Chuva e seca dividem regiões do Brasil

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Chuva e seca dividem regiões do Brasil

Tatiana Matos e Gilberto Costa
Da Agência Brasil/Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

Se em uma parte do Brasil a população sofre com a baixa umidade do ar, na outra são os temporais que causam transtornos, informam os alertas da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) desta semana.

Brasília - Gramado seco na Esplanada dos MinistériosPor causa de uma massa de ar seco que deve ficar até hoje (29) nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Distrito Federal, os índices de umidade relativa do ar ficarão abaixo de 30% nessas regiões.

A estiagem deixou 13 municípios de Tocantins em situação de emergência. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 20 mil pessoas que moram na zona rural no estado estão sofrendo com a falta d’ água e de alimentos. Desde julho não chove em parte do sudeste do estado.

Na quarta-feira (26), choveu nos municípios de Jaú do Tocantins e Ipueiras. Mas não foi suficinete para encerrar a seca na região. A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é que o sol fique até pelo menos hoje no estado.

Os efeitos da estiagem são agravados pelo corte de matas ciliares (que margeiam os rios), pelo represamento e pelo acúmulo de lixo às margens de córregos, rios e nascentes. Isso diminue ainda mais a oferta de água para o consumo, para a lavoura e para os animais.

As queimadas também retiram umidade do solo e do ar, o que dificulta a ocorrência de chuvas, iniciando um ciclo vicioso de desmatamento e seca, conforme o chefe da divisão de operações do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, Marcelo Enrique Feluchi.

Ele afirma não ser possível ter certeza de que a estiagem esteja associada ao efeito estufa ou fenômeno La Niña (causado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico).

Para diminuir as conseqüências da seca, a Defesa Civil está levando caminhões pipa com água potável para reservatórios rurais, distribuindo remédios e cestas básicas.

Nas regiões Sudeste e Sul, a situação é inversa. Chuvas fortes podem ocorrer hoje em pontos isolados nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

De acodo com o coordenador do grupo de previsão de tempo do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), Gustavo Escobar, o tempo está instável devido à primavera. “Nessa época, a atmosfera está em transição entre o inverno e o verão, tornando difícil as previsões do tempo”.

Agência Brasil

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Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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