Combate à desertificação no Brasil

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Combate à desertificação no Brasil

Seminário sobre combate à desertificação deve reunir 250 pessoas em Brasília

Agência Brasil

Cerca de 250 pessoas devem participar do 1º Seminário Nacional de Combate a Desertificação, que começa hoje (5) em Brasília. Durante dois dias, os participantes vão avaliar a implementação do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil), além de discutir estratégias para adequá-lo às novas realidades do semi-árido no contexto das mudanças climáticas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa da abertura do encontro, que é promovido pela Coordenação de Combate à Desertificação, ligada à Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do ministério.

O seminário precede a 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, que terá início na próxima quarta-feira (7) e prosseguirá até sábado (10). Este ano, as mudanças climáticas serão o tema central do evento.

 

Brasil terá dificuldade para combater desmatamento este ano, diz ministra

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

O Brasil terá grandes dificuldade para conter o desmatamento em 2008 e manter o retrospecto de três anos consecutivos de queda nos índices de derrubada nas florestas. A afirmação é da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que participou hoje (5) da abertura do 1º Seminário Nacional de Combate à Desertificação, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

“É um período difícil, com estiagem que se prolongou. Período em que tivemos elevação de preços de algumas commodities agrícolas e, ao mesmo tempo, um período eleitoral, em que a ação de fiscalizar e combater fica sem reflexo nos espaços locais”, argumentou Marina Silva. Para a ministra, o governo federal terá que “ter mais agilidade e capacidade de resposta” para que se mantenha os índices negativos de desmatamento.

“Temos que interagir mais fortemente com os setores que estão atuando em conjunto, como Ibama, Polícia Federal, Exército, Polícia Rodoviária Federal e os agentes locais”, afirmou

A ministra ressaltou que algumas medidas do governo contra os municípios campeões em desmatamento têm contribuído para diminuir o desmatamento da Amazônia. Essas localidades estão impedidas, por exemplo, de contrair empréstimos públicos.

“Foram tomadas medidas fortes, como a moratória aos 36 municípios [da Amazônia] que mais desmatam, a resolução do Conselho Monetário que proíbe crédito para áreas ilegalmente desmatadas, a criminalização da cadeia produtiva para quem desmata, produz e compra produto de áreas ilegalmente desmatada. Com isso, esperamos uma redução do desmatamento.”

 

Brasil serve de exemplo para outros países no combate à desertificação, diz ministra

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou hoje (5) que o Brasil tem servido de exemplo para outros países no combate à desertificação, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito para acabar com o problema.

“O Brasil é considerado um dos países que têm conseguido maiores avanços na agenda do combate à desertificação. Tanto é que tem sido utilizado como exemplo para países da África, América Latina e Caribe”, disse a ministra, ao participar da abertura do 1º Seminário Nacional de Combate à Desertificação.

Marina Silva destacou, entretanto, que ainda há um desafio muito grande: “Mais de dois bilhões de pessoas no mundo estão sob os efeitos da desertificação. É um processo que avança muito mais rápido do que a capacidade de reverter.”

A ministra disse que algumas medidas adotadas no país já surtem efeito e deu como exemplo o Plano de Combate à Desertificação. “É um processo em curso. Se formos fazer um balanço, tanto o governo federal, como os governos estaduais precisam ampliar suas ações. É preciso que tenha uma parcela do governo federal, mas também deve ser traduzido com os governos estaduais e os municipais e a sociedade de modo geral. Um problema dessa magnitude [não se resolve apenas] com políticas para as pessoas.”

A desertificação é um processo de degradação das terras nas zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante da ação de diversos fatores, principalmente atividades humanas. As Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) no Brasil estão principalmente no Nordeste, nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Algumas regiões de Minas Gerais e do Espírito Santo também são afetadas. Estima-se que a desertificação atinja15,72% do território brasileiro e que uma população aproximada de 31,6 milhões de habitantes sofra com o problema.

Para o coordenador da Articulação do Semi-árido, João Evangelista, que também participou da abertura do seminário, falta vontade política para solução do problema. Segundo ele, o Plano de Combate à Desertificação, lançado há mais de um ano, ainda não saiu do papel. “Não sei se [foi] por omissão. Acho que não há uma decisão do governo de fazer o combate”, afirmou Evangelista.

Ele disse que tem acompanhado as discussões sobre o problema nos último dois anos e que tem observado um certo avanço. “Antes a discussão nem era possível com os estados”, ressaltou Evangelista, que ainda considera muito tímidas as ações. “O plano nacional foi lançado em 2005 e, de lá para cá, muito pouco foi feito. Quase nada foi efetivado. Então, construir um plano e não ser efetivado é jogar recurso público no lixo”, criticou.

O seminário reúne até amanhã (6), em Brasília, cerca de 250 pessoas, entre pesquisadores, moradores de municípios afetados pela desertificação e representantes da sociedade civil, de governos e do setor empresarial. As propostas aprovadas serão levadas à 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, cujo tema central este ano são as mudanças climáticas.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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