicionar o Brasil como centro das grandes discussões mundiais no que se refere à promoção da paz, à preservação do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

Está confirmada a presença da senadora Marina Silva, no painel Amazônia, na sexta-feira (31), e do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no painel Políticas Públicas e Cidades Sustentáveis, amanhã (30). No encerramento dos trabalhos, na sexta-feira (31), será realizada a Conferência do Futuro, em que 700 crianças brasileiras vão discutir o futuro do planeta e assistir a palestras de personalidades como o astronauta Marcos Pontes.

O encontro é promovido pelo Instituto Brasileiro de Engenharia (OSCIP) em conjunto com o Governo do Distrito Federal e o Instituto Atenas de Pesquisa e Desenvolvimento.

 

Minc diz que investimentos podem se reconstituir, mas geleiras não

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Ao comentar as preocupações com o meio ambiente e com a sustentabilidade dos países em meio à crise econômica mundial, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (29) que os investimentos financeiros estão “derretendo”, mas podem se recuperar, enquanto as geleiras do planeta passam pelo mesmo processo de derretimento mas não vão se reconstituir “na bolsa do dia seguinte”.

“Países como a Noruega, que se comprometeram com US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia, são países que vivem debaixo da geleira. Se o gelo derreter mais, vão ser os primeiros a submergir. Entre o sobre-e-desce da bolsa e o país submergir, acho que é um seguro de vida que nós todos temos que pagar”, comentou Minc ao chegar ao lançamento do Mapa das Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga e a publicação Caatinga: Conhecimentos, Descobertas e Sugestões para um Bioma Brasileiro, no próprio ministério.

Minc avaliou ainda que diversas alterações climáticas sentidas na atualidade são conseqüências da emissão de gases poluentes nos últimos 50 anos. Segundo ele, o mundo está pagando pelos erros do modelo predatório cometidos no passado.

“O que a gente está sofrendo agora é por causa das lambanças que se fizeram. Estamos correndo atrás do prejuízo e, mesmo com tudo que fizermos, ainda assim, o nível do mar vai aumentar. Além de diminuir as emissões, nós temos que trabalhar com adaptações, prevenir.”

 

É preciso engajamento social para alcançar sustentabilidade, defende Zilda Arns

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Ao participar da Conferência Mundial ECO 2008, em Brasília, a fundadora da Pastoral Internacional da Criança e do Idoso, Zilda Arns, avaliou hoje (29) que é preciso engajamento de todos os setores sociais para promover a sustentabilidade. Antes de começar a explicação do painel Paz e Sustentabilidade, a médica e sanitarista lembrou que, para que haja paz, é preciso que as pessoas atuem de forma positiva dentro do contexto da família e da comunidade.

“Muitas coisas simples podem ser feitas com pouco dinheiro e com a participação comunitária. Se vem um programa só do governo para baixo, é muito difícil fazer a transformação social de cada ser humano. Mas, se aproveitarem todas as forças atuantes na comunidade, existe o que se chama de solidariedade.”

Arns destacou que, para o mundo alcançar a sustentabilidade, o contraste entre países ricos e paupérrimos precisa deixar de existir, assim como “toda essa intriga internacional” que, segundo ela, não leva à paz. “Precisamos respeitar as diferenças. O mundo não se sustenta sozinho, depende do resto”, avaliou.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, Cassio Taniguchi, o caminho para a sustentabilidade pressupõe um equilíbrio entre as dimensões social, econômica e ambiental.

“Sem dúvida, hoje em dia, o que acontece em relação à crise econômica é que, de repente, se mobiliza bilhões e trilhões. Por que não usam uma parte desse dinheiro para reduzir a fome, a pobreza? Afinal de contas, temos mais de 6 bilhões de pessoas no mundo e mais de 3 bilhões nas cidades. E é nas cidades que acontecem tanto os maiores problemas ambientais quanto de consumo de energia e de matéria-prima.”

Taniguchi defendeu que a necessidade de uma mobilização mundial voltada a discutir medidas que levem à sustentabilidade. “Como a [mobilização] que está acontecendo com essa crise econômica”, lembrou. Ele questionou ainda por que beneficiar banqueiros e especuladores quando os países desenvolvidos deveriam trabalhar em cima das pessoas que mais precisam.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.