Contestada tecnologia para combater a escassez de água

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Contestada tecnologia para combater a escassez de água

Dessalinização da água do marConforme já discutimos em artigos anteriores, o processo de dessalinização da água que consiste em retirar o sal da água do mar para torna-la potável é uma boa alternativa já que a maior parte de toda água do planeta é salgada e o que ainda torna inviável a aplicação em larga escala desta técnica é devido ao seu alto custo.

Porém a ONG ambientalista WWF (Fundo Mundial da Natureza) publicou um alerta para possíveis problemas desta técnica, que consideram uma estratégia incorreta para enfrentar escassez de água e ainda pode acarretar em resultados desfavoráveis ao meio ambiente, piorando ainda mais a situação climática.

De acordo com a pesquisa do grupo ambientalista a dessalinização necessita de instalações e equipamentos que consomem grandes quantidades de energia e algumas dessas máquinas emitem gases do efeito estufa, por isso se a construção de estações para dessalinização da água crescer de forma descontrolada, mesmo apesar de estar diminuindo um problema que é a solução para falta de água potável, irá como conseqüência prejudicar o clima com a emissão de gases poluentes. Além desse agravante, ainda há impactos ambientais já que pode destruir a vida marinha em algumas regiões costeiras.

Atualmente estima-se que existam aproximadamente mil instalações de dessalinização no mundo, porém ainda não é possível obter bons resultados, sendo necessário muito investimento para viabilizar o processo de retirada do sal da água, por isso seria necessária a realização de mais pesquisas para melhorar o rendimento desta técnica e diminuir-se o elevado custo. A dessalinização é uma tendência em alta principalmente nos EUA, Índia e China, que são grandes poluidores, não apenas da atmosfera lançando gases do efeito estufa, mas também degradando recursos do meio ambiente como a água, além de outros países que são banhados pelo mar e não apresentam hidrografia privilegiada em seus territórios e por isso investem no processo de dessalinização.

Estima-se que o Golfo Pérsico supra 60% de suas necessidades de água potável por meio da dessalinização e isso pode criar uma atitude favorável ao desperdício entre os consumidores de água. Mas este fator do desperdício não é uma possibilidade mais comum de se ocorrer, já que se continuar o mesmo sistema de dessalinização, devido ao alto preço que se paga, a água seria utilizada sem desperdício, e isso é uma questão principalmente de consciência e se os consumidores estiverem adeptos de todos os problemas ambientais, não irão desperdiçar este precioso recurso natural.

Devemos concordar que não é a maneira certa para enfrentar os problemas da falta de água, já que para minimizar este problema outras alternativas devem ser aplicadas principalmente diminuindo as fontes poluidoras, pois não adianta degradar em altas proporções o meio ambiente e depois procurar novas fontes de recursos naturais, deve-se então recuperar as áreas já degradadas e desenvolver sistemas e infra-estrutura que não poluam o meio ambiente em altas proporções. Em relação aos locais que já utilizam ou pretendem utilizar o processo de dessalinização para fornecimento de água potável, deveriam executar um novo planejamento e analisar técnicas mais econômicas e de menor impacto ambiental como verificando vazamentos em encanamentos e os reparando e utilizar sistemas de reuso da água.

Mas quanto ao problema da dessalinização podemos afirmar que trata-se muito mais referente ao impacto no ecossistema do que o efeito estufa, e não devemos condenar esta tecnologia conforme fez a instituição WWF, pois esta técnica pode ajudar muitos países a superar a crise da água.

Por isso o processo de dessalinização pode ser utilizado futuramente para diminuir a escassez de água em certas regiões que necessitarem, mas deve ser usada com menor impacto ambiental, buscando através de análises meios de torná-la mais eficiente, podendo alimentar instalações de dessalinização por fontes de energia renovável.

Sobre

Maurí­cio Machado

Biólogo e ambientalista, responsável pelo projeto AMAnatureza e articulista com fundamentos e conhecimento para discutir assuntos voltados ao meio ambiente com uma visão crítica, analisando o tema de maneira radical e completa.

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  1. Kakau
    Kakaumaio 07, 2008

    Olá!Bom,só estou passando aqui para dar os parabéns pela informação que vocês dão!Me ajudou muito para fazer pesquisas na escola…de vez em quando,passo aqui e vejo as novidades.Meus colegas adoraram, já publicamos vários textos seus no mural de nossa escola!Obrigada!

  2. Carlos Daniel
    Carlos Danielset 25, 2010

    Penso que em 50 anos ou menos a industria da água será a bola da vez, assim como hoje existem mega empresas de software hoje, pois informação é tudo, também haverão grandes consorcios de dessanilização, os sheiks da água estão vindo!!

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