Consórcio responsável por hidrelétrica no Rio Madeira é multado pelo Ibama

Todos os dias publicamos novos conteúdos e conquistamos um número cada vez maior de usuários. A equipe do portal AMA agradece a todos os usuários que acessam constantemente este site, que já é uma referência nacional sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. E lembre-se, não basta apenas conhecer os problemas, é necessário agir! Cada um fazendo sua parte, de forma consciente, ajuda a melhorar o ambiente em que todos nós vivemos.

Consórcio responsável por hidrelétrica no Rio Madeira é multado pelo Ibama

Consórcio responsável por hidrelétrica no Rio Madeira é multado pelo Ibama

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

O consórcio Madeira Energia S/A (Mesa), responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, foi multado em R$ 7,7 milhões pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela morte de 11 toneladas de peixes. A multa foi aplicada terça-feira (23), e a empresa tem 20 dias para apresentar defesa.

Inicialmente, a multa era de R$ 5,5 milhões. No entanto, o Ibama considerou que houve agravantes e ampliou  o valor em 40%, resultando em R$ 7,7 milhões.

Segundo o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães, o relatório técnico do órgão concluiu que o consórcio foi “negligente” no translocamento dos peixes, ocorrido no último dia 10. “Detectamos que houve, no mínimo, imprudência e negligência no manejo do translocamento dos peixes para as ensecadeiras do rio”, disse o superintendente à Agência Brasil.

Guimarães explicou que para a construção das bases da usina foi preciso secar uma área no rio. Para isso, disse, foi feito um represamento onde é formado um lago chamado de ensecadeira. “O empreendedor tem que retirar a água para que ele possa fazer as fundações da obra. No dia 10, ocorreu esse incidente em que houve a mortandade excessiva no processo de finalização da translocação dos peixes”, acrescentou.

O superintendente do Ibama explicou ainda que ao represar um área grande, parte dos peixes fica presa e o empreendedor é responsável pela remoção. “Na finalização do processo, ocorreu uma redução drástica da qualidade da água e um crescimento populacional muito grande e houve a mortandade desses 11 mil quilos declarados pela empresa”.

A assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia informou que o órgão não vai se pronunciar sobre o caso, mas adiantou que não há risco de paralisação das obras. A previsão é de que a hidrelétrica esteja em funcionamento em 2013. O consórcio Madeira Energia S/A é formado pelo grupo Odebrecht e outros parceiros.

 

Consórcio multado pela morte de peixes no Rio Madeira contesta números do Ibama

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

O consórcio Madeira Energia S/A (Mesa), responsável pela construção da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), multado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pela morte de 11 toneladas de peixes, diverge do órgão e afirma que a “perda” foi de seis toneladas de peixes. As outras cinco toneladas, de acordo com a empresa, foram doadas a entidades filantrópicas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o consórcio afirma que suas equipes técnica e jurídica estão avaliando a autuação e aguardam a apresentação do parecer técnico do Ibama.

A empreiteira alega que após 17 dias de trabalho de resgate na ensecadeira 1, localizada entre a margem direita do Rio Madeira e a Ilha do Presídio, cerca de 85 toneladas de peixes foram devolvidas ao rio com vida.

“A perda registrada foi de seis toneladas. A operação, portanto, foi realizada com sucesso, atingindo 92,5% de taxa de sobrevivência. Esse trabalho teve autorização do Ibama e foi  executado por uma equipe técnica da  Universidade Federal de Rondônia (Unir) contratada pela Mesa, além de um conjunto de profissionais ligados à pesca”, diz o consórcio por meio de nota.

Ainda segundo a nota, outras cinco toneladas, resgatadas com vida, foram congeladas e posteriormente doadas ao Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde. O consórcio explicou que, devido a fragilidade dos peixes, a empresa, seguindo orientação do Ibama, decidiu colocá-los em câmaras frias para depois doá-los.

Agência Brasil

Sobre

- Redação AMA

Esta notícia foi selecionada pela redação do site AMAnatureza e disponibilizada aos leitores do projeto citando a fonte e créditos autorias de acordo com os direitos de divulgação estabelecidos pela instituição responsável.

Ver todas as publicações de - Redação AMA »

Deixar uma Resposta

Você precisa estar logado para publicar um comentário.