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Cetesb aponta 100 maiores empresas emissoras de gás carbônico em São Paulo

Sábado, 26 de Abril de 2008
Categoria(s): Aquecimento global, Impacto Ambiental, Notí­cias, Poluição, Resíduos
|-> Publicado por: Maurí­cio Machado

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

Oito empresas do setor de aço, ferro, gusa, minerais não-metálicos, químico e petroquímico são as líderes na emissão de gás carbônico (CO2) no estado de São Paulo, com 63% do total de emissões, o correspondente a mais de 18 milhões de toneladas por ano, de acordo com dados do Relatório do Inventário Estadual de Fontes Fixas Emissões de CO2 - Fontes Industriais - Combustíveis Fósseis, divulgado quinta-feira (24) pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), da secretaria estadual de Meio Ambiente.

A lista classifica 100 indústrias como as principais responsáveis pelas emissões. Para a elaboração do inventário foram escolhidas 371 empresas que indicavam maior potencial emissor, das quais 329 disponibilizaram as informações. Segundo a Cetesb, para elaborar a pesquisa foram considerados o consumo de combustível fóssil e a produção industrial nas estimativas de emissão de cada indústria.

As empresas que lideram a lista são: Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em Cubatão, Petrobras, em Paulínia, Petrobras, em São José dos Campos, Petrobras, em Cubatão, Petroquímica União S/A, em Santo André, Companhia Brasileira de Alumínio, em Alumínio, Votorantim Cimentos do Brasil S/A, em Saltos de Pirapora, Rhodia Poliamida e Especialidades LTDA., em Paulínia.

Segundo o idealizador do estudo, o ex-secretário estadual do Meio Ambiente José Goldemberg, a identificação dos emissores de CO2 incentiva a adoção de metas de redução desses índices, sem punir as indústrias. “Fazer esse inventário traz São Paulo para a mesma posição que a Califórnia tem nos Estados Unidos. Qualquer redução que possa ser feita no estado já coloca o país à frente da agenda ambiental internacional.”

De acordo com a pesquisa, as emissões provenientes das 100 primeiras indústrias com potencial de geração de CO2 respondem por 98,1% da emissão potencial total do estado. Quando se refere à emissão resultante do processo produtivo o número é de 99,7%. Quando a emissão é gerada pelo consumo de combustível o resultado é de 97%.

Segundo dados do relatório da Cetesb, a próxima etapa é concluir o inventário de outros setores que também emitem gás carbônico, como transporte, energia e comércio. Além disso, o relatório diz que serão levantadas as emissões provenientes do uso de combustíveis renováveis e as decorrentes da produção agrícola associada à produção da biomassa utilizada pelos setores pesquisados.

“Dados preliminares indicam que 77% das emissões de CO2 geradas pela queima de combustíveis nos setores pesquisados está associada ao uso da biomassa, o que representa a não-emissão de cerca de 50 milhões de toneladas por ano pela simples substituição por combustíveis fósseis”, diz o inventário.

A Petrobras informou por meio da assessoria de imprensa que suas refinarias cumprem rigorosamente a legislação dos estados onde estão instaladas. Disse ainda que a cada ano aumenta o investimento na redução de emissões. “O planejamento estratégico prevê, até 2012, US$ 8,5 bilhões para a melhoria da qualidade dos combustíveis”, afirma a nota enviada pela empresa.

A Rhodia, também por meio da assessoria de imprensa, afirmou que as emissões em Paulínia referem-se a um complexo industrial composto por 31 unidades de fabricação de vários produtos da própria empresa e de outras instaladas no local. Segundo as informações a Rhodia investiu US$ 12 milhões em projetos de redução de emissões. A empresa reforçou que mantém no local dois projetos para redução de gases causadores do efeito estufa e que um deles é o maior em funcionamento no país.

As outras empresas que estão entre as oito primeiras foram procuradas mas não responderam à Agência Brasil.

Agência Brasil



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