Cidades brasileiras vão apagar as luzes em protesto mundial contra o aquecimento global

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Cidades brasileiras vão apagar as luzes em protesto mundial contra o aquecimento global

Cidades brasileiras vão apagar as luzes em protesto mundial contra o aquecimento global

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, terão as luzes apagadas na noite de hoje (28) como parte de um protesto mundial com o objetivo de alertar para os impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez, o Brasil vai se juntar a 84 países na chamada Hora do Planeta, mobilização liderada pela organização não-governamental WWF.

No Brasil, o apagar das luzes está marcado para o período das 20h30 às 21h30 deste sábado.

O objetivo, de acordo com os organizadores, é chamar a atenção dos governantes mundiais e pedir decisões mais incisivas na negociação do novo regime global de emissões de gases de efeito estufa, que terá uma rodada definitiva em dezembro, em Copenhague (Dinamarca). Na reunião, 192 países deverão decidir um substituto para o Protocolo de Quioto.

“O mundo hoje vive uma crise climática, parte de uma crise ambiental, que está relacionada com a crise econômica. Essa crise ambiental já está gerando conseqüências que estamos vendo no nosso dia-a-dia. Queremos solução para um planeta melhor”, afirmou o superintendente de Conservação para Programas Regionais do WWF Brasil, Claudio Maretti.

Em todo o mundo, o ato simbólico deverá mobilizar cerca de 1 bilhão de pessoas. Monumentos como as Pirâmides do Egito, a Ópera de Sidney e a Torre Eiffel, em Paris, apagarão as luzes. Parte do letreiro da Times Square, em Nova York, e a iluminação do Estádio Olímpico Ninho do Pássaro, em Pequim, também serão desligados durante o protesto.

No Brasil, 79 cidades aderiram à mobilização. No Rio de Janeiro, além do Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e o Aterro do Flamengo vão apagar as luzes. Em São Paulo, a Ponte Estaiada também deverá ficar às escuras contra o aquecimento global.

Além das cidades, mais de 600 organizações brasileiras – entre empresas, ONGs, bancos, escolas – também se cadastraram e deverão aderir ao movimento, segundo dados do WWF. A expectativa é mobilizar 30 milhões de pessoas em todo o país.

“A principal mensagem não é o quanto vamos economizar de energia, o que também é importante, mas o impacto visual. É um recado para mostrar que temos que cobrar do governo brasileiro e de todos os governos do mundo posições mais responsáveis nas decisões sobre o clima”, acrescentou Maretti.

 

Brasil é o quarto emissor mundial de gases do efeito estufa, aponta WWF

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

A Hora do Planeta, o manifesto que será realizado hoje (28) em 84 países do mundo, como alerta para os efeitos das mudanças climáticas, tem um significado especial para o Brasil, por deter as maiores áreas ainda preservadas de florestas tropicais do planeta, mas que aparece como o quarto maior emissor de carbono – o principal gás do efeito estufa.

A avaliação é da superintendente de Desenvolvimento Organizacional da organização não-governamental WWF, Regina Cavini, uma das organizadoras do evento, que incentiva o apagar de luzes, entre as 20h30 e as 21h30, de casas, prédios públicos e monumentos em todo o país.

“O Brasil é o quarto emissor de gases de efeito estufa no mundo e a principal causa da emissão no país é o desflorestamento e as queimadas na região Amazônica”, afirmou Regina. Segundo ela, ao contrário de outros países, o Brasil não tem sua matriz energética baseada em combustíveis fósseis, mas tem a queimada na Amazônia contribuindo para lançar toneladas de carbono na atmosfera.

A integrante do WWF disse que existem avanços na política brasileira para o meio ambiente, mas também previu enormes desafios nos próximos anos.

“O WWF vê que o governo brasileiro tem feito um esforço grande para controlar o desmatamento na Amazônia, mas isso não pode ser só um esforço do governo, tem o papel das empresas também e de toda a sociedade, de estarem contribuindo para esse resultado”, enfatizou.

A ambientalista reconheceu que eventos como a Hora do Planeta são insuficientes para levar a mudanças concretas, mas destacou que o movimento carrega um simbolismo importante para as populações de todas as partes do mundo.

“A Hora do Planeta é insuficiente, não vai dar conta do problema, mas é uma forma das pessoas mostrarem para os governos que a questão ambiental do aquecimento global é muito importante”, definiu.

Segundo ela, a verdadeira mudança só vai ocorrer a partir de cada indivíduo. “Temos que ser mais eficiente energeticamente, durante as escolhas de compra, optando por eletrodomésticos que utilizem menos energia e nos hábitos pessoais, usando menos água e separando o lixo. São pequenas coisas que a gente pode ir mudando e que, no final, se todos fizerem, representam um grande resultado.”

Agência Brasil

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