Consciência ambiental no Brasil

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Consciência ambiental no Brasil

Levantamento aponta que um em cada quatro brasileiros separa lixo reciclável

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Um em cada quatro brasileiros separa o lixo reciclável em casa. Esse é um dos dados apresentados por uma pesquisa realizada pela organização não-governamental ambientalista WWF Brasil, junto com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), sobre os hábitos de consumo dos brasileiros.

“É um dado de mudança muito importante”, afirma Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação Ambiental do WWF Brasil. No sul do país, o número de pessoas que separa o lixo reciclável chegou a 42% dos entrevistados.

No entanto, 67% dos 2002 entrevistados afirmaram que colocam todo o lixo em sacos plásticos, para que sejam levados pelo lixeiro, sem separar o que é reciclável do chamado lixo orgânico. Na Região Nordeste o percentual é de 84%, enquanto no Norte e Centro-Oeste, é de 80%.

Além disso, só 5% das pessoas se preocupam em enviar o lixo seco diretamente para a reciclagem e o lixo orgânico para a produção de adubo.

“No Sudeste e no Sul há políticas públicas ou campanhas de esclarecimento ou divulgação a respeito do destino do lixo. Talveze na Região Norte e Centro-Oeste, ou talvez no Nordeste, você não tenha políticas de aperfeiçoamento, preocupação ou destinação do lixo”, diz Tamaio.

A pesquisa teve como objetivo avaliar a “pegada ecológica” do brasileiro, ou seja, qual o impacto que o consumo tem no meio ambiente e quantos planetas seriam necessários para gerar produtos, bens e serviços suficientes para sustentar o estilo de vida e consumo no país, caso esse padrão fosse adotado em todo o mundo.

 

Consumo das classes A e B no Brasil equivale à produção de dois planetas Terra, diz ONG

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Se o mundo todo consumisse água, energia, alimentos e serviços da mesma forma que as classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas Terra produzindo ininterruptamente para fornecer os produtos e serviços em quantidade suficiente para abastecer esse consumo. É o que mostra uma pesquisa divulgada hoje (5) pela organização não-governamental ambientalista WWF Brasil.

A pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), mostra que 45% da população segue esse padrão de consumo. Todo o restante, ou seja, 55% dos brasileiros, consomem de uma forma que demandaria dois planetas Terra para ser abastecida.

Em comparação, os hábitos de consumo da população dos Estados Unidos, se fossem adotados em todo o mundo, demandariam a produção de bens e serviços de mais de cinco planetas Terra.

Esses dados “acendem a luz amarela, para que a gente possa ter um consumo sustentado”, diz a secretária-geral do WWF Brasil, Denise Hamú. “[Isso] significa que temos que repensar nossos hábitos”, destaca Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação Ambiental do WWF Brasil. Ele ressalta que 67% da população não sabe qual o destino dado ao lixo produzido em casa – as pessoas apenas colocam o lixo em sacos que vão ser recolhidos pelos serviços de limpeza urbana.

Esse número é ainda maior nas Regiões Norte e Centro-Oeste (80%) e Nordeste (84%). Na Região Sul é que as pessoas estão mais acostumadas a separar o lixo reciclável – cerca de 42% da população faz essa separação ainda em casa, enquanto 44% somente colocam o lixo em sacos.

“Chama a atenção que, às vezes, o Sudeste e o Sul tenham política públicas ou campanhas de esclarecimento ou divulgação a respeito do destino do lixo, e que talvez nas Regiões Norte e Centro-Oeste, ou talvez no Nordeste, não existam políticas de aperfeiçoamento, preocupação ou destinação do lixo”, acrescenta Tamaio.

Segundo ele, um dado positivo merece ser destacado: o percentual de pessoas que sempre desligam lâmpadas e aparelhos eletrônicos quando não os estão usando: 80% fazem isso. “É um índice que a gente considera alto.”

“O que nós queremos é despertar na sociedade brasileira uma forma de pensar e agir para propor algumas mudanças, ou seja, o consumo gera um impacto”, diz Tamaio. Ele aponta uma tendência de aumento do consumo no Brasil, mas ressalta que isso precisa ser planejado, pois a pressão sobre os recursos naturais é muito grande quando se confirma essa tendência.

“O fato é que a gente só tem um planeta, e hoje consumimos mais do que se tem disponibilidade”, completa Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF Brasil. Essa é uma orientação, ele conclui, “que indica sinais preocupantes de como vivemos no país”.

A pesquisa ouviu 2002 pessoas em 142 municípios de todo o Brasil, entre os dias 13 e 18 de maio deste ano. De acordo com o WWF Brasil, foi a primeira vez que se fez um trabalho desse tipo no país.

Agência Brasil

Sobre

Maurí­cio MachadoBiólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.Ver todas as publicações de Maurí­cio Machado »

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